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Será que o mundo Verá um novo califado?

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Será que o mundo Verá um novo califado?

Em vez de uma Primavera Árabe orientada pela liberdade, como saudaram os felizes entusiastas diante dos ditadores depostos, o Oriente Médio, na verdade, está sendo assolado por um inverno profundamente islâmico. (Veja o artigo "Aviso de Inverno: A Primavera Árabe Que Não Vingou" na página XXXXX. Esse artigo é um prólogo, de modo que você talvez queira lê-lo primeiro).

É claro, o governo islâmico tem uma longa história no Oriente Médio, remontado a Maomé, fundador do islamismo, no século VII. Ele deu o exemplo de como espalhar sua nova religião pela espada, tomando o controle de toda a Península Arábica, no espaço de dez anos (622-632).

Depois de sua morte, ele foi seguido por outros governantes chamados de califas, da palavra khalifah, quesignifica "sucessor" (de Maomé) ou "representante" (de Alá para a humanidade). E domínio do califa era conhecido como califado (do árabe khilafa e do turco Hilafet). Sob o califa, o domínio era exercido por uma hierarquia religiosa que seguia a lei e a jurisprudência islâmica — a sharia.

Após os quatro primeiros Rashidun ou califas 'bem orientados’, o califado passou a dinastias de governantes. Os Ummayads (séculos VII a VIII) e os Abássidas (séculos VIII a XIII), que por sua vez, governaram o território que se estende da Espanha até à Índia. E seus rivais, os xiitas fatímidas rivais (séculos X a XII) que controlaram grande parte desse território por um tempo.

Após as invasões mongóis do oriente no século XIII, o califado realmente deixou de governar. Mas foi revivido sob os turcos otomanos, quando assumiram o controle da maior parte das terras árabes (séculos XVI ao XX).

Após a queda do Império Otomano, no final da Primeira Guerra Mundial, Kemal Ataturk impôs um estado laico na Turquia e arrastou-a para a esfera ocidental. Vários reis e ditadores tomaram o governo dos estados árabes. Estes permitiram os princípios da sharia como parte da lei nacional em diferentes graus, mas muito longe de satisfazer a maioria dos muçulmanos da região. E, em todo caso, eles falharam em unir-se em uma única ummah (comunidade) sob um único califa.

O sonho da restauração do califado

Desde a queda do império Otomano, muitos islâmicos devotos têm sonhado em restabelecer o califado. Um desses sonhadores era o egípcio al-Hassan Bannah, que em 1928 fundou a Irmandade Muçulmana, a organização que mais foi beneficiada com as revoltas da Primavera Árabe. A restauração do califado continua sendo o objetivo da Irmandade.

Além disso, o califado tem sido um tema recorrente nos recentes discursos de líderes islâmicos. Como apontado no artigo anexo sobre a Primavera Árabe, um célebre pregador da Irmandade afirmou que a eleição de Mohamed Morsi como presidente do Egito foi o prelúdio de um califado islâmico — a vinda dos Estados Unidos dos Árabes, sendo Jerusalém sua capital. E Morsi reconheceu então que, de fato, o objetivo era conquistar Jerusalém.

No entanto, muitos no Ocidente não conseguem imaginar que tal retórica seja séria. Eles não vão mesmo aceitar que Morsi governaria como um extremista islâmico, apesar de ter aprovado uma constituição baseada na sharia, confiantes de que ele estará em conformidade com a política egípcia, como de costume dentro da realidade de governo.

O ex-procurador federal dos Estados Unidos, Andrew C. McCarthy, comenta sobre essa noção em seu recente livro A Febre da Primavera: A Ilusão da Democracia Islâmica:

"Depois, existe os eternos otimistas que tentam se passar por obstinados pragmáticos. A teoria deles é que governar fará com o governante preste contas ao povo e, consequentemente, as responsabilidades práticas dos órgãos para os quais foram eleitos vão domar os políticos islâmicos. Eles vão evoluir, percebendo que a sharia, o antissemitismo e a animosidade antiocidental não são compatíveis com o funcionamento de um governo no mundo moderno. Governar irá transformá-los em moderados...

