A Magnífica Série de Alianças de Deus

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"Eu lhes darei um coração capaz de conhecer-me e de saber que eu sou o Senhor. Serão o meu povo, e eu serei o seu Deus, pois eles se voltarão para mim de todo o coração" (Jeremias 24:7, NVI).

Qual é a mensagem central do evangelho de Jesus Cristo? É a promessa de que Deus pretende transformar todas as pessoas em seres como Ele, começando com seus corações e mentes. A proclamação da mensagem tem continuado por meio da Igreja que Ele edificou (Mateus 16:18). Mas o impacto dessa mensagem não será sentido por todas as pessoas até que Ele volte.

Eventualmente, como resultado de Sua supervisão direta, toda a "terra se encherá do conhecimento do Senhor, como as águas cobrem o mar" (Isaías 11:9). A primeira vinda de Cristo foi apenas o início de seu envolvimento pessoal na transformação da natureza espiritual da humanidade.

O plano visionário de Deus

Através de alianças especiais feitas com Noé, Abraão, Moisés e Davi, Deus há muito tempo começou a revelar detalhes importantes de Seu plano para gerar para Si um povo perenemente santo (Levítico 20:26; 26:12; Hebreus 8:10). A Nova Aliança prometida — base do evangelho de Cristo é a pedra angular desse processo de revelação.

Pelas mãos do profeta Jeremias, Deus resumiu o que pretende realizar por meio de Jesus Cristo: "Farei com eles aliança eterna, segundo a qual não deixarei de lhes fazer o bem; e porei o meu temor no seu coração, para que nunca se apartem de mim" (Jeremias 32:40, ARA).

O impacto dessa promessa foi apenas aludido — através de cerimônias simbólicas — no tempo que a antiga Israel se tornou uma nação sob a Aliança do Sinai. Por exemplo, o templo de adoração da antiga Israel antecipou o sacrifício de Cristo com rituais figurativos e cerimônias.

Esses rituais simbolizavam — para aqueles que viviam nesta época — que era necessário uma solução duradoura e definitiva para o problema do desajuste espiritual da humanidade. Mas os sacrifícios e rituais ordenados a Israel naquele tempo não ofereciam essa solução.

O motivo foi que "as ofertas e os sacrifícios oferecidos não podiam dar ao adorador uma consciência perfeitamente limpa" (Hebreus 9:9, NVI). Somente pelo perdão do pecado através do sacrifício de Cristo e da ação de receber o poder espiritual advindo do dom do Espírito Santo é que isso é possível.

Leis justas, mas coração injusto

E como a maioria do povo da antiga Israel não recebeu o Espírito de Deus, eles eram incapazes de viver ou aplicar os ensinamentos de Deus com inteireza de coração, como um povo verdadeiramente santo. Como Moisés disse-lhes: "Porém não vos tem dado o SENHOR um coração para entender, nem olhos para ver, nem ouvidos para ouvir, até ao dia de hoje" (Deuteronômio 29:4).

Mas Deus já tinha um plano claro em mente para dar-lhes esse "coração novo" no futuro. Até mesmo quando falava com Moisés, Deus manifestava Sua ansiedade pelo momento em que essa mudança de coração poderia acontecer. Ele exclamou a Moisés: "Quem dera que eles tivessem tal coração que me temessem e guardassem todos os meus mandamentos todos os dias, para que bem lhes fosse a eles e a seus filhos, para sempre!" (Deuteronômio 5:29).

Mas ainda não era o tempo certo para Deus tornar disponível o Seu Espírito para toda a humanidade, nem mesmo para a maioria do povo de Israel. Exceto para os profetas de Israel e alguns outros servos de Deus especialmente escolhidos, a história de Israel descreve a um povo que tinha leis justas, mas não tinha coração justo.

Como a maioria das pessoas hoje em dia, eles não tinham a capacidade de viver de acordo com a completa intenção espiritual das instruções que Deus revela nas Escrituras. Algo estava faltando.

Portanto: "Deus, porém, achou o povo em falta [advertindo de que a culpa não era das leis que Ele havia dado] e disse: Estão chegando os dias, declara o Senhor, quando farei uma nova [revisada] aliança com a comunidade de Israel e com a comunidade de Judá. Não será como a aliança que fiz com os seus antepassados, quando os tomei pela mão para tirá-los do Egito; visto que eles não permaneceram fiéis à minha aliança, eu me afastei deles, diz o Senhor.

"Esta é a aliança que farei com a comunidade de Israel depois daqueles dias, declara o Senhor. Porei minhas leis em sua mente e as escreverei em seu coração. Serei o seu Deus, e eles serão o meu povo" (Hebreus 8:8-10, NVI).

A oferta de um coração transformado à humanidade

A maioria das pessoas acha que a Nova Aliança abole as leis de Deus, tal como enumeradas sob a Aliança do Sinai (também conhecida como a Antiga Aliança). Mas note que não há nenhuma indicação nesta promessa de que as leis de Deus seriam ignoradas ou abolidas.

Pelo contrário, elas seriam gravadas nas mentes e corações daqueles que recebessem a Nova Aliança prometida — tornando-se parte de seu próprio ser! Esta Nova Aliança é uma revisão fundamental no modo como Deus interage com o Seu povo.

