Ajuda para hoje e esperança para o amanhã! 

“Cristo, Nossa Páscoa, Foi Sacrificado Por Nós”

Você está aqui

“Cristo, Nossa Páscoa, Foi Sacrificado Por Nós”

Jerusalém reluzia ao sol naquele entardecer quando doze homens e seu Líder percorreram o caminho do Monte das Oliveiras até uma casa na cidade. No início do dia, Jesus de Nazaré havia instruído dois de Seus discípulos, Pedro e João, a irem a Jerusalém para preparar a Páscoa (Lucas 22:7-13 Lucas 22:7-13 [7] Ora, chegou o dia dos pães ázimos, em que se devia imolar a páscoa; [8] e Jesus enviou a Pedro e a João, dizendo: Ide, preparai-nos a páscoa, para que a comamos. [9] Perguntaram-lhe eles: Onde queres que a preparemos? [10] Respondeu-lhes: Quando entrardes na cidade, sair-vos-á ao encontro um homem, levando um cântaro de água; segui-o até a casa em que ele entrar. [11] E direis ao dono da casa: O Mestre manda perguntar-te: Onde está o aposento em que hei de comer a páscoa com os meus discípulos? [12] Então ele vos mostrará um grande cenáculo mobiliado; aí fazei os preparativos. [13] Foram, pois, e acharam tudo como lhes dissera e prepararam a páscoa.
Almeida Atualizada×
). Jesus disse que eles encontrariam um homem carregando água, que lhes mostraria seu quarto de hóspedes onde poderiam celebrar a Páscoa, uma cerimônia que envolvia comer um cordeiro sacrificado com pães asmos e ervas amargas em memória da redenção de Deus aos israelitas no Egito.

Depois de encontrar o homem, Pedro e João prepararam a comida e a bebida para observarem essa cerimônia, que seria o primeiro culto da Páscoa da Nova Aliança.

Provavelmente, Jesus falou pouco quando eles entraram na sala e verificaram os preparativos. E, para Pedro e João, sem dúvida, Jesus parecia introspectivo, mas, além disso, Ele parecia sereno e calmo. Todos começaram a relaxar à mesa e a comer, seguindo a orientação de seu Mestre.

Então, Jesus começou a falar com os discípulos, explicando que havia esperado por esse momento especial para poder comer aquela Páscoa com eles. E disse-lhes: “Desejei muito comer convosco esta Páscoa, antes que padeça, porque vos digo que não a comerei mais até que ela se cumpra no Reino de Deus” (Lucas 22:15-16 Lucas 22:15-16 [15] E disse-lhes: Tenho desejado ardentemente comer convosco esta páscoa, antes da minha paixão; [16] pois vos digo que não a comerei mais até que ela se cumpra no reino de Deus.
Almeida Atualizada×
).

Essa declaração foi chocante. Jesus estava falando de sofrimento? Os apóstolos acharam difícil acreditar que seu Salvador teria que sofrer fisicamente e muito menos morrer tão cedo. Afinal de contas, aquele era o mesmo Homem que transformou água em vinho, alimentou cinco mil pessoas famintas com cinco pães e dois peixes e ainda sobrou comida, e caminhou sobre as águas de um mar tempestuoso e revolto.

Símbolos de sacrifício

Nesse momento, o Salvador começou a oferecer a Seus discípulos os símbolos do pão asmo e do vinho.

Ele explicou que o pão representava Seu corpo. Mais tarde, o apóstolo Pedro definiu o que isso significava, escrevendo que, como cristãos, devemos seguir os passos de nosso Salvador, que Ele carregou “em Seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, para que, mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça; e pelas Suas feridas fostes sarados” (1 Pedro 2:24 1 Pedro 2:24levando ele mesmo os nossos pecados em seu corpo sobre o madeiro, para que mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça; e pelas suas feridas fostes sarados.
Almeida Atualizada×
).