"[Mas] o Irã tem ficado mais moderado nos últimos trinta anos? A eleição do Hamas em Gaza tem... ajudado a essa organização terrorista evoluir?... A eleição de defensores da supremacia islâmica na Turquia levou aquele país ao extremismo, e não para longe dele" (2013, p. 19).

Na verdade, a Turquia e outras recentes democracias experimentais no mundo muçulmano nos dão indicações da evolução que se seguirá às eleições de islâmicos ao poder em nações árabes. Além disso, como veremos a seguir, a profecia bíblica também mostra onde os eventos se seguirão. Será que isso terminará em um califado restaurado? Ou será que, finalmente, a liberdade virá para o Oriente Médio?

"O modelo turco"

Devemos prestar atenção à Turquia, que é vista por muitos no Ocidente como um modelo para o mundo árabe — “‘a Estrada de Tijolos Amarelos a caminho da cintilante Oz da democracia islâmica” (p. 75). O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, estima sua amizade com o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan — sua contraparte no Oriente Médio, a quem ele recorre para ser assessorado em questões regionais, incluindo a Primavera Árabe.

O problema em ver a Turquia como tal modelo é que a sua tradição de democracia não tem nada a ver com o islamismo. Mas justamente o contrário, Kemal Ataturk fez da Turquia um estado secular, embora a população se mantivesse predominantemente muçulmana.

Erdogan, por outro lado, é um islâmico — "um irmão muçulmano que mergulhou profundamente nas lições do mestre, Hassan al-Banna" (p. 2). Desde que se tornou primeiro-ministro em 2003, um ano após seu islâmico "Partido da Justiça e Desenvolvimento" (AKP na sigla turca) ter chegado ao poder, Erdogan levou a Turquia para longe da democracia.

Para os ocidentais e secularistas preocupados no seu próprio país, às vezes, Erdogan se apresentava como defensor do secularismo enquanto permitia a livre expressão do islamismo na esfera pública. Mas este é um homem que, em 1998, quatro anos antes da criação de seu partido, disse: "A democracia é apenas o trem no qual embarcamos para chegar ao nosso destino".

E que destino é esse? Talvez as palavras que ele disse em seguida deem uma pista: "As mesquitas são os nossos quartéis, os minaretes [torres das mesquitas] nossas baionetas, os domos [cúpulas das mesquitas] nossos capacetes e os fiéis nossos soldados".

É claro que trazer de volta a Turquia para o campo islâmico não tem sido uma tarefa rápida — embora tenha provado ser muito mais fácil do que foi para Ataturk impor o secularismo. Foi uma divisão dos partidos não religiosos da Turquia que permitiram que o AKP controlasse o parlamento com apenas um terço do voto popular. No entanto, na década seguinte, Erdogan conseguiu fazer várias vezes sua jogada política e, finalmente, alcançou o "estado profundo" kemalista, o santuário interior dos funcionários do Estado, com o apoio militar que há muito tempo mantinha a ordem secular contra a incursão islâmica.

A paulatina incursão islâmica na Turquia

Então, como está a Turquia hoje? Erdogan tem focado em promover os princípios islâmicos na educação, seu partido AKP está agindo para estabelecer muitas novas universidades com líderes islâmicos — parte de um esforço para reformular a cultura.

Além disso, McCarthy comenta: "O primeiro-ministro também tem procurado diminuir a idade para a aposentadoria compulsória em diversas áreas tecnocratas do governo... [que] permitiu que os islamitas removessem milhares de funcionários de seus cargos — incluindo mais de 40 por cento dos nove mil magistrados da república.