Deus está totalmente comprometido a mudar os corações de todas as pessoas que decidam servi-Lo de boa vontade. Uma vez que "com Deus, não há acepção de pessoas" (Romanos 2:11), Ele também estendeu essa promessa a todas as nações.

Como Paulo explicou: "Ora, tendo a Escritura previsto que Deus havia de justificar pela fé os gentios, anunciou primeiro o evangelho a Abraão, dizendo: Todas as nações serão benditas em ti" (Gálatas 3:8).

Desde o início, o plano de Deus tem sido que todos os povos devem ter uma oportunidade de arrependimento — deixando de fazer as coisas à sua própria maneira e abraçando de todo o coração o caminho de Deus — e terem seus corações mudados para que possam viver conforme Sua intenção. Ele decidiu começar com uma família — a do fiel Abraão e seus descendentes através de seu neto Jacó.

Deus mudou o nome de Jacó para Israel. E de seus doze filhos vieram as tribos da antiga nação de Israel. Para esses descendentes físicos de Jacó, Deus começou a revelar os detalhes essenciais do Seu plano de formar um povo santo para Si mesmo.

O que é uma aliança?

É essencial para qualquer aliança o conceito de um compromisso duradouro em uma relação claramente definida. De modo geral, uma aliança é um acordo de longo prazo entre duas ou mais partes que formalizam um vínculo relacional entre si. Ela define as suas obrigações e compromissos essenciais entre um e outro.

Nos tempos antigos, as alianças importantes eram ratificadas e mantidas vivas através de rituais simbólicos que refletiam o compromisso de cada parte e a aceitação dos requisitos obrigatórios desta aliança. No entanto, os rituais de uma aliança não são sinônimos dos compromissos e obrigações dessa aliança.

Os rituais nas alianças divinas servem principalmente como lembretes simbólicos e são dados intencionalmente apenas com um valor figurativo. O verdadeiro valor está na substância dos compromissos assumidos! Através da substância de Suas alianças — Seus compromissos divinos — Deus se vincula ao cumprimento de todas as promessas que faz.

Em uma aliança divina, Deus define as obrigações básicas que Ele impõe a Si mesmo e, em geral, aos outros participantes. Assim, uma característica dominante de uma aliança é uma lista de bênçãos prometidas por Deus para aqueles que honram os compromissos dessa aliança.

A aliança divina pode ser comparada a uma constituição sagrada estabelecida para regular as relações humanas com Deus. É uma declaração formal da vontade e propósito de Deus. Ele normalmente expressa o Seu profundo amor pela humanidade e revela um ou mais aspectos importantes de Seu plano para a salvação da humanidade.

Os debates sobre a aliança no Novo Testamento

A aliança feita no Monte Sinai estabeleceu a antiga nação governante de Israel. A Nova Aliança promete que o Messias, Jesus Cristo, estabelecerá o Reino de Deus, muito mais abrangente, que reinará sobre toda a terra (Isaías 9:7; Mateus 25:34; Lucas 22:29-30; Apocalipse 11:15).

Jesus fez com que o arrependimento fosse necessário para se participar desse Reino, pois esta é uma característica central do Seu Evangelho (Marcos 1:14-15). Para se qualificar como um herdeiro desse Reino, a pessoa tem que cumprir os termos definidos nas alianças de Deus. Jesus Cristo cumpriu perfeitamente todos os termos.

Então, Ele é o único herdeiro qualificado para receber todas as promessas feitas a Abraão. E somente por meio dEle os outros seres humanos — incluindo os homens de fé como Abel, Noé, Abraão, Isaque e Jacó (Hebreus 11) —  podem participar dessa herança prometida. Como Paulo explicou: "Se vocês são de Cristo, são descendência de Abraão e herdeiros segundo a promessa" (Gálatas 3:29, NVI).

Pedro confirmou esse papel central de Jesus, dizendo: "Não há salvação em nenhum outro, pois, debaixo do céu não há nenhum outro nome dado aos homens pelo qual devamos ser salvos" (Atos 4:12, NVI).

É por isso que o papel de Jesus Cristo nas alianças de Deus é tão vital. Essas alianças contêm a promessa de salvação que só Ele, como o Messias, pode tornar realidade.

Cada aliança traz pontos específicos a respeito da solução final de Deus para o problema do pecado e do mal. E a Nova Aliança lida diretamente com o aspecto do "coração" para essa solução.

O caráter dos beneficiários da aliança

Deus escolheu cuidadosamente indivíduos especiais para transmitir alguns dos compromissos de Sua aliança para o resto da humanidade. Cada um desses beneficiários dessa aliança especial já vinha servindo a Deus de todo coração. Cada um tinha uma relação pessoal com Deus e já estava vivendo uma vida justa para melhorar sua capacidade e conhecimento.

Noé é a primeira pessoa mencionada especificamente na Bíblia como uma pessoa que entrou em uma relação de aliança com Deus. Isso ocorreu em uma época em que todos os seres humanos — exceto Noé (e, aparentemente, a sua família) — decidiram seguir inteiramente um mau caminho de vida (Gênesis 6:5-8; 9:8-11).