Cristo, como “o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (João 1:29 João 1:29No dia seguinte João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.
Almeida Atualizada×
), pagaria a pena pelos pecados da humanidade “pelo sacrifício de Si mesmo” (Hebreus 9:26 Hebreus 9:26doutra forma, necessário lhe fora padecer muitas vezes desde a fundação do mundo; mas agora, na consumação dos séculos, uma vez por todas se manifestou, para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo.
Almeida Atualizada×
). A seguir Ele explicou que o vinho representava Seu sangue, derramado pelos pecados da humanidade (Lucas 22:17-20 Lucas 22:17-20 [17] Então havendo recebido um cálice, e tendo dado graças, disse: Tomai-o, e reparti-o entre vós; [18] porque vos digo que desde agora não mais beberei do fruto da videira, até que venha o reino de Deus. [19] E tomando pão, e havendo dado graças, partiu-o e deu-lho, dizendo: Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim. [20] Semelhantemente, depois da ceia, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é o novo pacto em meu sangue, que é derramado por vós.
Almeida Atualizada×
).

No início da noite, os discípulos observaram em silêncio quando Jesus se ajoelhou e lavou os pés deles. Jesus lhes disse para seguirem Seu exemplo, explicando que aquela cerimônia simples simbolizava a atitude humilde e incondicional de serviço à humanidade que eles precisavam ter (João 13:1-17 João 13:1-17 [1] Antes da festa da páscoa, sabendo Jesus que era chegada a sua hora de passar deste mundo para o Pai, e havendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim. [2] Enquanto ceavam, tendo já o Diabo posto no coração de Judas, filho de Simão Iscariotes, que o traísse, [3] Jesus, sabendo que o Pai lhe entregara tudo nas mãos, e que viera de Deus e para Deus voltava, [4] levantou-se da ceia, tirou o manto e, tomando uma toalha, cingiu-se. [5] Depois deitou água na bacia e começou a lavar os pés aos discípulos, e a enxugar-lhos com a toalha com que estava cingido. [6] Chegou, pois, a Simão Pedro, que lhe disse: Senhor, lavas-me os pés a mim? [7] Respondeu-lhe Jesus: O que eu faço, tu não o sabes agora; mas depois o entenderás. [8] Tornou-lhe Pedro: Nunca me lavarás os pés. Replicou-lhe Jesus: Se eu não te lavar, não tens parte comigo. [9] Disse-lhe Simão Pedro: Senhor, não somente os meus pés, mas também as mãos e a cabeça. [10] Respondeu-lhe Jesus: Aquele que se banhou não necessita de lavar senão os pés, pois no mais está todo limpo; e vós estais limpos, mas não todos. [11] Pois ele sabia quem o estava traindo; por isso disse: Nem todos estais limpos. [12] Ora, depois de lhes ter lavado os pés, tomou o manto, tornou a reclinar-se � mesa e perguntou-lhes: Entendeis o que vos tenho feito? [13] Vós me chamais Mestre e Senhor; e dizeis bem, porque eu o sou. [14] Ora, se eu, o Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns aos outros. [15] Porque eu vos dei exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também. [16] Em verdade, em verdade vos digo: Não é o servo maior do que o seu senhor, nem o enviado maior do que aquele que o enviou. [17] Se sabeis estas coisas, bem-aventurados sois se as praticardes.
Almeida Atualizada×
).

O pão asmo e o vinho na observância da Páscoa não eram novidade para os judeus religiosos daquela época, mas sim a maneira pela qual Jesus apresentou o significado deles. Assim, os discípulos ouviram atentamente as palavras de Jesus e participaram de tudo enquanto Ele oferecia esses símbolos.

A comida e a bebida que Cristo ofereceu aos discípulos tinham um significado profundo para eles e para nós. Durante a noite, Ele explicou que logo seria oferecido pelos pecados da humanidade (João 13:31-33 João 13:31-33 [31] Tendo ele, pois, saído, disse Jesus: Agora é glorificado o Filho do homem, e Deus é glorificado nele; [32] se Deus é glorificado nele, também Deus o glorificará em si mesmo, e logo o há de glorificar. [33] Filhinhos, ainda por um pouco estou convosco. Procurar-me- eis; e, como eu disse aos judeus, também a vós o digo agora: Para onde eu vou, não podeis vós ir.
Almeida Atualizada×
). E logo Seus seguidores veriam o significado desses símbolos da Páscoa demonstrados de forma dramática.