“Em seu lugar, foram investidos adeptos da ideologia islâmica do AKP. Entretanto, para degradar ainda mais o papel vital do poder Judiciário na defesa da ordem secular, Erdogan recusou-se a cumprir as decisões judiciais e ameaçou abolir a Suprema Corte, um componente vital do ‘estado profundo’” (p. XXXXX).

A Turquia agora é classificada como o pior carcereiro de jornalistas do mundo — com prisões indiscriminadas, alguns foram condenados a 166 anos de prisão. E definitivamente as coisas têm piorado para as mulheres no país, sob a repressão da sharia:

"Como um desastre feminino, a taxa de assassinatos de mulheres subiu para 1400 por cento. Em 2002, quando o AKP foi eleito pela primeira vez, havia apenas 66 casos reportados de ‘matar por honra’  — assassinatos de mulheres e meninas pelas mãos de membros da família que se consideram envergonhados quando as normas da sharia eram violadas. Apenas nos primeiros sete meses de 2009, o número já era de 953" (p. 83).

Em matéria de política externa, Erdogan cortou os antigos laços com Israel, acusando os israelenses de terrorismo de Estado. Enquanto isso, ele abraçou o Irã (como fez Morsi, presidente do Egito). E o líder turco se ofereceu como testemunha para o presidente sudanês, Omar al-Bashir, acusado de crimes de guerra internacionais por causa de sua campanha de limpeza étnica em Darfur — Erdogan afirmou que "um muçulmano nunca pode cometer genocídio".

Ele até doou da Turquia centenas de milhões de dólares para o governo de Gaza, governado pelo grupo terrorista Hamas. "Isso significa que a Turquia agora está financiando o Hamas. Erdogan tornou seu país de aliado da OTAN a patrocinador do terrorismo" (p. 116).

Então, podemos imaginar um futuro melhor para o Egito e outros países da Primavera Árabe, onde os islâmicos tomaram o poder? Se tem uma coisa que vai ser muito mais fácil de impor é a lei islâmica nesses países acostumados ao regime autoritário e aos princípios da sharia, do que foi para Erdogan para transformar a Turquia de sua democracia secular, que já durava décadas.

Uma prévia da democracia pelos exemplos iraquianos e afegãs

Talvez o paralelo mais próximo dos países da Primavera Árabe se encontra nos dois países que os Estados Unidos e outras nações ocidentais libertaram do jugo ditatorial e entregaram novas constituições e os processos democráticos. Como foi que isso deu certo?

Estes são agora, como McCarthy aponta, "uma dupla de Estados da sharia hostis aos interesses norte-americanos (o Iraque é um satélite iraniano; o Afeganistão está a beira de ser reconquistado pelo Talibã), caminhando para se juntar à cavalgada regional de jihadistas e islâmicos totalitários, agora eufóricos pela legitimidade soberana graças à subordinação da cultura democrática aos processos democráticos — como se a eleição do presidente da classe fizesse o terceiro grau uma "democracia" e os valentões no pátio da escola um 'partido político'" (p. 41, grifo no original).

Apoiado pelos Estados Unidos o presidente afegão, Hamid Karzai chegou a sugerir que o mulá Omar, líder do Taleban anteriormente expulso do poder pela invasão dos Estados Unidos, concorresse à presidência na próxima eleição!

Devemos considerar também a situação dos cristãos. Nos últimos anos, milhares de cristãos foram assassinados no Iraque e outras centenas de milhares fugiram temerosos para outros países.

No Afeganistão, os Estados Unidos, por duas vezes, teve que exercer grande pressão para salvar pessoas que estavam sendo executadas porque queriam se converter do islamismo para o cristianismo — um delas presa sob o pretexto de que não tinha a "mente sã" (por que outra razão uma pessoa abandonaria o islamismo?). No Egito, de acordo com uma pesquisa Pew do ano de 2011, 84 por cento das pessoas querem que se imponha a pena de morte para aqueles que abandonem o islamismo — 84%! O percentual é igualmente elevado em outros países muçulmanos.

