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A crescente ameaça militar da Rússia, China e Irã

O desastre no Afeganistão, as preocupações contínuas sobre o discernimento da política externa do governo Biden e o novo foco dos militares estadunidenses na diversidade e no combate às supostas mudanças climáticas e o "ódio ao branco" levantam sérias questões sobre a capacidade de lidar com as crescentes ameaças no exterior. Isso é especialmente verdade em face a escalada das tensões com a Rússia, China e Irã. Em um artigo do jornal Wall Street Journal, Gerald Seib disse o seguinte: “Qualquer um desses impasses tem o potencial de abalar a ordem mundial e produzir conflitos mais amplos. Juntos, eles sinalizam que os Estados Unidos e seus aliados estão em um momento perigoso — talvez mais perigoso do que muitos estadunidenses imaginam” (“Three Potential Crises Unfold on the World Stage” [Três Possíveis Crises Surgem No Cenário Mundial, em tradução livre], 6 de dezembro de 2021).

A partir de meados de dezembro, a preocupação mais imediata é a possibilidade de a Rússia invadir a Ucrânia. Vladimir Putin tem como objetivo restaurar a glória do império da Rússia e vê a Ucrânia como parte da fronteira com inimigos tradicionais na Europa. A ideia da Ucrânia sendo incorporada à Europa e até mesmo à aliança da OTAN é um anátema aos olhos dele e de outros líderes russos. Certamente, Putin se sentiu encorajado quando anexou a Crimeia, região da Ucrânia, durante o governo Obama — e agora temos as repercussões da desastrosa saída do Afeganistão.

“A ameaça chinesa a Taiwan parece ser um caminho mais longo e paulatino, mas não deixa de ser algo sério”, destaca Seib. Para entender melhor esse conflito, leia o artigo “Haverá Uma Guerra Entre Os Estados Unidos e a China?” na edição de novembro-dezembro de 2021 da revista A Boa Nova. Infelizmente, muitas pessoas nos governos federal e estadual dos Estados Unidos e nos setores corporativos e na mídia estão bastante comprometidas financeiramente com essa potência mundial em ascensão.

E ainda mais alarmante é a nova cooperação entre os inimigos tradicionais, a Rússia e a China. A política anterior dos Estados Unidos era evitar que se aproximassem mais um do outro do que com o Ocidente — havendo assim um equilíbrio entre ambos. Mas as novas políticas e retórica da administração dos Estados Unidos têm levado essas potências a se unir — juntamente com a terceira ameaça reconhecida: o Irã.

“Por sua vez”, comenta Seib, “a posição beligerante do Irã nas negociações nos últimos dias, combinada com o aumento do enriquecimento de urânio, sugere que o país está determinado a pelo menos atingir a capacidade de construir uma arma nuclear. Os Estados Unidos podem até decidir aceitar isso, mas, provavelmente, Israel não vai aceitar, o que significa que as chances de hostilidades vêm crescendo a cada dia”. Os líderes extremistas do Irã têm buscado armas nucleares com o propósito não apenas de aumentar o prestígio e a influência do país, mas também de usá-las para concretizar as perspectivas islâmicas do fim dos tempos. Eles também desejam usar armas nucleares ou outros meios para desativar a infraestrutura elétrica e eletrônica dos Estados Unidos por meio de pulso eletromagnético, como já dissemos.

Ademais, essa ameaça não vem apenas do Irã, mas também da China, da Coreia do Norte e da Rússia.


A expansão da tirania marxista

O mundo inteiro está sob o domínio crescente da tirania. Tentativas de reestruturar a sociedade como um todo em nome da justiça econômica e racial e de salvar o planeta da alegada iminente ameaça da mudança climática e o exagero do governo na regulamentação da vida das pessoas está acontecendo em uma escala nunca antes vista no mundo moderno.

Durante muito tempo, um processo de doutrinação da sociedade ocidental tem levado as pessoas a abandonarem os valores bíblicos tradicionais para aceitarem uma ideologia liberal progressista e socialista — e isso agora está em pleno desenvolvimento.

