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Os Quatro Impérios das Profecias de Daniel

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Os Quatro Impérios das Profecias de Daniel

Entre os judeus cativos capturados em Judá e exilados pela Babilônia havia um jovem cujo nome hebraico era Daniel, renomeado Beltessazar pelos babilônios (Daniel 1:1-7 Daniel 1:1-7 1 In the third year of the reign of Jehoiakim king of Judah came Nebuchadnezzar king of Babylon to Jerusalem, and besieged it. 2 And the Lord gave Jehoiakim king of Judah into his hand, with part of the vessels of the house of God: which he carried into the land of Shinar to the house of his god; and he brought the vessels into the treasure house of his god. 3 And the king spoke to Ashpenaz the master of his eunuchs, that he should bring certain of the children of Israel, and of the king’s seed, and of the princes; 4 Children in whom was no blemish, but well favored, and skillful in all wisdom, and cunning in knowledge, and understanding science, and such as had ability in them to stand in the king’s palace, and whom they might teach the learning and the tongue of the Chaldeans. 5 And the king appointed them a daily provision of the king’s meat, and of the wine which he drank: so nourishing them three years, that at the end thereof they might stand before the king. 6 Now among these were of the children of Judah, Daniel, Hananiah, Mishael, and Azariah: 7 To whom the prince of the eunuchs gave names: for he gave to Daniel the name of Belteshazzar; and to Hananiah, of Shadrach; and to Mishael, of Meshach; and to Azariah, of Abednego.
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). Daniel viveu nos tempos marcantes da queda de ambos os reinos de Judá e Babilônia. Ele serviu como um alto funcionário, tanto no governo da Babilônia como no Império Medo-Persa, seu sucessor.

No entanto, ao final do livro Deus instruiu a Daniel: “Fecha estas palavras e sela este livro, até ao fim do tempo; muitos correrão de uma parte para outra, e a ciência se multiplicará” (Daniel 12:4 Daniel 12:4But you, O Daniel, shut up the words, and seal the book, even to the time of the end: many shall run to and fro, and knowledge shall be increased.
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). Isto indica que certas profecias importantes, que antes não tinham sentido, serão compreensíveis quando se aproximar o fim.

As profecias de Daniel fornece a prova da precisão da Bíblia. Muitas de suas profecias são tão detalhadas e específicas que há muito tempo têm confundido os críticos da Bíblia.

De fato, alguns céticos não contestaram o conteúdo da precisão profética de Daniel. Ao invés de admitir que suas palavras são realmente inspiradas, eles simplesmente classificaram seu livro como fraude . Eles alegam que não foi escrito por Daniel no sexto século a.C.―tempo que é evidente pelos acontecimentos escritos no livro―mas que foi escrito por um autor desconhecido no ano 160 a.C., muito depois de vários eventos profetizados no livro terem acontecido. Esta, alegam os críticos, é a verdadeira razão da exatidão surpreendente do livro profético!

O testemunho de Daniel desafia os críticos. Mas primeiro vamos considerar a natureza da abordagem dos críticos. Eles contestam a autoria de Daniel, porque ele se refere a si mesmo nos primeiros capítulos na terceira pessoa, como se escrevesse sobre alguém. No entanto, como O Comentário Bíblico Expositivo [The Expositor’s Bible Commentary ] indica, este “era o costume entre os antigos autores de memórias históricas …” (1985, vol. 7, pág. 4). Ao relacionar algumas de suas experiências Daniel resolveu escrever na primeira pessoa (Daniel 7:15 Daniel 7:15I Daniel was grieved in my spirit in the middle of my body, and the visions of my head troubled me.
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; 8:15; 9:2; 10:2).

A identidade dos críticos de Daniel também é significativa. A primeira pessoa a questionar a autenticidade da autoria de Daniel foi o erudito e historiador grego Porfírio, que viveu entre os anos de 233 e 304 d.C. Ele é visto pelos historiadores como um neoplatônico, o que significa que ele comprometeu-se com as doutrinas do filósofo grego Platão em vez da Bíblia. “Porfírio é bem conhecido como um oponente violento do Cristianismo e defensor do paganismo” ( Enciclopédia Britânica [Encyclopaedia Britannica ], 11 ª edição, vol. 22, pág. 104, “Porfírio”).