As profecias do sacrifício de Jesus

As profecias do Velho Testamento sobre o sacrifício de um futuro Salvador são abundantes. A mais antiga se encontra em Gênesis. Quando falou com Satanás, a serpente, Deus disse: “E porei inimizade entre ti e a mulher e entre a tua semente e a sua Semente; Esta te ferirá a cabeça, e tu Lhe ferirás o calcanhar” (Gênesis 3:15 Gênesis 3:15Porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua descendência e a sua descendência; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.
Almeida Atualizada×
).

Essa passagem menciona, de forma simbólica, Satanás e Jesus Cristo. Satanás “feriria o calcanhar” de Jesus, influenciando Sua execução por crucificação, com pregos cravados em Seus pés. Mas Cristo, ao retornar à Terra, ferirá a cabeça de Satanás ao aprisioná-lo por um milênio e, finalmente, livrar-se dele para sempre (Apocalipse 20:1-10 Apocalipse 20:1-10 [1] E vi descer do céu um anjo, que tinha a chave do abismo e uma grande cadeia na sua mão. [2] Ele prendeu o dragão, a antiga serpente, que é o Diabo e Satanás, e o amarrou por mil anos. [3] Lançou-o no abismo, o qual fechou e selou sobre ele, para que não enganasse mais as nações até que os mil anos se completassem. Depois disto é necessário que ele seja solto por um pouco de tempo. [4] Então vi uns tronos; e aos que se assentaram sobre eles foi dado o poder de julgar; e vi as almas daqueles que foram degolados por causa do testemunho de Jesus e da palavra de Deus, e que não adoraram a besta nem a sua imagem, e não receberam o sinal na fronte nem nas mãos; e reviveram, e reinaram com Cristo durante mil anos. [5] Mas os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se completassem. Esta é a primeira ressurreição. [6] Bem-aventurado e santo é aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte; mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com ele durante os mil anos. [7] Ora, quando se completarem os mil anos, Satanás será solto da sua prisão, [8] e sairá a enganar as nações que estão nos quatro cantos da terra, Gogue e Magogue, cujo número é como a areia do mar, a fim de ajuntá-las para a batalha. [9] E subiram sobre a largura da terra, e cercaram o arraial dos santos e a cidade querida; mas desceu fogo do céu, e os devorou; [10] e o Diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde estão a besta e o falso profeta; e de dia e de noite serão atormentados pelos séculos dos séculos.
Almeida Atualizada×
). A profecia do terceiro capítulo de Gênesis é a mais antiga referência à crucificação e morte de Jesus.

O profeta Isaías predisse o sacrifício definitivo de Jesus: “Mas Ele foi ferido pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre Ele, e, pelas Suas pisaduras, fomos sarados” (Isaías 53:5 Isaías 53:5Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e esmagado por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.
Almeida Atualizada×
).

Isaías ainda profetizou que Deus “fez cair sobre Ele a iniquidade de nós todos” (versículo 6). “Ele foi oprimido, mas não abriu a boca; como um cordeiro, foi levado ao matadouro” (versículo 7). Ele foi “cortado da terra dos viventes e pela transgressão do Meu povo foi Ele atingido” (versículo 8).

Os escritores da Bíblia registraram muitas profecias sobre esse momento tão crítico e importante, quando nosso santo Salvador derramaria Sua vida por mim, por você e por toda a humanidade. Esse tempo veio como predito, segundo o desígnio de Deus: “Porque Cristo, estando nós ainda fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios” (Romanos 5:6 Romanos 5:6Pois, quando ainda éramos fracos, Cristo morreu a seu tempo pelos ímpios.
Almeida Atualizada×
). A oferta do autossacrifício de Jesus Cristo havia sido planejada (2 Timóteo 1:9-10 2 Timóteo 1:9-10 [9] que nos salvou, e chamou com uma santa vocação, não segundo as nossas obras, mas segundo o seu próprio propósito e a graça que nos foi dada em Cristo Jesus antes dos tempos eternos, [10] e que agora se manifestou pelo aparecimento de nosso Salvador Cristo Jesus, o qual destruiu a morte, e trouxe � luz a vida e a imortalidade pelo evangelho,
Almeida Atualizada×
;1 Pedro 1:18-20 1 Pedro 1:18-20 [18] sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver, que por tradição recebestes dos vossos pais, [19] mas com precioso sangue, como de um cordeiro sem defeito e sem mancha, o sangue de Cristo, [20] o qual, na verdade, foi conhecido ainda antes da fundação do mundo, mas manifesto no fim dos tempos por amor de vós,
Almeida Atualizada×
).