Justiça e correção de erros do passado são usados como desculpas para implementar o que costumava ser reconhecido como algo flagrantemente mau. A disseminação da absurda teoria da raça não curou feridas, mas inflamou velhas feridas e gerou nova animosidade ao descobrir o racismo em cada esquina e julgar tudo com base na cor da pele, em vez de, como pediu Martin Luther King Jr., o conteúdo de nossa personalidade.

Nos Estados Unidos, os pais que se opuseram veementemente, nas reuniões do conselho escolar, à imoralidade sexual e à visão distorcida do mundo ensinada ou apresentada a seus filhos foram absurdamente rotulados pelo departamento de justiça federal como rebeldes e terroristas domésticos.

Porém, esse mesmo departamento de justiça e outros políticos progressistas vêm promovendo um influxo maciço de imigração ilegal e permitindo que crimes graves fiquem impunes e fora de controle, com criminosos sendo libertados e a polícia local sendo intimidadas a recuar ou até mesmo a encerrar as atividades. A confusão e o ódio abundam — e essa divisão em todos os níveis estimula a guerra de classes. Provavelmente, isso não está acontecendo apenas nos Estados Unidos. Todo o mundo ocidental está experimentando ataques semelhantes. E isso vai piorar mais ainda.


Políticas que oprimem os pobres

O profeta Amós condenou aqueles “que oprimem os pobres e esmagam os necessitados” ou “que pisam os pobres e arruínam os necessitados da terra” (Amós 4:1 Amós 4:1Ouvi esta palavra, vós, vacas de Basã, que estais no monte de Samária, que oprimis os pobres, que esmagais os necessitados, que dizeis a vossos maridos: Dai cá, e bebamos.
Almeida Atualizada×
; 8:4, NVI). Frequentemente se imagina que as referências aqui são apenas a pessoas ricas exploradoras e funcionários do governo que negligenciam a criação de grandes programas sociais. Aqueles que impõem pesados impostos sobre os ricos, promovem enormes gastos públicos e programas sociais, dizem que estão ajudando os pobres — e muitas pessoas podem até acreditar nisso. Mas isso não é verdade.

Porém, se os ricos forem tributados de forma exorbitante, eles não poderão contratar e pagar trabalhadores — prejudicando as pessoas mais pobres que precisam de empregos para ganhar a vida. O enorme gasto da dívida do governo que vemos hoje, defendido como algo supostamente para ajudar a infraestrutura e o meio ambiente, acaba prejudicando os pobres. Grande parte dessas verbas é direcionada a interesses específicos, ou seja, para pagar favores. Essa enorme emissão de moeda sem lastro, juntamente com as paralisações do governo, provoca aumento dos preços de produtos à medida que há mais dinheiro que mercadoria no mercado. A diminuição da autossuficiência em combustíveis fósseis aumenta ainda mais os preços do petróleo para calefação e para combustíveis, fazendo com que o valor dos bens transportados — e isso inclui praticamente tudo — suba ainda mais, e não apenas para os comerciantes, mas também para as fábricas. Assim o preço de tudo o que compramos vão às alturas.

A exigência da vacinação, corroborada pela justiça, fez com que aqueles que insistiram em não se vacinar perdessem seus empregos e que muitos outros não tivessem mais acesso aos benefícios sociais como desempregados — ou custo de vida ficasse mais alto. O resultado disso é menos pessoas trabalhando enquanto as coisas aumentam de preço cada vez mais.

E quem sofre com tudo isso? Sem dúvida, não são as pessoas ricas e as grandes empresas, que têm muitos recursos disponíveis e lucram com investimentos. Elas conseguem resistir mais a esses tempos e, em muitos casos, até mesmo lucrar— às vezes se saindo muito bem devido ao conluio de governos e empresas. Portanto, são os pobres e a classe média que sofrem com isso. E também as pessoas que vivem de salário. Essas pessoas são prejudicadas por essas políticas que, supostamente, têm o intuito de ajudá-las. Tudo isso não passa de uma grande mentira.