Visto que Porfírio era um inimigo do cristianismo, a sua objetividade é questionável. Ele não tinha base fatual para sua opinião, e seu ponto de vista contradiz o testemunho de Jesus Cristo, que se referiu a Daniel como o autor do livro (Matthew 24:15 Matthew 24:15When you therefore shall see the abomination of desolation, spoken of by Daniel the prophet, stand in the holy place, (whoever reads, let him understand:)
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).

O estudioso bíblico Jerônimo (340-420 d.C.) refutou a alegação de Porfírio. Depois disso, ninguém levou a sério novamente os comentários de Porfírio até muitos séculos depois. “… Ele era mais ou menos rejeitado pela erudição cristã como um mero detrator pagão que tinha permitido uma influência naturalista desvirtuar seu julgamento. Mas durante o tempo do Iluminismo no século XVIII, todos os elementos sobrenaturais na Bíblia foi posto sob suspeita …” ( O Comentário Bíblico Expositivo, pág. 13).

Alguns dos estudiosos de hoje, com tendências liberais têm reciclado esses argumentos seculares. O historiador do Antigo Testamento, Eugene Merrill, diz que suas crenças foram construídas sobre evidências frágeis. “A retórica e a linguagem [de Daniel] estão certamente na casa do século VI [a.C.] … E é somente nas linhas mais subjetivas e circulares das evidências que o homem [Daniel] e sua escrita lhe tem sido negado a historicidade” ( Reino de Sacerdotes, 1996 , pág. 484).

A extraordinária profecia e seu cumprimento

A precisão das profecias de Daniel em eventos remotamente distantes é espetacular. Por exemplo, na profecia das “setenta semanas” registrada em Daniel 9:24-27 Daniel 9:24-27 24 Seventy weeks are determined on your people and on your holy city, to finish the transgression, and to make an end of sins, and to make reconciliation for iniquity, and to bring in everlasting righteousness, and to seal up the vision and prophecy, and to anoint the most Holy. 25 Know therefore and understand, that from the going forth of the commandment to restore and to build Jerusalem to the Messiah the Prince shall be seven weeks, and three score and two weeks: the street shall be built again, and the wall, even in troublous times. 26 And after three score and two weeks shall Messiah be cut off, but not for himself: and the people of the prince that shall come shall destroy the city and the sanctuary; and the end thereof shall be with a flood, and to the end of the war desolations are determined. 27 And he shall confirm the covenant with many for one week: and in the middle of the week he shall cause the sacrifice and the oblation to cease, and for the overspreading of abominations he shall make it desolate, even until the consummation, and that determined shall be poured on the desolate.
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, “Daniel prediz o ano exato do aparecimento de Cristo e o início do seu ministério no ano 27 d.C.” ( O Comentário Bíblico Expositivo , pág. 9).

Outra profecia incrível registrada por Daniel é a sua interpretação do sonho de Nabucodonosor no capítulo 2. No segundo ano do seu reinado, o rei da Babilônia teve um sonho perturbador que nenhum dos seus conselheiros conseguiram explicar. A cultura babilônica estabeleceu-se com grande ênfase sobre os sonhos, e Nabucodonosor, estava convencido de que este era de grande importância (Daniel 2:1-3 Daniel 2:1-3 1 And in the second year of the reign of Nebuchadnezzar Nebuchadnezzar dreamed dreams, with which his spirit was troubled, and his sleep broke from him. 2 Then the king commanded to call the magicians, and the astrologers, and the sorcerers, and the Chaldeans, for to show the king his dreams. So they came and stood before the king. 3 And the king said to them, I have dreamed a dream, and my spirit was troubled to know the dream.
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).

O seu sonho dá-nos uma “divulgação do plano de Deus sobre as eras até o triunfo final de Cristo” e “apresenta a sucessão preordenada das potências mundiais que dominam o Oriente Médio até a vitória final do Messias, nos últimos dias” ( O Comentário Bíblico Expositivo , págs. 39, 46).

