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Glorificando a Deus com o Nosso Pouco

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Glorificando a Deus com o Nosso Pouco

Muitas vezes, quando iniciamos nossa caminhada de fé, atendendo ao chamado de Jesus Cristo para "Segui-Lo", ainda restam dúvidas em nossos passos de seres humanos sobre o que está por vir.

Assim como qualquer mapa, a chamada de Jesus para segui-Lo parece mostrar linhas retas rumando para a eternidade no reino de Deus, mas a experiência nos diz por causa das outras estradas que trilhamos, que as linhas aparentemente retas, na realidade estão cheias de percalços, declives e curvas ao longo do caminho.

Apesar de nós apertamos, espiritualmente, o cinto de segurança para a viagem, mantermos firmes nossos corações e desejarmos sinceramente atender ao chamado de nosso Pai Celestial, os nossos joelhos podem tremer e até vacilar um pouco. Ao começar a trilhar o caminho estreito para a vida (Mateus 7:13-14 Mateus 7:13-14 [13] Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz � perdição, e muitos são os que entram por ela; [14] e porque estreita é a porta, e apertado o caminho que conduz � vida, e poucos são os que a encontram.
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), você pode até estar pensando: "O que será que eu tenho de fazer para permanecer no caminho estreito e seguir a guia do Bom Pastor?"

Sejamos realistas: Nenhum de nós conseguiria fazer isso por conta própria, senão seria fazer somente por nossas próprias obras. Nunca, jamais, se esqueça — isso é sobre o que Deus está realizando em nós e não nós a nós mesmos. Mas, uma vez que tenhamos entregado nosso passado, presente e futuro à Sua perfeita vontade, aonde é que Ele deseja que nós começamos a responder a Seu convite em completa fé?

É tão simples e ao mesmo tempo tão desafiante como os seguintes três passos simples:

Seja acessível.

Seja aberto.

Esteja disposto.

Só isso? Isso é tudo? Na verdade, sim! É triste dizer, mas até mesmo cristãos veteranos, muitas vezes, se perderam por terem esquecido estes três passos básicos de como responder ao chamado de Cristo para "Segui-Lo".

Então, se somos novatos nesta jornada ou um veterano no fim do percurso com preocupação e dúvida, devemos permitir que o Bom Pastor "prepare uma mesa diante de nós" para entendermos esses três passos vitais para a eternidade sobre um evento ocorrido há muito tempo numa colina defronte ao Mar da Galileia.

Enxergando através dos olhos de Cristo

Vamos até o topo da colina para vermos o que está acontecendo. Aqui a vista é melhor, porque é apreciada através dos olhos do Mestre, como captada pelas lentes do capítulo 6 do Evangelho de João.

E foi aqui onde Jesus de Nazaré olhou para baixo e viu uma multidão subindo lentamente a colina em direção a Ele e Seus discípulos. Ele suspirou, humanamente, mas espiritualmente sorriu para aqueles que vinham na Sua direção. Pois, muitas dessas mesmas pessoas Ele havia deixado um pouco antes. Mas elas O encontraram novamente!

Ele tinha acabado de deixá-los na outra margem do lago, após um longo dia de ensinamento. Ele precisava de uma pausa para recarregar as energias — afinal de contas, Ele também era humano. Mas a enorme multidão viajou vários quilômetros em busca deste homem que ensinava com tanta profundidade e realizava milagres para os que não tinham nenhuma esperança. Muitos estavam a caminho de Jerusalém, para a Páscoa, mas nesse momento resolveram desviar-se, por pouco tempo, para essa colina em busca de mais entendimento.

Jesus deve ter sido profundamente movido por compaixão ao ver essa grandíssima multidão de seres humanos, aparentemente impulsionada por algo que ainda não podiam compreender plenamente, mas ainda assim desejavam alcançar esse conhecimento. João diz que seu número era de cinco mil pessoas, porém Jesus não estava concentrado em quantidade, mas de saber sua necessidade. Seu desejo era o de cuidar delas tanto espiritual quanto fisicamente.