Ao longo de sua vida e ministério, Jesus nunca pecou ou se permitiu ter pensamentos que transgredissem a lei de Deus. Ele nunca infringiu a letra ou o espírito das leis de Deus. Ele viveu uma vida perfeita. Ele “não cometeu pecado, nem na Sua boca se achou engano” (1 Pedro 2:22 1 Pedro 2:22Ele não cometeu pecado, nem na sua boca se achou engano;
Almeida Atualizada×
).

Se tivesse transgredido a lei de Deus, Ele teria sofrido a pena de morte por Sua própria culpa, assim como o resto da humanidade, e não teria esperança de uma ressurreição. Mas como Ele permaneceu sem pecado, além de ter sido o próprio Criador da humanidade em nome do Pai (João 1:1-3 João 1:1-3 [1] No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. [2] Ele estava no princípio com Deus. [3] Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e sem ele nada do que foi feito se fez.
Almeida Atualizada×
, 14), Sua morte pagou a pena por nossos pecados, e O tornou Salvador da humanidade (Hebreus 10:12 Hebreus 10:12mas este, havendo oferecido um único sacrifício pelos pecados, assentou-se para sempre � direita de Deus,
Almeida Atualizada×
; 1 João 4:14 1 João 4:14E nós temos visto, e testificamos que o Pai enviou seu Filho como Salvador do mundo.
Almeida Atualizada×
).

Jesus Cristo, nossa Páscoa

Em 1 Coríntios 5:7 1 Coríntios 5:7Expurgai o fermento velho, para que sejais massa nova, assim como sois sem fermento. Porque Cristo, nossa páscoa, já foi sacrificado.
Almeida Atualizada×
, Paulo escreveu que “Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós”. Esta declaração tem um profundo significado para os cristãos.

Paulo escreveu essas palavras à igreja de Corinto, cujos membros estavam permitindo que um deles continuasse em pecado sexual. E esse não era um pecado comum, até mesmo para a devassa sociedade coríntia da época. Um homem estava envolvido em um relacionamento imoral com sua madrasta (versículo 1).

Paulo repreendeu toda a congregação e incumbiu os coríntios de expulsar o ofensor, para que o pecado não se espalhasse e os contaminasse, assim como o fermento incha a massa do pão (versículos 2-6).

Ao justificar suas razões para afastar o pecador, Paulo fez referência a Cristo como nosso Cordeiro pascal sacrificado.

O que Paulo quis dizer com essa declaração? Ele quis dizer que o sacrifício de Jesus não foi em vão. Ele quis dizer que os coríntios não deveriam menosprezar o sofrimento de Jesus naquele sacrifício.

Medite sobre o sacrifício de Cristo

Até aquele momento, os coríntios não tinham compreendido a magnitude do sacrifício de Cristo. Eles não entendiam completamente que uma vez que se arrependessem de seus pecados e estes fossem cobertos pelo sangue derramado de Jesus, suas vidas tinham que refletir esse novo compromisso. Assim eles não deviam mais ceder a seus antigos hábitos pecaminosos.

E Paulo deixou isso bem claro para eles: “Não sabeis que os injustos não hão de herdar o Reino de Deus? Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o Reino de Deus. E é o que alguns têm sido, mas haveis sido lavados, mas haveis sido santificados, mas haveis sido justificados em nome do Senhor Jesus e pelo Espírito do nosso Deus” (1 Coríntios 6:9-11 1 Coríntios 6:9-11 [9] Não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, [10] nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbedos, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus. [11] E tais fostes alguns de vós; mas fostes lavados, mas fostes santificados, mas fostes justificados em nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus.
Almeida Atualizada×
).