E sem o conhecimento prévio de seu conteúdo, Daniel explicou os detalhes do sonho a Nabucodonosor: “Tu, ó rei, estavas vendo, e eis aqui uma grande estátua; essa estátua, que era grande, e cujo esplendor era excelente, estava em pé diante de ti; e a sua vista era terrível. A cabeça daquela estátua era de ouro fino; o seu peito e os seus braços, de prata; o seu ventre e as suas coxas, de cobre; as pernas, de ferro; os seus pés, em parte de ferro e em parte de barro” (Daniel 2:31-33 Daniel 2:31-33 31 You, O king, saw, and behold a great image. This great image, whose brightness was excellent, stood before you; and the form thereof was terrible. 32 This image’s head was of fine gold, his breast and his arms of silver, his belly and his thighs of brass, 33 His legs of iron, his feet part of iron and part of clay.
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).

Daniel disse a Nabucodonosor que seu Império Babilônico era representado pela cabeça de ouro (versículos 37-38). As partes de prata, bronze e ferro da imagem, ou estátua, representava três impérios poderosos que se seguiriam à poderosa Babilônia (versículos 39-40).

Esta interpretação transmite uma previsão surpreendente da história. O sonho de Nabucodonosor aconteceu e foi interpretado por Daniel cerca do ano 600 a.C. A imagem representava, de forma simbólica, a sequência de grandes impérios que dominariam o cenário político da região durante séculos.

“O império de prata foi o Medo-Persa, que começou com Ciro, o Grande, e conquistou a Babilônia em 539 a.C… . Este império de prata foi supremo no Oriente Próximo e Médio há cerca de dois séculos” ( O Comentário Bíblico Expositivo , pág. 47).

“O império de bronze foi o Império Greco-Macedônio estabelecido por Alexandre, o Grande … O reino de bronze durou cerca de 260 ou 300 anos até ser suplantado pelo quarto reino” (ibidem).

“O ferro conota dureza e crueldade e descreve o Império Romano, que atingiu sua maior extensão sob o reinado de Trajano” (ibidem). Trajano reinou como imperador do ano 98 a 117 d.C., e o próprio Império Romano permaneceu governando por muitos séculos.

O quarto império foi descrito como tendo dez dedos nos pés. Os dedos dos pés eram compostos em parte de ferro e em parte de barro, como o versículo 41 explica. “O versículo 41 trata de uma fase posterior, ou consequência deste quarto império, simbolizado pelos pés e os dez dedos―composto de ferro e de barro, uma base frágil para um monumento enorme. O texto indica claramente que esta fase final será marcada por um tipo de federação ao invés de um só reino poderoso” (ibidem). (Para mais detalhes, solicite ou baixe nosso livro gratuito O livro de Apocalipse Revelado. )

O outro sonho acrescenta detalhes importantes

Os aspectos adicionais dessa sucessão de impérios mundiais foram revelados a Daniel em um sonho posterior. Desta vez, os quatro impérios foram representados por quatro animais: um leão (Império Babilônico), um urso (Império Medo-Persa), um leopardo (Império Greco-Macedônio) e um quarto animal descrito como “terrível” e diferente dos outros três (Daniel 7:1-7 Daniel 7:1-7 1 In the first year of Belshazzar king of Babylon Daniel had a dream and visions of his head on his bed: then he wrote the dream, and told the sum of the matters. 2 Daniel spoke and said, I saw in my vision by night, and, behold, the four winds of the heaven strove on the great sea. 3 And four great beasts came up from the sea, diverse one from another. 4 The first was like a lion, and had eagle’s wings: I beheld till the wings thereof were plucked, and it was lifted up from the earth, and made stand on the feet as a man, and a man’s heart was given to it. 5 And behold another beast, a second, like to a bear, and it raised up itself on one side, and it had three ribs in the mouth of it between the teeth of it: and they said thus to it, Arise, devour much flesh. 6 After this I beheld, and see another, like a leopard, which had on the back of it four wings of a fowl; the beast had also four heads; and dominion was given to it. 7 After this I saw in the night visions, and behold a fourth beast, dreadful and terrible, and strong exceedingly; and it had great iron teeth: it devoured and broke in pieces, and stamped the residue with the feet of it: and it was diverse from all the beasts that were before it; and it had ten horns.
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).

Observe o que versículo 7 diz sobre esta quarta criatura: “Depois disto, eu continuava olhando nas visões da noite, e eis aqui o quarto animal, terrível, espantoso e sobremodo forte, o qual tinha grandes dentes de ferro [paralelo com as pernas de ferro do sonho anterior]; ele devorava, e fazia em pedaços, e pisava aos pés o que sobejava; era diferente de todos os animais que apareceram antes dele e tinha dez chifres” (ARA).