Ele perguntou a um dos doze, Filipe: "Onde compraremos pão, para estes comerem?" (João 6:5). Ele perguntou a Filipe especificamente porque sua cidade natal, Betsaida, era perto. Ele respondeu: "Duzentos dinheiros de pão não lhes bastarão, para que cada um deles tome um pouco" (versículo 7).

Basicamente, Filipe respondeu que custariam seis meses de salário para satisfazer a fome da multidão, e mesmo assim eles realmente não poderiam fazer isso naquele lugar afastado num prazo tão curto.

Mas, como observa João, Jesus fez a pergunta como um teste, porque Ele já sabia o que iria fazer (versículo 6). Cristo já tinha se transportado ao futuro, em Sua mente e coração, e estava indo convidar os discípulos e os peregrinos da Páscoa para se juntar a Ele lá. Mas Ele precisava de um instrumento humano imaculado de fatos e figuras terrenas.

Como Jesus examinou o panorama humano ao redor deles, os discípulos se perguntaram o que aconteceria em seguida. Talvez tenham se perguntado, como fazemos às vezes, "Como conseguimos chegar até aqui? E agora?"

Quem estiver acessível, aberto e disposto

E "o que agora" começava a se desenrolar diante deles. Jesus sorriu quando viu André vindo em Sua direção no meio da multidão. Enquanto alguns discípulos ficaram impressionados com os fatos físicos, André saía à procura de uma solução. E encontrou uma, mesmo sendo tão pequena, que era um rapaz com uma quantidade modesta de comida. Jesus sorriu, porque a Sua resposta estava a caminho.

André apresentou o rapaz, que estava acessível, aberto e disposto ao serviço: "Está aqui um rapaz que tem cinco pães de cevada e dois peixinhos". Mas até mesmo a esperança de André foi traída pela realidade diante de seus olhos. Ele acrescentou: "Mas que é isso para tantos?"

E, nesse momento, Jesus entra completamente em ação. Muitas vezes, quando um milagre estava prestes a ser realizado, Ele dava a Seus seguidores uma tarefa. Ele disse aos discípulos: "Mandai assentar os homens!"

Em seguida, o rapaz que estava aberto e disposto colocou seu próprio almoço nas mãos deste Homem especial no meio da multidão. O rapaz ergueu os olhos quando o Mestre agradeceu e louvou a Deus por ter providenciado aqueles peixes e pães.

O rapaz observava como este Homem de Nazaré entregou pessoalmente este pacote de farinha milagrosa para os Seus discípulos distribuírem. Isto foi realmente impressionante! A comida continuava saindo e saindo, até que todos estavam fartos. A raiz da palavra grega para "saciados" no versículo 12 denota uma sensação completa de satisfação. Todo mundo pegou o tanto que queria — nada foi racionado!

Um momento de ensino para a ocasião e agora

E então, Cristo providenciou mais um momento de ensino para os Seus discípulos céticos: "Recolhei os pedaços que sobejaram", que chegou a doze cestos cheios (versículo 12).

Imagine os discípulos arrastando os cestos, com restos de pães caindo por fora, até o alto da colina. Se não tivessem aprendido a lição antes, agora eles estavam vivenciando-a. A instrução adicional de Jesus, sem dúvida, reforçou o que Ele queria que aprendessem. Anos mais tarde eles iriam se lembrar desta história simples, mas com profundas implicações sobre os três primeiros passos concretos de seguir a Cristo onde quer que fosse.

Devemos entender que Jesus sempre sabe exatamente para onde Ele está indo e o que Ele está fazendo a todo o momento, agora e sempre. Ele não estava naquela colina isolada por engano, mas planejado. Claro, humanamente Ele precisava de um descanso, mas Deus nunca desperdiça tempo ou milagre. Ele nunca está encaixado em um canto, mas sim abrindo portas para realizar o Seu propósito e desejo para nós.

O rapaz veio à frente e disponibilizou o pouco que tinha. A cevada, sendo inferior ao trigo para fazer pão, era a dieta comum entre os pobres. Mas o jovem estava disposto e confiante para entregar tudo o que tinha, não importa o quão pouco, a Jesus Cristo para o Seu propósito.