Escrevendo aos romanos sobre esse mesmo assunto, Paulo perguntou: “Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado, para que a graça seja mais abundante? De modo nenhum! Nós que estamos mortos para o pecado, como viveremos ainda nEle? Ou não sabeis que todos quantos fomos batizados em Jesus Cristo fomos batizados na Sua morte? [Ou seja, nosso antigo estilo de vida deve terminar ao aceitarmos a morte dEle por nossos pecados].

“De sorte que fomos sepultados com Ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo ressuscitou dos mortos pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida” (Romanos 6:1-4 Romanos 6:1-4 [1] Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado, para que abunde a graça? [2] De modo nenhum. Nós, que já morremos para o pecado, como viveremos ainda nele? [3] Ou, porventura, ignorais que todos quantos fomos batizados em Cristo Jesus fomos batizados na sua morte? [4] Fomos, pois, sepultados com ele pelo batismo na morte, para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida.
Almeida Atualizada×
).

Algo que deve ser levado muito a sério

Paulo deixou claro para os coríntios que eles não deveriam tomar o sacrifício de Cristo levianamente. Aceitar esse sacrifício deve resultar em uma mudança de vida e uma nova perspectiva e enfoque de não tolerar mais o pecado. Isso deve ser expurgado de nossas vidas e de nossa comunhão cristã. Paulo escreveu ainda: “Mas agora estou lhes escrevendo que não devem associar-se com qualquer que, dizendo-se irmão, seja imoral, avarento, idólatra, caluniador, alcoólatra ou ladrão... Expulsem esse perverso do meio de vocês” (1 Coríntios 5:11-13 1 Coríntios 5:11-13 [11] Mas agora vos escrevo que não vos comuniqueis com aquele que, dizendo-se irmão, for devasso, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com esse tal nem sequer comais. [12] Pois, que me importa julgar os que estão de fora? Não julgais vós os que estão de dentro? [13] Mas Deus julga os que estão de fora. Tirai esse iníquo do meio de vós.
Almeida Atualizada×
, NVI).

Aparentemente, os membros de Corinto não entenderam completamente as implicações do sacrifício de Jesus Cristo e a enorme dor e sofrimento que Ele suportou. Seria possível cometermos esse mesmo erro? Será que entendemos plenamente o que Ele passou para se tornar um sacrifício por nós?

Nenhum de nós presenciou os soldados romanos espancando e chicoteando brutalmente, e ainda ridicularizando, Jesus Cristo. Mas temos a Palavra escrita de Deus dizendo que isso aconteceu. O profeta Isaías, o rei Davi, nos Salmos, e os escritores dos Evangelhos dão testemunho do cruel castigo infligido a Jesus Cristo. A partir desses relatos bíblicos, além de descrições contemporâneas dessas punições, temos mais entendimento da dimensão do sofrimento que nosso Salvador suportou por nós.

Quando as autoridades levaram Jesus diante do sumo sacerdote, Caifás, e dos escribas e anciãos, Ele foi declarado, injustamente, culpado de blasfêmia. As autoridades religiosas cuspiram-Lhe no rosto e bateram nEle a socos e tapas enquanto O ridicularizavam (Mateus 26:67-68 Mateus 26:67-68 [67] Então uns lhe cuspiram no rosto e lhe deram socos; [68] e outros o esbofetearam, dizendo: Profetiza-nos, ó Cristo, quem foi que te bateu?
Almeida Atualizada×
). Quando entregaram Jesus aos romanos para ser flagelado (Mateus 27:26 Mateus 27:26Então lhes soltou Barrabás; mas a Jesus mandou açoitar, e o entregou para ser crucificado.
Almeida Atualizada×
), Ele foi agredido com mais violência.

A meio caminho da morte

A flagelação de nosso Salvador pelos romanos foi bárbara. Eles chamavam esse tipo de punição de “a meio caminho da morte” porque paravam de aplicá-la pouco antes de matar a vítima. Um homem treinado, chamado lictor, usava um cabo de madeira envolto em várias tiras de couro. E na extremidade de cada tira eram costurados fragmentos de osso ou ferro. Isso era chamado de flagellum. Ademais, não havia um número específico de açoites a serem aplicados, e o lictor podia chicotear o prisioneiro em qualquer parte do corpo.