O que significa essa descrição? Ela também é uma referência ao grande poder de Roma, que esmagou todos os que se lhe opuseram. “Assim, o poder superior do colosso de Roma … é enfatizado no simbolismo desta quarta terrível besta” ( O Comentário Bíblico Expositivo, pág. 87).

O versículo 8 de Daniel 7 informa sobre os dez chifres: “Estando eu a observar os chifres, eis que entre eles subiu outro pequeno, diante do qual três dos primeiros chifres foram arrancados”. Mais adiante neste capítulo, vemos que este chifre pequeno exalta-se a si mesmo à posição de um líder religioso internacionalmente poderoso (versículos 24-25), e até que comandará um falso sistema religioso que persegue os verdadeiros discípulos de Deus.

Daniel 7:9-14 Daniel 7:9-14 9 I beheld till the thrones were cast down, and the Ancient of days did sit, whose garment was white as snow, and the hair of his head like the pure wool: his throne was like the fiery flame, and his wheels as burning fire. 10 A fiery stream issued and came forth from before him: thousand thousands ministered to him, and ten thousand times ten thousand stood before him: the judgment was set, and the books were opened. 11 I beheld then because of the voice of the great words which the horn spoke: I beheld even till the beast was slain, and his body destroyed, and given to the burning flame. 12 As concerning the rest of the beasts, they had their dominion taken away: yet their lives were prolonged for a season and time. 13 I saw in the night visions, and, behold, one like the Son of man came with the clouds of heaven, and came to the Ancient of days, and they brought him near before him. 14 And there was given him dominion, and glory, and a kingdom, that all people, nations, and languages, should serve him: his dominion is an everlasting dominion, which shall not pass away, and his kingdom that which shall not be destroyed.
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nos leva direto ao estabelecimento do Reino de Deus na terra, por meio de Cristo: “E foi-lhe dado o domínio, e a honra, e o reino, para que todos os povos, nações e línguas o servissem; o seu domínio é um domínio eterno, que não passará, e o seu reino, o único que não será destruído”. Portanto, este sistema romano, através de seus periódicos renascimentos ao longo da história, continua até ao tempo do fim quando Jesus Cristo retornar para governar a terra.

Apocalipse 17 também nos ajuda a compreender esse poder do fim dos tempos. Neste capítulo ele é novamente retratado como um animal, mas agora vemos que a sua manifestação final inclui dez “reis”―líderes de nações ou grupos de nações―que “receberão o poder como reis por uma hora” com o governante dessa superpotência do fim dos tempos, um indivíduo que a Bíblia se refere como “a besta” (Revelation 17:12-13 Revelation 17:12-13 12 And the ten horns which you saw are ten kings, which have received no kingdom as yet; but receive power as kings one hour with the beast. 13 These have one mind, and shall give their power and strength to the beast.
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). Esse renascimento final do Império Romano leva ao retorno de Cristo e eles “combaterão contra o Cordeiro” (versículo 14).

Tudo isto concorda com Daniel 2:44 Daniel 2:44And in the days of these kings shall the God of heaven set up a kingdom, which shall never be destroyed: and the kingdom shall not be left to other people, but it shall break in pieces and consume all these kingdoms, and it shall stand for ever.
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, o que obviamente indica que a segunda vinda de Cristo ocorrerá em um tempo durante o qual vestígios do quarto animal ou reino (Império Romano) ainda existem: “Mas, nos dias desses reis, o Deus do céu levantará um reino que não será jamais destruído; e esse reino não passará a outro povo; esmiuçará e consumirá todos esses reinos e será estabelecido para sempre”.

A maior parte destes eventos proféticos, detalhado nos dois sonhos, já foi cumprida. Seu cumprimento detalhado confirma a inspiração divina da Bíblia. As chances de qualquer pessoa prever isso por conta própria desafia a credibilidade. “Mas há um Deus nos céus, o qual revela os segredos; ele, pois, fez saber ao rei Nabucodonosor o que há de ser no fim dos dias” (Daniel 2:28 Daniel 2:28But there is a God in heaven that reveals secrets, and makes known to the king Nebuchadnezzar what shall be in the latter days. Your dream, and the visions of your head on your bed, are these;
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).