E que dizer sobre os direitos das mulheres sob a sharia no Afeganistão? "No final de 2011, o gabinete de Karzai anunciou que o presidente havia magnanimamente extinta a pena de prisão de doze anos de serviço de uma mulher de dezenove anos de idade, que foi imposta por um tribunal afegão depois de ter sido condenada por... ter relações sexuais fora do casamento... com um parente que a tinha estuprado. O perdão de Karzai tinha alguma justificativa? A mulher tinha sanado sua indiscrição ao concordar em se casar com o estuprador, cujo filho ela deu à luz enquanto estava presa" (p. 47).

Esse é o resultado da democracia em nações onde são maioria aqueles que desejam impor o estado islâmico. E espantosamente o Ocidente, incluindo os Estados Unidos, tem defendido e continua a apoiando este ultraje. (Ver "O Intrigante Apoio Dos Estados Unidos Aos Islâmicos Moderados" na página XXXXX).

O que vem a seguir?

Então, o que podemos esperar de agora em diante? Certamente, as consequências dos levantes árabes ainda estão em curso. Devemos esperar um endurecimento da exigência de se adequar a sharia no Egito, em todo o mundo árabe e em outras nações muçulmanas — e mais garantias enganosas aos líderes ocidentais e aos meios de comunicação de que não há motivo para preocupação.

Também devemos ficar atentos para as insurreições onde a revolução ainda não tenha se estabilizado. Com a Líbia, que foi inundada de armas e, muitas delas agora fluindo para os países vizinhos, agora a Al-Qaeda no norte da África e outros terroristas foram reforçados.

A França interveio no Mali, em janeiro de 2013, para impedir que tomem o controle de todo o país, depois que já haviam invadido grande parte dele. E depois da matança dos reféns no final da crise argelina, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, disse que a ameaça islâmica na região exige "uma resposta que levará anos, até mesmo décadas, em vez de meses".

Além disso, há o perigo do uso de armas químicas por Bashar al-Assad na Síria. No entanto, outros se preocupam com a queda de Assad pelos aliados dos jihadistas, com suas armas químicas e com o resto de seu vasto arsenal caindo em mãos de terroristas.

A revolução islâmica se espalha

E sobre as monarquias árabes, como a Jordânia e a Arábia Saudita? Até agora, elas têm permanecido seguras contra as revoltas árabes. Mas a Irmandade Muçulmana está agitando esses países para difundir a revolução. Vários analistas acreditam que serão os próximos a cair.

Brigitte Gabriel, autor e comentarista de origem libanesa, diz que apesar das afirmações de que as tropas norte-americanas de Operações Especiais estão posicionadas na Jordânia, há certa preocupação com o que está acontecendo na Síria, "a verdade é que as nossas operações especiais [soldados] estão posicionadas na Jordânia, para proteger o rei Abdullah, porque agora só tem dois por cento de aprovação em seu país. A maioria das pessoas votaria pela Irmandade Muçulmana se as eleições fossem realizadas na Jordânia hoje" (citado por Chad Groening, "Previsão: A Jordânia Atingida Pela 'Primavera Árabe'", OneNewsNow.com, 11 de dezembro de 2012).

Entre os palestinos, parece que está quase havendo uma reaproximação entre as facções rivais do Fatah e do Hamas, mas a aproximação com os judeus de Israel está fora de questão. Alinhados às recentes chamadas da Irmandade Muçulmana no Egito, o juiz islâmico supremo da Autoridade Nacional Palestina, Tayseer Al-Tamimi, disse o seguinte em 31 de dezembro de 2012:

"O califado será restaurado após este governo tirânico [Israel] chegar ao fim. Este já é o começo do fim para a tirania. As revoluções árabes contra a injustiça, a tirania e a opressão vai trazer seu fim e o califado será restaurado. O que estamos vendo no Egito são as dores de parto. A luta entre o islamismo e outros, e contra todas as conspirações que visam parar o trem que já partiu para libertar Jerusalém e para restaurar a lei islâmica. Jerusalém será a capital do califado, é o desejo de Alá" (MEMRI, 7 de janeiro de 2013).

