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Esperança e Restauração: A História do Filho Pródigo

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Esperança e Restauração

A História do Filho Pródigo

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Como fazia todos os dias, o pai andava em sua pequena casa na colina de onde podia olhar para baixo e ver a estrada por vários quilômetros. Ele sempre pensava e esperava que fosse ver uma figura familiar vindo por essa estrada.

Seus pensamentos eram sempre os mesmos — uma mistura de saudade, esperança e arrependimento. Quando não conseguia ver o que esperava, ele voltava ao seu negócio cotidiano. Sempre havia serviço a fazer. Mas também havia o vazio criado por aquela pessoa que muito tempo atrás tinha decidido sair e ir para longe de sua casa.

O pai lembrou-se do dia em que seu filho deixou a família. O jovem queria sua parte da herança para viver por conta própria e ter uma vida independente. Isso criaria uma dificuldade para dividir sua parte antes do tempo planejado. Mesmo assim o pai aceitou fazer isso, com pesar, mas sabendo que era a única coisa que poderia ser feita. Por isso, seu filho iria aprender a lição mais difícil da vida.

Vê-lo ir embora foi o momento mais difícil da vida desse pai, sabendo que seu filho não estava preparado para a vida e que ele não mais iria ouvir sua instrução ou sabedoria. Quando ele voltaria? E depois de ele fazer isso, o ambiente familiar seria o mesmo?

Esta é a história contada por Jesus Cristo em Lucas 15, conhecida como a parábola do filho pródigo. Ele relata a partida de um filho da casa de seu pai, as lições que ele aprendeu e seu retorno, mais sábio pela experiência. Também é a história da viagem de uma família rumo à reconciliação.

A família é o alicerce da vida. A família bíblica é o modelo pelo qual Deus está construindo uma família espiritual de filhos e filhas glorificados. Esta parábola fala de um filho que foi perdido e depois encontrado. Enquanto ela mostra muitos detalhes sobre uma família, no final uma verdade se destaca — um pai espera pacientemente o filho que ama.

A história resumida

Vamos rever a história. Um homem tinha dois filhos. Um dia, o mais jovem veio até ele com um pedido: Ele queria um adiantamento de sua herança. Apesar das prováveis dificuldades que haveria na divisão desse dinheiro do espólio, mas o pai deu ao filho sua parte. Então, o jovem foi embora, em busca de outra vida.

Como diz o relato, ele viajou para um país distante. A distância em um relacionamento nem sempre é medida em quilômetros. Parece que a distância neste relacionamento havia aumentado a ponto de se tornar muito grande, muito antes de ele ter deixado a casa da família. O filho não queria mais viver sob o teto de seu pai.

Será que ele já não respeitava mais o seu pai? Havia alguma tensão antiga não resolvida entre os dois que levou a uma ruptura das relações a ponto de não poderem mais “caminhar juntos” (Amós 3:3)?

A história permite quase qualquer ideia para dar uma explicação. É bonito ver a relação entre um pai e um filho, no entanto, às vezes ela é complicada. Será que o filho havia deixado emocionalmente a casa muito antes de sair fisicamente pela porta?

Com o tempo o filho torrou todo seu dinheiro e se viu falido. Viver além de suas posses reduziu-o a um trabalhador braçal assalariado. Desfrutar de todas as tentações materiais disponíveis hoje para nós permite facilmente imaginarmos como o dinheiro poderia ter desaparecido tão rápido. Um novo carro ou uma moto cara. Refeições caras. Entretenimento e gastos com pessoas cuja amizade dependia de quanto dinheiro se tinha na conta — amizades que duravam enquanto houvesse dinheiro.

Depois de trabalhar em um emprego que pagava pouco e não trazia nenhuma satisfação, ele começou a avaliar a sua situação. Ele estava apenas ganhando dinheiro suficiente para se alimentar. E parece que os animais que ele alimentava comiam melhor do que ele. Sem dinheiro. Sem amigos. Não havia boas perspectivas.

Uma ruptura nos relacionamentos

O que você faria numa situação dessas? Será que o orgulho iria lhe impedir de voltar para casa ou de restaurar um relacionamento? Levaria a sua dureza de coração a um comportamento autodestrutivo, como o vício em drogas ou álcool? Ou talvez você pudesse estar achando que seu pai não te amava e não lhe queria de volta.

