Ajuda para hoje e esperança para o amanhã! 

Qual a Origem da Ideia de Representar Anjos Como Bebês?

Você está aqui

Qual a Origem da Ideia de Representar Anjos Como Bebês?

Talvez uma das mais estranhas ideias sobre anjos seja a de representá-los como bebês alados, e referindo-os como querubins. Eles não têm nada a ver com os querubins bíblicos — poderosos, exóticos, seres de quatro faces (ver “Diferentes Tipos de Anjos"). E, de fato, não há anjos semelhantes a bebês em nenhuma parte das Escrituras.

Esse personagem era conhecido na arte renascentista como putto, vernáculo italiano derivado da palavra latina para menino, mas suas origens remontam mais ao mundo greco-romano. "A concepção do putto remonta ao mundo clássico, onde bebês alados eram manifestações físicas de essências invisíveis ou espíritos chamados genius, genii, que se acreditava influenciar as vidas humanas. O amor putti (erote) tinha vínculos com Eros [ou Cupido] e Vênus. Nos bacanais, que eram celebrações de Dionísio (Baco), putti representava a fertilidade, a abundância, o espírito do fruto da vida e, frequentemente, era retratado em festas licenciosas" (Lin Vertefeuille, "Os Anjos Putto na Arte", 2005, ringlingdocents.org/putto.htm). Havia outros putti associados com medo, sonhos, o deus Pã, fadas do mar, música, etc.

Os putti desapareceram na Idade Média, mas reapareceram no início da Itália renascentista, usada como personificações dos espíritos e das emoções humanas (ibid.). Eles se tornaram especialmente populares através do artista Donatello, que "deu um caráter distinto ao infundir sua forma com significados cristãos e usá-la em novos contextos como anjos músicos" (Wikipédia, "Putto").

O cupido também passou a ser representado pelas figuras de putto que, antes, eram personagens da arte clássica — agora representavam a presença do amor. Aqui havia uma sobreposição a ideia de querubins como guardiões da glória de Deus e do amor puro, tendo crianças representando a inocência e a pureza (Whitney Hopler, "Querubins e Cupidos: Os Anjos Imaginários do Amor”, ThoughtCo.com, 21 de janeiro de 2016). "A ironia é que os querubins da arte popular e os querubins dos textos religiosos históricos, como a Bíblia, são criaturas totalmente diferentes" (ibid.).