Isto é como um eco das palavras de Erdogan quando falou da democracia como um trem para se chegar ao destino islâmico. E o destino final é realmente um califado restaurado como caminho para conquistar o mundo. Com a velocidade com que as coisas estão indo, talvez o trem não esteja muito longe da estação.

Os indícios da profecia bíblica

A profecia bíblica nos diz, no Salmo 83, que o mundo verá uma confederação de povos do Oriente Médio com a intenção de exterminar Israel — isso, evidentemente, envolve os árabes, os palestinos, os turcos e outros na região.

Do mesmo modo, Daniel 11 fala de um ‘rei do Sul’ no tempo do fim, que vai reacender a antiga luta contra um poder do norte — centrado na Europa desde tempos de Roma — com a terra de Israel no meio. Isso irá provocar uma guerra de retaliação resultando na ocupação europeia de muitas terras do Oriente Médio, inclusive Israel. (Ver "Israel: Uma Nação Em Constante Perigo", que começa na página XXXXX, para saber mais sobre isso).

A confederação e poder do Sul nessas profecias poderiam muito bem ser um califado islâmico restaurado, que agora parece estar em ascensão — embora este não seja um requisito bíblico específico. A Bíblia menciona apenas o povo e terras envolvidos, e não o governo deles. Mas dado que são e onde estão essas pessoas, o islamismo parece o fator mais provável dessa coesão. Certamente forças poderosas estão em andamento nessa região — e tem sido assim por mais de treze séculos.

Alguns analistas avaliam o futuro próximo vendo a islamização do Oriente Médio como quase inevitável. Diante do fracasso das ditaduras militares, o governo islâmico acena como um ideal promissor para muitos muçulmanos. Parece que essas pessoas terão que viver sob a mão de ferro de seus próprios sistemas, como agora muitos vivem no Irã (embora os islamitas mantenham o controle por lá). No entanto, isso realmente não vai ser suficiente para libertar o povo, pois grande parte do povo não vai reconhecer a sua própria situação, subjugado a um pensamento errado.

O fim do longo inverno

Em 2 de dezembro de 2012, na televisão palestina, a esposa de um membro do parlamento do Hamas comentou com um entrevistador sobre o papel da mulher: "Ela infunde em seus filhos o amor à jihad e o martírio por amor a Alá. Se toda mãe impedisse seu filho de lutar na jihad por amor a Alá, quem iria lutar na jihad? Quem iria apoiar a Palestina?

"A Palestina é cara para nós, e seu preço sempre é pago com o nosso corpo e nosso sangue... Estou constantemente orando: ‘Alá, faça que o fim dos nossos dias seja no martírio’. Eu oro por isso, pelo meu marido e por meus filhos. Nenhum de nós quer morrer em nossas camas. Oramos para que Alá nos conceda o paraíso" (MEMRI).

Isto é desolador e assustador — e devastador para qualquer noção de liberdade no Oriente Médio muçulmano. Como arrazoar ou negociar com esta convicção de milhões de pessoas? Não é racional, mas é o produto da programação geracional e da enganação e influência demoníaca direta numa escala colossal.

O fato é que algo extraordinário e formidável tem que acontecer para extirpar o mal da mente das pessoas e realmente libertá-las. E esteja certo de que isso vai acontecer.

Como a Bíblia diz, um cataclismo inimaginável vai engolir o mundo e as pessoas sofrerão sob a tirania como nunca antes. Então, Isaías 19:20-21 nos diz que o povo do Egito "ao SENHOR clamarão por causa dos opressores, e ele lhes enviará um Redentor e Protetor que os livrará. E o SENHOR se dará a conhecer ao Egito, e os egípcios conhecerão ao SENHOR, naquele dia; sim, eles o adorarão com sacrifícios e ofertas, e farão votos ao SENHOR, e os cumprirão".