A forma de o governo ajudar os pobres é garantindo oportunidades e igualdade perante a lei e promovendo a caridade em vez da redistribuição de impostos e despesas. Além disso, o governo deve sobreviver de acordo com suas posses, em vez de escravizar as futuras gerações com suas dívidas. Alguns podem dizer que tudo isso são meros assuntos políticos com os quais os cristãos não devem se preocupar. No entanto, essas são questões visivelmente morais relativas ao roubo e o sustento dos necessitados. E a Bíblia tem muito a dizer sobre esses males.


A guerra da cultura ocidental continua: Como isso vai acabar?

A transformação social avança nos Estados Unidos e em todo o mundo ocidental. Infelizmente, o número de lares nos Estados Unidos com uma família nuclear tradicional, marido e mulher e filhos, caiu a uma taxa recorde em 2021 — 17,8% dos lares, ante 18,6% no ano anterior (e 40% em 1970) (Bloomberg News , 3 de dezembro de 2021).

Ainda, juntamente com essa notícia, temos o preocupante relatório de que um novo estudo do Cultural Research Center at Arizona Christian University (Centro de Pesquisa Cultural da Universidade Cristã do Arizona), dirigido por George Barna, descobriu que mais de 30% dos millennials dos Estados Unidos, basicamente aqueles que agora estão na casa dos vinte e trinta anos de idade, agora se identificam como LGBTQ (lésbica, gay, bissexual, transsexual, queer). Isso representa um aumento de 8,4% em 2018 e, portanto, um gigantesco aumento em apenas três anos. Barna disse à Newsweek que esse aumento tem sido, particularmente, impulsionado pela cobertura da mídia social e de notícias que considera esse tipo de orientação sexual como "seguro e legal".

Outras estatísticas reveladoras desse relatório afirmam que 29% dos jovens millennials (18 a 24 anos de idade) foram diagnosticado com algum transtorno mental, menos de um terço dos millennials dizem crer em Deus e 75% dizem que sua vida não têm sentido e propósito. E quase metade (48%) afirma preferir o socialismo ao capitalismo. Evidentemente, todas essas coisas andam juntas. (“Millennials in America: Nearly 40 Percent of U.S. Gen Zs, 30 Percent of Young Christians Identify as LGBTQ, Poll Shows" [Os Millennials Estadunidenses: “Pesquisas Mostram Que Quase 40% da Geração Z dos Estados Unidos, 30% de Jovens Cristãos Se Identificam Como LGBTQ, em tradução livre], Newsweek, 20 de outubro de 2021.)

No ano passado, a Associação Médica Americana, a maior associação de médicos do país, recomendou que as certidões de nascimento deixem de informar o sexo no registro das crianças, pois "não reconhece o espectro médico da identidade de gênero", observando que a "participação do profissional médico e o governo na atribuição do sexo, frequentemente, são usados como evidência para apoiar essa visão binária”, o que levaria à “marginalização e minoração”.

Felizmente, muitos ainda se opõem a essas tendências — principalmente contra o terrível flagelo do aborto. Recentemente, foi apresentado um caso à Suprema Corte dos Estados Unidos que poderia levar à anulação ou às restrições ao histórico caso Roe vs. Wade que legalizou o aborto. Vamos orar por isso. Ainda assim, logo depois, o governo da Califórnia anunciou que, se isso acontecer, o estado atuaria como um santuário para manter o aborto legal e até mesmo ajudaria financeiramente as pessoas que quisessem fazer um aborto ali.

No fim deste ano haverá eleições de meio de mandato nos Estados Unidos. E, segundo as pesquisas, o resultado pode ajudar a conter por um tempo parte desse ataque cultural. Contudo, é triste dizer que o histórico do progresso da imoralidade com alternância de partidos políticos costuma ser dois passos à frente e um passo atrás (ou nenhum passo atrás) — essa tendência continua avançando independentemente do partido político no poder. Muitos políticos apoiam a agenda LGBTQ e outras políticas progressistas, independente da filiação partidária.

A verdade é que nossa sociedade está cada vez pior (ver “Estamos Voltando Aos Dias de Sodoma?” na página 14). Porém, no fim, o mal não vencerá. Contudo, há um fim à vista — a boa notícia do retorno de Jesus Cristo para estabelecer o Reino de Deus na Terra. Que Deus possa guiar vocês até aquele dia maravilhoso!