A profecia mais detalhada da Bíblia

Daniel 11 registra outra profecia extraordinária. A definição cronológica é dada em Daniel 10:1 Daniel 10:1In the third year of Cyrus king of Persia a thing was revealed to Daniel, whose name was called Belteshazzar; and the thing was true, but the time appointed was long: and he understood the thing, and had understanding of the vision.
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como o “terceiro ano de Ciro, rei da Pérsia”. Um “homem” (versículo 5), sem dúvida, um anjo (compare a Daniel 9:21 Daniel 9:21Yes, whiles I was speaking in prayer, even the man Gabriel, whom I had seen in the vision at the beginning, being caused to fly swiftly, touched me about the time of the evening oblation.
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), veio dizer a Daniel o que aconteceria “nos derradeiros dias” (Daniel 10:14 Daniel 10:14Now I am come to make you understand what shall befall your people in the latter days: for yet the vision is for many days.
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).

A profecia que se segue é a mais pormenorizada de toda a Bíblia. O terceiro ano de Ciro foi há mais de quinhentos anos antes do nascimento de Cristo. No entanto, esta profecia prevê que os eventos começaram a ocorrer quase imediatamente e vão continuar até o retorno de Cristo. Os estágios iniciais da profecia confirmam a Bíblia porque eles já foram cumpridos, como pode ser verificado ao estudar sobre os impérios persa e grego. Ninguém poderia prever semelhantes detalhes históricos.

Alguns elementos do que se segue são intrincados, exigindo muita atenção. Mas uma comparação das palavras proféticas com o registro histórico torna-os claros.

Uma prolongada intriga política

Os primeiros trinta e cinco versículos de Daniel 11 relatam os acontecimentos, escritos com anos de antecedência, da intriga entre duas entidades políticas―o “rei do sul” e o “rei do norte”. Na história secular, o rei do sul muitas vezes se refere a Ptolomeu. A dinastia de Ptolomeu governou de Alexandria, no Egito. O rei do norte governou a partir de Antioquia, na Síria sob o nome Seleuco, ou Antíoco.

Com isto em mente, vamos examinar alguns dos detalhes da profecia. É importante porque revela o clima político e as tensões no Oriente Médio que precedem tanto o primeiro quanto o segundo aparecimento de Jesus Cristo, como o Messias. Em ambos os casos, Jerusalém está no centro dos conflitos políticos da época.

Você pode encontrar mais informações sobre o cumprimento histórico de grande parte desta profecia em fontes como O Comentário Bíblico Expositivo , que citamos abaixo, ou outras obras de referência confiável. Ao invés de nossa citação completa desta passagem bíblica, recomendamos que você leia em sua Bíblia os versículos que mencionamos, e lembre-se que esses detalhes foram preditos muito antes de acontecer.

Daniel 11:2 Daniel 11:2And now will I show you the truth. Behold, there shall stand up yet three kings in Persia; and the fourth shall be far richer than they all: and by his strength through his riches he shall stir up all against the realm of Grecia.
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:
Os “três reis” foram Cambises, filho mais velho de Ciro; pseudo-Smerdis, um impostor que se fazia passar por filho mais novo de Ciro, que foi assassinado discretamente, e Dario, o persa. “O rei persa que invadiu a Grécia foi … Xerxes, que reinou de 485 a 464 a.C.” ( O Comentário Bíblico Expositivo , pág. 128).

Versículos 3-4: “O versículo 3 nos introduz à … ascensão de Alexandre, o Grande” (ibidem). A linguagem no versículo 4 “sugere claramente que este poderoso conquistador teria um reinado relativamente curto … Em sete ou oito anos, ele realizou a conquista militar mais brilhante na história da humanidade. Mas ele só viveu mais quatro anos; e … morreu de febre em 323 a.C …” ( ibidem).

O reino de Alexandre foi dividido “entre os quatro impérios menores e mais fracos” ( O Comentário Bíblico Expositivo, pág. 129). O filho infante de Alexandre tinha sido assassinado em 310 a.C. e um irmão ilegítimo em 317 a.C. “Assim, não havia descendentes ou parentes de sangue para suceder Alexandre” (ibidem). Então, seu reino não foi dividido entre a sua posteridade (versículo 4).

