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Descoberta Pode Comprovar a Existência do Profeta Bíblico Isaías?

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Descoberta Pode Comprovar a Existência do Profeta Bíblico Isaías?

Nos tempos bíblicos, os selos talhados em pedra, tipicamente do tamanho de uma unha, eram usados para marcar pequenos pedaços de barro ou cera para denotar autoria, autenticidade ou propriedade de documentos e outros objetos. A impressão de argila resultante é chamada de bulla (plural bullae). Frequentemente, esses selos são mencionados na Bíblia. Alguns têm sido encontrados com nomes de personagens bíblicos, demonstrando a precisão das Escrituras.

Um notável achado arqueológico de uma bulla em Jerusalém foi publicado em fevereiro na edição de março-abril-maio-junho de 2018 da revista Biblical Archaeology Review sob o impressionante título “Esta Seria a Assinatura do Profeta Isaías?” A autora do artigo, a arqueóloga Eilat Mazar, dirigiu a escavação onde a bulla foi encontrada ao sul do Monte do Templo.

Uma impressão digital é visível no barro. “Se o dono do selo era o profeta Isaías, temos aqui a impressão digital do profeta”. A Dra. Mazar disse que ainda não podemos ter certeza (Amanda Borschel-Dan, “Em Busca de Evidências Bíblicas: O Selo do Profeta Isaías Pode Ter Sido Encontrado em Jerusalém”, Breaking Israel News, 22 de fevereiro). A borda da bulla está defeituosa por causa da impressão digital, o que leva a alguns a questionar o que está escrito, mas há boas razões para acreditar que ela é realmente do profeta bíblico.

A bulla de Isaías foi encontrada em 2009 no meio de outros destroços e artefatos, incluindo uma série de impressões de selos — um deles com o nome do rei Ezequias de Judá. Esta descoberta foi anunciada em 2015.

As escrituras dizem que “Isaías, filho de Amoz”, era um profeta de Deus “nos dias de Uzias, Jotão, Acaz e Ezequias, reis de Judá” (Isaías 1:1 Isaías 1:1A visão de Isaías, filho de Amoz, que ele teve a respeito de Judá e Jerusalém, nos dias de Uzias, Jotão, Acaz, e Ezequias, reis de Judá.
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) — nas décadas antes e depois de 700 a.C. Isaías foi um valoroso conselheiro do justo rei Ezequias, e Mazar comenta em seu artigo que os dois “são mencionados juntos em 14 das 29 vezes em que o nome de Isaías é lembrado (2 Reis 1920; Isaías 3739). Nenhuma outra personagem estava tão próximo do rei Ezequias como o profeta Isaías” (página 70).

Talvez não seja surpresa o fato da bulla de Isaías ter sido encontrada a apenas três metros do mesmo local onde a bulla do rei Ezequias também foi encontrada, numa área que, aparentemente, era então o complexo do palácio superior construído por Salomão.

A bulla de Isaías é dividida em três seções ou linhas chamadas de registros. No registro (seção) de cima, com a parte de cima quebrada, mostra “uma corça pastando que é um motivo de bênção e proteção…também encontrado em outra bulla” (página 70). No registro do meio, há uma inscrição com as letras hebraicas da direita para a esquerda “ leyesha‘yah[u], ” que significa “de Isaías” ou “[pertence] a Isaías,” faltando-lhe a última letra vav ou waw, pois o lado esquerdo da bulla está danificado. Embora o nome Isaías era bastante comum naquele tempo, apenas pessoas de alguma importância tinham esses selos.

No registro inferior da bulla lê-se nvy antes de terminar no lado esquerdo danificado. Se a letra aleph fosse acrescentada no final da palavra nvy, se tornaria a palavra “profeta” em hebraico.

Alguns estudiosos sustentam que a palavra deve ser lida como um nome de pai, então seria como dizer Isaías, filho de Nvy ou Nebai — assim, não seria o profeta Isaías, filho de Amoz, como é mencionado treze vezes nas Escrituras. Em dois selos encontrados em Laquis contêm o termo bn nvy ou “filho de Nebai”. A bulla de Isaías não tem o bn (ou ben ) para “filho”, mas existem exemplos de impressões de selo sem esse termo, onde o espaço é restrito. Outros estudiosos, no entanto, notam que havia muito espaço para as letras bn neste selo, de modo que, provavelmente, não significaria “filho de Nvy”. Outra sugestão é que Nvy significa um residente da cidade sacerdotal de Nov ou Nob, mas não há outro exemplo de um selo com um nome pessoal seguido de um nome de lugar.

Alguns acham que Isaías não se proclamaria “profeta”, mas essa era o ofício que o identificava. Ele descreve a si mesmo como “o profeta Isaías” em Isaías 37:2 Isaías 37:2Também enviou Eliaquim, o mordomo, Sebna, o escrivão, e os anciãos dos sacerdotes, cobertos de saco, a Isaías, filho de Amoz, o profeta,
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, 38:1 e 39:3. Outros notam a falta do “o” ( h — ou ha em hebraico) antes da palavra nvy como um argumento contra o termo ser “o profeta”. Mazar observa que nem sempre havia a menção do ofício, e ainda diz que poderia se encontrar no fim do segundo registro na área danificada.

O colaborador, arqueólogo e epigrafista de Mazar, Reut Ben-Arie, observou que a borda oval na área danificada estaria suficientemente longe à esquerda da inscrição para permitir espaço suficiente para o waw ou u que falta ao final de Yesha’yahu e para o hey ou h, significando “o” — assim como para um aleph no final do nvy no registro inferior, para resultar na frase “de Isaías, o profeta”.

Mazar observa: “Podemos perguntar por que o idealizador do selo escolheria inserir o artigo definido no final do segundo registro, em vez de no início da palavra navy’ no terceiro registro, onde parece haver espaço suficiente. Mas, por mais estranho que possa parecer para nós, essa divisão de palavras não é incomum na antiga escrita hebraica. De fato, um bom exemplo disso pode ser visto na bulla do rei Ezequias, onde o nome de seu pai, Acaz, se estende por dois registros, com a última letra sendo empurrada para o registro de baixo” (página 72).

Iste bulla então parece ser um grande achado. Isaías é um personagem proeminente nas Escrituras, não apenas no Antigo Testamento, mas também no Novo, onde ele é de longe o mais citado dos profetas.

O jornal The Times of Israel (Adam Berkowitz, “Encontrado o Selo de Argila de Isaías, Mas o Mistério Continua”, 22 de fevereiro) citou o novo editor da revista Biblical Archaeology Review, Robert Cargill, um cético declarado, que passou grande parte de sua carreira desmentindo falsas alegações arqueológicas, que declarou o seguinte sobre a descoberta de Mazar: “Ela não se apressou em dizer conclusivamente que encontrou o selo de Isaías…Em nosso artigo, ela forneceu possíveis alternativas…Mas se você me perguntar, eu acho que ela o identificou corretamente. Você está olhando para a primeira referência arqueológica do profeta Isaías fora da Bíblia…Isso é incrível”.