Naquele dia, o Egito finalmente estará em paz com Israel (versículos 24-25). Sim, finalmente Jesus Cristo virá para salvar os egípcios e toda a humanidade — e todos conhecerão ao verdadeiro Deus.

A verdade é que todos têm sido escravos de pensamentos errados em diferentes graus. Naquele dia, o engano vai ser removido e as antigas animosidades cessarão. O diabo e seus asseclas serão banidos e a paz reinará sob o maravilhoso reino de Deus. No final do longo inverno do homem, aguarda a primavera do verdadeiro paraíso de Deus. Que venha rapidamente!

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Quadro lateral: O Intrigante Apoio Dos Estados Unidos Aos Islâmicos Moderados

É importante salientar que existem muçulmanos e não muçulmanos verdadeiramente moderados espalhados por todo o Oriente Médio, que desejam as liberdades ocidentais. No entanto, eles são minoria, pouco mais de vinte por cento, estima Andrew McCarthy em seu livro de 2013, A Febre da Primavera: A Ilusão da Democracia Islâmica. Mas eles não são os únicos que recebem apoio do Ocidente — mesmo em lugares onde estão em maior número.

Como a Tunísia, por exemplo, que por muito tempo tem sido considerado o mais ocidentalizado dos países árabes. O Movimento da Irmandade Muçulmana Ennahda ou "Partido do Renascimento", que os meios de comunicação ocidentais erroneamente retratam como moderado, assumiu a liderança do país após a revolução de 2011, mas conquistou apenas 42 por cento do voto popular. Embora impedido de governar através de coligação com aqueles que não são muçulmanos, o partido ainda insiste na agenda islâmica, a sharia, e está ganhando terreno. Dois homens foram presos por postar imagens de desenhos animados do profeta Maomé no Facebook.

Em recente entrevista dos verdadeiramente moderados que defendem o governo secular, Michael Totten ouviu repetidas reclamações de que eles não recebem apoio dos Estados Unidos: “Os norte-americanos estão com os islamistas. Eles apoiam Ennahda na Tunísia e os Wahhabists na Arábia Saudita. Eu ouvi essa reclamação de cada pessoa secular que entrevistei neste país, sem exceção, de acadêmicos a ativistas democráticos, de jornalistas a professores.

“Eles parecem estar unanimemente chocados, consternados e horrorizados com isso. O assunto vem à tona vez trás vez na conversa mesmo quando eu pergunto sobre outras coisas. É impossível passar qualquer tempo aqui sem ouvir sobre isso" ("Os Estados Unidos Criticados Pelos Secularistas Da Tunísia Por Apoiar Os Islamitas”, Assuntos Internacionais, 21 de março de 2012).

Isso reflete um realinhamento perturbador na política externa dos Estados Unidos. Quando o especialista no Oriente Médio, Walid Phares, de origem libanesa, foi solicitado em uma entrevista recente a expandir sua afirmação de que "todo mundo sabe, em Washington, Obama apoia a Irmandade Muçulmana", ele ofereceu esta resposta surpreendente:

"Já é hora de se compreender as políticas da administração Obama, as que são públicas e aquelas que são óbvias. Se você comparar as diferentes políticas da administração Obama sobre as revoltas no Oriente Médio, você verá claramente que o posicionamento de Washington em relação a essas manifestações e protestos é proporcional ao resultado dessas revoltas.

"Quando as crescentes massas são alvo de regimes islâmicos, a posição de Obama é a de abandonar o levante. Quando a revolta acaba numa conquista islâmica, a posição dos Estados Unidos rapidamente é a de ficar do lado dos revolucionários. Estas não são teorias, são realidades mensuráveis.