Os generais de Alexandre lutaram entre si pelo controle de seu império. As lutas que se seguiram pelo domínio acabou descartando todos os generais, exceto quatro, que então se tornaram chefes das quatro divisões do império. Os quatro foram Cassandro, que reinou na Grécia e no Ocidente, Lisímaco na Trácia e Ásia Menor, Ptolomeu no Egito e Seleuco na Síria. Destes quatro, só dois―Ptolomeu e Seleuco―é que expandiram o seu domínio e o território. Estes foram os reis do Egito e da Síria, respectivamente.

As maquinações que se seguem são relativas a estes dois. Eles são referidos como o rei do sul (Ptolomeu) e o rei do norte (Seleuco) por causa de sua localização em relação a Jerusalém.

Versículo 5: “O rei do sul seria Ptolomeu I” ( O Comentário Bíblico Expositivo, pág. 130). A expressão bíblica “um de seus príncipes” refere-se a Seleuco. Ele tinha originalmente servido sob Ptolomeu. Na intriga após a morte de Alexandre, Seleuco finalmente tomou o controle da Síria e tornou-se o rei do norte. Seleuco eventualmente exercia mais poder do que Ptolomeu. A dinastia selêucida permaneceria até 64 a.C.

A guerra laodiceana

Versículo 6: Um estado de tensão e hostilidade passou a existir entre o rei do sul e o rei do norte. Ptolomeu I morreu em 285 a.C. Em 252 a.C. as duas potências tentaram um tratado no qual Berenice, filha de Ptolomeu II, se casaria com Antíoco II, o rei do norte. Laodice, a primeira esposa de Antíoco II, estava furiosa porque ele havia se divorciado dela. Em retaliação, ela arquitetou uma conspiração do seu lugar de banimento. Ela queria Berenice e seu filho assassinados. “Pouco tempo depois o próprio rei [Antíoco II] foi envenenado …” (ibidem).

Então, Laodice foi constituída como rainha, porque seu filho Seleuco II era muito jovem para governar. A profecia diz que “ela [Berenice] será entregue” referindo-se ao golpe que Laodice engenhosamente planejou para executar Berenice. Alguns nobres que tinham apoiado Berenice como rainha também caíram.

Versículos 7-9: Seguiu-se uma retaliação. E tudo isso resultou em uma série de ações militares, que vieram a ser conhecidas como a Guerra Laodiceana. Ptolomeu II morreu logo após Laodice matar sua filha, Berenice. Ptolomeu III tentou vingar a morte de sua irmã. Ele atacou o rei do Norte e conquistou a capital síria de Antioquia. O versículo 8 descreve a reconquista de Ptolomeu de “ídolos e tesouros sagrados há muito tempo perdidos” ( O Comentário Bíblico Expositivo, pág. 131) que haviam sido roubados do Egito por Cambises em 524 a.C.

A paz foi celebrada entre Ptolomeu III e Seleuco II em 240 a.C., e as hostilidades cessaram, até 221 a.C., quando Ptolomeu III morreu.

Versículos 10-12: Os filhos de Seleuco II atacaram o rei do sul depois que seu pai morreu. Um desses filhos, Seleuco III, reinou por apenas três anos. Sua empreitada militar foi relativamente pequena. Ele morreu por envenenamento. Outro filho, Antíoco III (o Grande), “inundará, e passará” [“arrasará tudo e passará adiante”―ARA] . Assim, ele conquistou a Judéia.

Ptolomeu IV, o rei do sul, retaliou (versículo 11) e derrotou o maior exército de Seleuco III na Batalha de Raphia. Depois da vitória Ptolomeu voltou-se para uma vida de devassidão durante a qual massacrou dezenas de milhares de judeus no Egito (versículo 12). Por tudo isso seu reino enfraqueceu-se.

Versículos 13-16: A frase “ao cabo de tempos” refere-se a um incidente quando, 14 anos depois de sua derrota, Antíoco III veio contra Ptolomeu V, ainda um jovem rapaz. (Ptolomeu IV morreu em 203 a.C.). As províncias do Egito estavam em crise por causa do governo desprezível de Ptolomeu IV. Muitas desses povos―incluindo os judeus simpatizantes do rei do norte―juntaram-se com Antíoco contra o rei do sul. A rebelião acabou por sendo esmagada pelo general egípcio Scopus (versículo 14).