Normalmente, os guardas amarravam um criminoso condenado defronte a um pilar de pedra ou madeira com um braço de cada lado. E, para humilhar ainda mais, eles tiravam todas as roupas do prisioneiro, assim ele ficava sem nenhuma proteção contra esse instrumento atroz.

Então, começava essa tortura selvagem. O prisioneiro era golpeado incessantemente, o que deixava sua carne dilacerada e a pele ensanguentada e dependurada como tiras de pano esfarrapadas. Um oficial supervisionava a punição para garantir que o prisioneiro não fosse inadvertidamente espancado até a morte. Os romanos sabiam por experiência que um homem açoitado poderia morrer rapidamente.

Quando o açoitamento terminava, os guardas desamarravam o prisioneiro, que desabava no chão em estado de choque. Eles jogavam água fria na vítima para limpar um pouco do sangue, da carne dilacerada e da sujeira. Muitas vezes, o ato de limpar esfregando asperamente o corpo maltratado da vítima a trazia, brusca e dolorosamente, de volta à consciência.

E no caso de Jesus, alguns dos soldados juntaram espinhos para trançar uma coroa e a forçaram sobre a cabeça dEle. Eles O envolveram com um manto, colocaram um cetro de junco em Sua mão e, zombeteiramente, prestaram reverência a Ele, dizendo: “Salve, Rei dos Judeus!” (Mateus 27:29 Mateus 27:29e tecendo uma coroa de espinhos, puseram-lha na cabeça, e na mão direita uma cana, e ajoelhando-se diante dele, o escarneciam, dizendo: Salve, rei dos judeus!
Almeida Atualizada×
).

“E, cuspindo nEle, tiraram-Lhe a cana e batiam-Lhe com ela na cabeça. E, depois de O haverem escarnecido, tiraram-Lhe a capa, vestiram-Lhe as suas vestes e O levaram para ser crucificado” (versículos 30-31).

O significado do sacrifício de Jesus para nós

Esse é apenas um retrato superficial da agonia que nosso Salvador teve que sofrer em nosso lugar para que a penalidade pelo pecado pudesse ser removida de mim e de você. E sem o sacrifício de Jesus, estaríamos condenados à morte eterna. Portanto, a única vida que poderíamos viver seria esta existência física repleta de problemas.

Assim não teríamos esperança de reconciliação com Deus, nosso Pai. E não teríamos perspectivas de que Ele aceitasse nossas vidas através da vida de Jesus Cristo, que está vivendo em nós e intercedendo por nós à destra de Deus. Também não poderíamos ter nenhuma expectativa de receber o Espírito Santo, entender a verdade de Deus e servir a Cristo como Seus seguidores na Terra.

Ademais, não entenderíamos o plano divino de tornar os seres humanos filhos de Deus. E não teríamos o privilégio de fazer parte de Sua Igreja, tendo comunhão e crescendo junto com outros que pensam da mesma forma.

Portanto, não foi à toa que Paulo usou aquelas palavras duras para trazer os coríntios de volta à realidade espiritual. Caso contrário, eles não entenderiam a profundidade do sacrifício de Jesus e acabariam se descuidando de seu crescimento espiritual. Qualquer que fosse a situação, eles precisavam ser lembrados do que seu Salvador passou por eles, inclusive a dor e a agonia que Ele suportou. Eles precisavam se arrepender de sua miopia espiritual e reconhecer a grande dimensão do admirável sacrifício de Jesus.

Aqui está uma pergunta que podemos nos fazer nessa época da Páscoa: Será que realmente valorizamos o supremo sacrifício de Cristo?

Vamos orar para que a resposta seja afirmativa.

O período da Páscoa está muito próximo de nós. Devemos ter a mesma convicção de nosso irmão e apóstolo Paulo, a quem Deus inspirou a nos lembrar: “Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós”. Esse sacrifício foi real e deveria influenciar nossas vidas todos os dias!