Quantas vezes você e eu não ficamos paralisados ao longo da estrada da vida, por não pensarmos que Deus pode nos usar para satisfazer a Sua glória? Você sabe como é — "Não sou muito inteligente", "sou muito pequeno", "sou velho demais", "sou muito jovem", "sou pesado demais", "sou muito pobre", ou "é muito" ou "é tão pouco" ou qualquer outra coisa. Assim, nós nunca damos nada para ser usado a Seu serviço, mas simplesmente ficamos escondidos no meio da multidão da humanidade. Este jovem, como filho de Deus, nos fez lembrar que idade, tamanho e conteúdo não têm nada a ver quando se trata de servir a Deus.

A grande lição desta história

Considere isto por um momento em relação ao nosso encontro pessoal com Cristo: Se nós não Lhe dermos nada, então Ele nada tem de nós para usar. Se não estamos fazendo nada, como podemos esperar que Ele nos abençoe?

Mas a grande lição desta história é se lhe dermos o que temos, mesmo que seja só um pouco e que os outros possam considerar normal, então Ele pode tomar o nosso pouco e torná-lo em muito para Sua glória.

Como assim? Jesus voltaria a multiplicar a oferta voluntária de comida do jovem no dia seguinte. Desta vez não apenas para acalmar estômagos vazios, mas para encher as almas daqueles que O seguiriam, declarando: "Este é o pão que desce do céu, para que o que dEle comer não morra" (João 6:50) . De fato, Cristo "sabia o que havia de fazer" (João 6:6), mas Ele deseja usar a nossa disponibilidade, abertura e disposição de preparar o caminho.

O jovem que se encontrou com Jesus naquele dia está atrás de uma longa fila de pessoas que se disponibilizaram, se abriram e se dispuseram a servir ao propósito de Deus, apesar de que humanamente não tinham nada a oferecer. Mas para Deus está tudo bem. Considere como Sara, Ana e Isabel com úteros vazios que deram fruto. Considere Gideão com um mísero exército de trezentos homens. Considere como Rute, a viúva moabita sem a linhagem esperada se tornou uma ancestral de Jesus — Aquele através do qual todos nós podemos nos tornar parte da família de Deus.

Estas são pessoas que agora sorriem conscientes das palavras do apóstolo Paulo, encontradas em Filipenses 4:6-7 Filipenses 4:6-7 [6] Não andeis ansiosos por coisa alguma; antes em tudo sejam os vossos pedidos conhecidos diante de Deus pela oração e súplica com ações de graças; [7] e a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus.
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, que nos lembram: "Não estejais inquietos por coisa alguma; antes, as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus, pela oração e súplicas, com ação de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus".

Na verdade, este tipo de paz tem resultados duradouros e está além dos meros fatos terrenos, que podem sufocar a nossa chamada para glorificar a Deus em tudo que fazemos.

Então o que você está prendendo e deixando de oferecer a Deus, impondo a si mesmo essa abstenção de serviço, para que Ele se glorifique em você?

Permita-me, por um momento, complementar André e ajudar a conectá-lo ao seu destino, planejado por Deus. Claro, existem ferramentas humanas mais inteligentes, mais eficientes e mais dinâmicas ao nosso redor que Deus pode usar, mas isso não é o ponto determinante para ganhar a atenção de Deus e experimentar a Sua graça. Basta perguntar a Filipe. Basta perguntar ao rapaz que entregou seu almoço.

"Ter conhecimento" não é suficiente perante Deus. Devemos entender que cada um de nós recebeu uma história de nosso Criador. A cada um de nós foi dada a Sua Palavra. Não é o quanto você sabe sobre a Sua Palavra, mas o quanto você a põe em prática, quando se trata de dar os três primeiros passos para estar: 1) Disponível, 2) Aberto e 3) Disposto a servir a Cristo quando, onde e por qualquer meio que Ele deseje nos guiar.

A propósito, aquela linha no mapa mencionada anteriormente continua sendo traçada atrás do jovem para aqueles que entendem que o nosso pouco torna-se muito nas mãos de Deus para a Sua glória. BN