Scopus também repeliu as forças de Antíoco no inverno de 201-200 a.C. O rei do norte respondeu com outra invasão. Ele conquistou a cidade de Sidon (“uma cidade fortificada”), onde rendeu-se Scopus (versículo 15). Antíoco tomou completamente o controle da Terra Santa, a “terra gloriosa” (versículo 16).

Versículo 17: A Bíblia Almeida Revista e Atualizada diz: “[O rei do Norte] resolverá vir com a força de todo o seu reino, e entrará em acordo com ele, e lhe dará uma jovem em casamento, para destruir o seu reino; isto, porém, não vingará, nem será para a sua vantagem”. Depois de derrotar Scopus, Antíoco deseja tomar o controle do próprio Egito. Ele deu sua filha, Cleópatra, a Ptolomeu V em casamento. Antíoco acreditava que ela agiria a seu favor e trairia os interesses de seu marido. Mas ela frustrou seus planos ao ficar do lado de Ptolomeu.

Versículos 18-19: Frustrado, Antíoco atacou as ilhas e cidades da região do Mar Egeu. Ele também deu asilo ao inimigo de Roma, Aníbal de Cartago, quem lhe ajudou no desembarque na Grécia. Roma respondeu atacando Antíoco e impôs uma derrota a suas forças. Os romanos conquistaram grande parte de seu território e tomou vários reféns para Roma, incluindo o filho de Antíoco. E Roma exigiu um pesado tributo dele (versículo 18).

Antíoco retornou em desgraça à sua fortaleza, em Antioquia. Incapaz de pagar as pesadas taxas exigidas pelos romanos, ele tentou saquear um templo pagão. De modo que, sua ação enfureceu os habitantes locais que o mataram, levando-o a um fim inglório (versículo 19).

Versículo 20: Embora não seja uma Escritura, o livro apócrifo de 2 Macabeus 3:7-40 diz que outro filho de Antíoco, Seleuco IV, também foi incapaz de pagar os impostos. Seleuco enviou um judeu, Heliodoro, para saquear o templo de Jerusalém. Heliodoro foi para a cidade santa, mas não nada conseguiu. Mais tarde, Seleuco foi envenenado por Heliodoro, sendo assim assassinado, “e isso sem ira e sem batalha”

Antíoco Epifânio

Daniel 11:21-35 Daniel 11:21-35 21 And in his estate shall stand up a vile person, to whom they shall not give the honor of the kingdom: but he shall come in peaceably, and obtain the kingdom by flatteries. 22 And with the arms of a flood shall they be overflowed from before him, and shall be broken; yes, also the prince of the covenant. 23 And after the league made with him he shall work deceitfully: for he shall come up, and shall become strong with a small people. 24 He shall enter peaceably even on the fattest places of the province; and he shall do that which his fathers have not done, nor his fathers’ fathers; he shall scatter among them the prey, and spoil, and riches: yes, and he shall forecast his devices against the strong holds, even for a time. 25 And he shall stir up his power and his courage against the king of the south with a great army; and the king of the south shall be stirred up to battle with a very great and mighty army; but he shall not stand: for they shall forecast devices against him. 26 Yes, they that feed of the portion of his meat shall destroy him, and his army shall overflow: and many shall fall down slain. 27 And both of these kings’ hearts shall be to do mischief, and they shall speak lies at one table; but it shall not prosper: for yet the end shall be at the time appointed. 28 Then shall he return into his land with great riches; and his heart shall be against the holy covenant; and he shall do exploits, and return to his own land. 29 At the time appointed he shall return, and come toward the south; but it shall not be as the former, or as the latter. 30 For the ships of Chittim shall come against him: therefore he shall be grieved, and return, and have indignation against the holy covenant: so shall he do; he shall even return, and have intelligence with them that forsake the holy covenant. 31 And arms shall stand on his part, and they shall pollute the sanctuary of strength, and shall take away the daily sacrifice, and they shall place the abomination that makes desolate. 32 And such as do wickedly against the covenant shall he corrupt by flatteries: but the people that do know their God shall be strong, and do exploits. 33 And they that understand among the people shall instruct many: yet they shall fall by the sword, and by flame, by captivity, and by spoil, many days. 34 Now when they shall fall, they shall be helped with a little help: but many shall join to them with flatteries. 35 And some of them of understanding shall fall, to try them, and to purge, and to make them white, even to the time of the end: because it is yet for a time appointed.
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Estes versículos falam do infame Antíoco IV (também conhecido como Epifânio), o irmão de Seleuco IV, que já havia sido tomado como refém por Roma. Ele era um “tirano opressor que fez de tudo para destruir completamente a religião judaica” ( O Comentário Bíblico Expositivo, pág. 136).