Talvez você realmente se encontre em uma posição semelhante à do filho da parábola. Você esteve afastado de um parente ou amigo e acha que não pode voltar a se aproximar dele ou dela. Talvez você não consiga pegar o telefone ou ir até a pessoa para começar a consertar esse relacionamento desfeito.

É uma triste característica da vida moderna. Nós estamos conectados por tantos meios de comunicação social ainda assim não podemos nos conectar no nível mais profundo de amor e de significado. Você pode ter centenas, talvez milhares, de “amigos” no Facebook, mas pode estar sozinho nos momentos mais críticos de sua vida. É importante que tenhamos amigos com quem podemos falar e receber incentivo, conselho e apoio. Também é preciso esforço para manter os canais de comunicação abertas.

Voltando à história de Cristo, que agora atinge o ponto mais crítico. O jovem olha para si mesmo quando percebe que os servos da casa de seu pai têm abundância de comida e não passam fome. Então, ele diz: “Levantar-me-ei, e irei ter com meu pai, e dir-lhe-ei: Pai, pequei contra o céu e perante ti” (Lucas 15:18 Lucas 15:18Levantar-me-ei, irei ter com meu pai e dir-lhe-ei: Pai, pequei contra o céu e diante de ti;
Almeida Atualizada×
).

Imagine o momento de humildade. Ele está no fundo do poço. Toda sua autoconfiança havia desaparecido. Ele percebe que não podia ir mais adiante por conta própria. Ele sabe que deve voltar para casa. A viagem agora está em seu momento mais crucial.

Nunca é tarde demais

Como muitos de vocês enfrentariam a volta de um filho para casa e para um relacionamento que pode ter sido interrompido há muito tempo? Você pensa de tudo o que se passou após longos meses e anos — tempo que não pode ser mais recuperado. No entanto, você não perdeu a esperança. Você espera por uma carta, um e-mail, um telefonema ou o som de passos a caminho de sua casa. Você sabe que um dia isso vai acontecer, só não sabe quando. Um dia não se passa em que você não esteja pensando em seu filho.

Um jornal recente conta a história de um homem de 87 anos de idade, que reencontrou sua filha depois de quarenta anos. Ele tinha se divorciado de sua mãe, quando a filha tinha quatro anos, e ele a viu pela última vez quando ela tinha doze anos. Por mais de quarenta anos, ele não tinha visto sua filha.

Ela cresceu, casou-se, teve filhos e netos. Um dia, ela chamou-o ao telefone e disse: “Sou Donna, sua filha”. O homem descobriu que tinha uma família a respeito da qual nada sabia. Ele rapidamente concordou em marcar um encontro e começou a recuperar o tempo perdido, mesmo sabendo o tempo não podia ser recuperado, mas estava determinado a não perder mais tempo.

É assim que vai ser um dia para aqueles que esperam. Isso é o que esta parábola está falando. Os pródigos voltarão. Eles vão ter um momento de reflexão e dirão: “Eu quero me relacionar novamente com aqueles que me amam e oram por mim. Eu preciso voltar para casa!”.

Uma mensagem sobre o profundo amor

Jesus Cristo deu esta parábola para incentivar as famílias. O grande plano de salvação de Deus é fundamentado na estrutura familiar de pai, mãe e filhos nascidos dentro do amor de um relacionamento baseado em Suas leis, que conduzem a família. E a base dessa lei é o amor — o amor de um pai por um filho.

Esta parábola mostra o profundo amor de um pai por seu filho perdido. Podemos imaginá-lo orando todos os dias para o retorno do filho, pedindo a Deus para protegê-lo de violência, pedindo a Deus para cuidar de seu filho, mesmo quando o comportamento dele não O honre. Durante essas orações o entendimento de que Deus não iria suspender a lei das consequências não o impediu de pedir a misericórdia e bondade de Deus para o rapaz.

Esta parábola também diz respeito a cada um de nós. Deus Pai está à espera do momento em que cada um de Seus filhos finalmente perceba a necessidade de uma relação duradoura e satisfatória com Ele.