"Em junho de 2009, quando milhões de iranianos, principalmente jovens (e mulheres) manifestavam contra os aiatolás, o presidente Obama declarou que os Estados Unidos ‘não iriam se intrometer’. Mas quando as manifestações no Egito explodiram, a posição de Obama evoluiu em duas etapas. Enquanto a juventude e os seculares estavam nas ruas, Washington ficou em cima do muro. Mas, quando a Irmandade Muçulmana entrou com força na Praça Tahrir, o presidente Obama se intrometeu ‘com veemência, pedindo a Mubarak para renunciar.’

"[O] mesmo cenário ocorreu na Tunísia e na Líbia, e parece estar se repetindo na Síria. Observadores e comentaristas da região, particularmente no Egito, não estão alheios a esta descrição. Essa situação indica claramente e fornece evidências de um alinhamento do governo Obama com a Irmandade Muçulmana. Nos últimos anos, os legisladores norte-americanos vêm alertando que a administração está favorecendo a Irmandade em Washington e buscando a sua influência na segurança nacional e na política externa.

"Bem, desde a Primavera Árabe, e particularmente no ano de 2012 no Egito, esse alinhamento nunca foi tão claro. Ironicamente, a administração Obama nega apoiar a Irmandade, porque o povo norte-americano veria tal posicionamento como antiamericanismo. Isso seria o equivalente a uma parceria norte-americana na década de trinta com o socialismo nacional [nazistas alemães] ou com os fascistas italianos.

"Hoje, nos meios de comunicação árabes, existem centenas de artigos, declarações e painéis expondo e criticando abertamente o apoio da administração Obama aos islâmicos em geral, em particular, a Irmandade" (entrevista com Jennifer Hanin, "Como O Egito Vai Recuperar Seu Cobiçado Status?... Parte I”, Breitbart.com, 17 de dezembro de 2012).

O próprio McCarthy menciona "as repreensões contundentes dos verdadeiros democratas egípcios ao desempenho de Obama, que se encontra desmoralizado pela relação dos Estados Unidos com os islamistas. Isto, também, refletiu a ascendência islâmica na Turquia: quanto mais Erdogan promoveu abertamente a sharia e a jihad da Irmandade contra Israel, quanto mais Washington se aproximou dele" (p. xiv).

Para ilustrar como coisas bizarras têm acontecido, em junho de 2012 o governo dos Estados Unidos recebeu em Washington uma delegação de novos líderes do Egito, que incluía o novo membro do parlamento Hani Nour Eldin, um membro do Grupo Islâmico — uma organização terrorista liderada pelo presidiário Omar Abdel-Rahman, o xeique cego, líder espiritual por trás dos primeiros ataques de terroristas ao World Trade Center em 1993.

"A Casa Branca e o Departamento de Estado atacaram fortemente a mídia por inquirir sobre como um homem conhecido por ser um membro de uma organização designada formalmente como terrorista poderia conseguir, em primeiro lugar, de um visto para entrar nos Estados Unidos, e, em seguida, um convite para conversar com funcionários da segurança e política externa do nosso governo em Washington" (p. 174). O assunto foi tratado como sem importância já que Nour foi, afinal de contas, eleito democraticamente.

Além disso, há as recentes afirmações da revista egípcia Rose El-Youssef, traduzida ao inglês pelo site do Projeto de Investigação Sobre o Terrorismo, de que seis líderes muçulmanos norte-americanos trabalham na administração de Obama como agentes da Irmandade Muçulmana que estão ajudando a moldar as políticas norte-americanas. É claro que, enquanto que isso possa ser, não há nenhuma prova de que alguém precise orientar a administração para onde se encontra hoje.

Além de tudo isso, é fato que, com o rumo do Egito já definido, o governo dos Estados Unidos continue a enviar àquela poderosa nação árabe, milhares de milhões de dólares de ajuda militar e equipamentos (incluindo vinte avançados caças F-16 e duzentos tanques Abrams) — armamento, que pode acabar sendo usado contra Israel ou até mesmo contra as forças norte-americanas. Precisamos abrir os nossos olhos para o futuro que está se formando hoje.