Antíoco aprovou leis que proibiam a prática da religião judaica, sob pena de morte. Ele era um homem de incrível crueldade. Em suas ordens “um escriba idoso, Eleazar, foi açoitado até a morte porque se recusou a comer carne de porco. Uma mãe e seus sete filhos foram sequencialmente assassinados, na presença do governador, por se recusar a prestar homenagem a uma imagem. Duas mães que tinham circuncidado seus filhos recém-nascidos foram arrastadas pela cidade e arremessadas de ponta-cabeça pelo muro” (Charles Pfeiffer, Entre os Testamentos [Between the Testaments ], 1974, págs. 81-82).

Versículo 31: Isto se refere aos eventos significativos de 16 de dezembro de 168 a.C., quando o insano Antíoco entrou em Jerusalém e matou oitenta mil homens, mulheres e crianças (2 Macabeus 5:11-14). Então, ele profanou o templo, oferecendo um sacrifício ao principal deus grego, Zeus. Este ultraje foi precursor de um evento semelhante que Jesus Cristo disse que ocorreria nos últimos dias (Matthew 24:15 Matthew 24:15When you therefore shall see the abomination of desolation, spoken of by Daniel the prophet, stand in the holy place, (whoever reads, let him understand:)
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).

Versículos 32-35: Estes versículos parecem descrever, de modo franco, a determinação e a coragem indomável dos Macabeus, uma família de sacerdotes que enfrentou Antíoco e seus sucessores. A revolta dos Macabeus contra o rei da Síria foi desencadeada quando “Matatias, o sumo sacerdote da cidade de Modin…, depois de matar o oficial de Antíoco que veio fazer cumprir o novo decreto de adoração idólatra … , liderou um bando de guerrilheiros que fugiu para as montanhas …” ( O Comentário Bíblico Expositivo , pág. 141).

Matatias foi auxiliado em sua causa por cinco filhos, particularmente por Judá ou Judas, apelidado de Maqqaba (palavra aramaica para martelo, de onde deriva o nome Macabeus). Muitos desses patriotas morreram nesta causa, mas seu heroísmo em enfim expulsou as forças sírias do país.

De outro modo, estes versículos poderiam até mesmo referir-se à Igreja do Novo Testamento, por suas referências a milagres, perseguição e apostasia.

Na verdade, neste momento a profecia de Daniel definitivamente assume um tom diferente, referindo-se explicitamente ao “tempo do fim”, próximo ao final do versículo 35. Citando O Comentário Bíblico Expositivo: “Com a conclusão da perícope [extração textual] anterior, no versículo 35, o material preditivo (que incontestavelmente, aplica-se aos impérios helenísticos e à disputa entre os selêucidas e os judeus patriotas) é concluído. Esta presente seção (versículos 36-39) contém algumas características que dificilmente se aplicam a Antíoco IV, embora a maioria dos detalhes possa ser aplicada, bem como ao seu antítipo dos últimos dias, “a besta”.

“Ambos os estudiosos liberais e conservadores concordam que todo o capítulo 11 até este ponto contém previsões surpreendentemente exatas e de grande amplitude dos eventos a partir do reinado de Ciro … até o esforço malsucedido de Antíoco Epifânio para acabar com a fé judaica” ( O Comentário Bíblico Expositivo , pág. 143).

Deste ponto em diante pouco mais de um século se passaria antes que o general romano Pompeu conquistasse Jerusalém. Grande parte do Oriente Médio passou para o controle do Império Romano, e muito do seu poder, por sua vez passou à sua perna oriental, o Império Bizantino, nos séculos seguintes.

Entretanto, como veremos no próximo capítulo, um notável e novo poder e religião entra em cena para dominar o Oriente Médio durante séculos―o império islâmico.

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