A imagem da reconciliação familiar e de corações transformados é referida em uma das grandes mensagens proféticas do Antigo Testamento (Malaquias 4:6 Malaquias 4:6e ele converterá o coração dos pais aos filhos, e o coração dos filhos a seus pais; para que eu não venha, e fira a terra com maldição.
Almeida Atualizada×
). Esta parábola do filho perdido combinado com esta profecia nos ajuda a entender o desejo profundo de Deus para trazer a reconciliação para dentro de Sua criação. Juntas, elas formam a promessa de que você pode ir ao Seu trono da graça e clamar com plena fé. Quando os corações se voltam para Deus, eles também voltarão para as relações humanas, que há muito tempo foram desfeitas. Você pode ter certeza disso.

Mantendo a esperança

A parábola do filho pródigo é uma parábola para hoje em dia. Ela oferece esperança para todos que anseiam por reconciliação. Quer seja com um filho, um pai ou um amigo do passado, essa história aponta para a esperança. Ela ensina que, mesmo quando a esperança é adiada e o coração se entristeça, há a promessa da esperança que vai florescer em uma árvore da vida (Provérbios 13:12).

Imagine, por um momento, o dia em que o pai vai para a colina e finalmente vê seu filho subindo a estrada. Que alegria e euforia que ele sentirá! Seu coração imediatamente busca ao seu filho que regressa, correndo rapidamente e sendo impelido à frente para lhe dar um fortíssimo abraço. Pai e filho estão juntos novamente, a ponte que os separava pela distância finalmente ficou no passado.

Seus anos de esperança e saudade são resumem nesta frase: “Este meu filho estava morto e reviveu; tinha-se perdido e foi achado” (Lucas 15:24 Lucas 15:24porque este meu filho estava morto, e reviveu; tinha-se perdido, e foi achado. E começaram a regozijar-se.
Almeida Atualizada×
).

Você pode estar pensando que esta é uma boa hora para terminar essa história. Mas a história continua. Agora é sobre a reação do filho fiel. Lembra-se dele — o que ficou e honrou seu pai e trabalhou para construir o negócio da família? No começo, ele não ficou muito feliz com o retorno de seu irmão. Quando voltou para casa naquele dia e ouviu o barulho da festa, ele perguntou o que era aquilo. Quando soube que seu irmão tinha voltado para casa e um banquete estava sendo realizado em sua honra, ele sentiu que aquilo havia ultrapassado sua tolerância.

Ele se recusou a participar da comemoração. Ao ouvir da raiva de seu filho, o pai foi até ele e implorou-lhe para se juntar à comemoração do retorno seu irmão. Mas ele não conseguia fazer isso, porque, como ele mesmo disse: “Eis que te sirvo há tantos anos, sem nunca transgredir o teu mandamento, e nunca me deste um cabrito para alegrar-me com os meus amigos. Vindo, porém, este teu filho, que desperdiçou a tua fazenda com as meretrizes, mataste-lhe o bezerro cevado” (versículos 29-30).

Mais uma vez o pai mostrou sua sabedoria: “Filho, tu sempre estás comigo, e todas as minhas coisas são tuas. Mas era justo alegrarmo-nos e regozijarmo-nos, porque este teu irmão estava morto e reviveu; tinha-se perdido e foi achado” (versículo 31-32).

O vínculo entre o pai e o filho mais velho nunca poderia ser quebrado. Aqui, a lealdade e a confiança do filho tinham sido provadas acima de qualquer dúvida. Esse tipo de relação não precisa de festa ou de grande demonstração. A confiança simplesmente estava lá.

Gosto de imaginar os dois irmãos se reconciliando e o relacionamento entre eles sendo curado, tornando-se cada vez mais forte e duradouro ao longo dos anos. E o pai vivendo o suficiente para ver os netos correrem por sua casa com gritos de alegria e diversão. Em seus últimos anos, ele agradece a Deus por toda a sua família e depois de muitos anos de vida ele morre dando graças a Deus em seu último suspiro pela Sua bondade e graça.

Há sempre uma esperança de reconciliação. Ore e espere por isso. Nunca, jamais desista de Deus!