O segundo indivíduo registrado na Bíblia, com quem Deus fez uma aliança pessoal foi Abraão (Gênesis 15:18; 17:1-2).

Abraão compartilhava os principais traços do caráter de Noé. Assim como Deus decidiu fazer uma aliança com Noé, um homem justo (Gênesis 6:8-9), também escolheu fazer o mesmo com Abraão, um homem de fé e obediência (Gênesis 15:6; 26:5), nesta segunda aliança. A partir desses dois exemplos, fica claro que Deus fez alianças somente com pessoas que já haviam demonstrado que estavam dispostas a obedecê-Lo.

Estes traços de fidelidade e obediência também estavam presentes em Moisés (Números 12:3; Hebreus 11:24-28) e em Davi, assim como em outros profetas que participaram da elaboração das escrituras do Antigo Testamento. Sobre Davi, Deus disse: "Fiz aliança com o meu escolhido e jurei a Davi, meu servo: Para sempre estabelecerei a tua posteridade [Jesus Cristo] e firmarei o teu trono de geração em geração" (Salmo 89:3-4, ARA).

Paulo menciona, sobre o povo de Israel, que Deus "lhes levantou como rei a Davi, ao qual também deu testemunho e disse: Achei a Davi, filho de Jessé, varão conforme o meu coração, que executará toda a minha vontade. Da descendência deste, conforme a promessa, levantou Deus a Jesus para Salvador de Israel" (Atos 13:22-23).

Abraão e Davi são especialmente significativos para as promessas e alianças divinas extremamente necessárias para a salvação da humanidade. É por isso que as primeiras palavras do Novo Testamento são: "Livro da geração de Jesus Cristo, Filho de Davi, Filho de Abraão" (Mateus 1:1).

Esta sentença de abertura vincula a missão de Cristo diretamente com as promessas feitas a Abraão e a Davi. As alianças com esses homens contêm as promessas básicas relativas ao plano de Deus para oferecer a salvação a toda a humanidade através de Jesus Cristo.

A aliança com Abraão

Deus prometeu o seguinte para Abraão: “E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei, e engrandecerei o teu nome, e tu serás uma bênção. E abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra" (Gênesis 12:2-3).

Deus declara aqui a Sua intenção de oferecer a salvação não apenas para os descendentes físicos de Abraão, mas também para "todas as famílias da terra". Mas os descendentes de Abraão desempenharam um papel especial e vital neste processo — especialmente o único descendente de Davi, que viria como o Messias.

Pedro explicou aos seus companheiros judeus qual seria o papel mais desafiador de Jesus Cristo: "Vós sois os filhos dos profetas e da aliança que Deus estabeleceu com vossos pais, dizendo a Abraão: Na tua descendência, serão abençoadas todas as nações da terra. Tendo Deus ressuscitado o seu Servo, enviou-o primeiramente a vós outros para vos abençoar, no sentido de que cada um se aparte das suas perversidades" (Atos 3:25-26, ARA).

Isso é o que todo o mundo mais precisa. Somente quando toda a humanidade receber um "coração novo" — através da participação ativa de Cristo em fazer com que todos os povos se afastem de seus pecados — o plano de Deus será completado. Pedro explicou que a plena reconciliação, como planejado por Deus, requer que "cada um" se aparte de "suas perversidades".

Esse é o objetivo de Deus. E Ele prometeu alcançá-lo! Suas alianças contêm Seus compromissos para cumprir com esse objetivo.

Mais detalhes revelados sobre o plano de Deus

Em Sua aliança com Abraão, Deus começou a dar detalhes claros de Seu plano. Ele disse a Abraão: “Farei uma aliança entre mim e ti e te multiplicarei extraordinariamente... de ti farei nações, e reis procederão de ti. Estabelecerei a minha aliança entre mim e ti e a tua descendência no decurso das suas gerações, aliança perpétua, para ser o teu Deus e da tua descendência" (Gênesis 17:2, 6-7, ARA).

Esta aliança antecipou os seguintes elementos-chaves do plano de Deus: O relacionamento especial de Deus com os descendentes de Abraão, a instituição do reino de Israel, o nascimento e o reinado do Messias no Reino de Deus e a salvação final de todas as nações.

A fé de Abraão — sua confiança implícita e lealdade a Deus — é atribuída a ele como justiça (Gênesis 15:6). Sua plena confiança em Deus era o fundamento de seu caráter. Sua confiança em Deus foi demonstrada por meio de sua obediência (Tiago 2:21-24). Abraão não apenas creu em Deus como também compreendeu e obedeceu fielmente as leis de Deus, como resultado de sua fé (Gênesis 26:5).

O padrão da fé de Abraão — demonstrada por sua obediência a Deus — é o modelo da fé viva que Paulo descreve no livro de Romanos, onde ele diz que mesmo o obediente Abraão ainda precisava de perdão. Falando de Abraão e sua fé, Paulo disse: "Como são felizes aqueles que têm suas transgressões perdoadas, cujos pecados são apagados! Como é feliz aquele a quem o Senhor não atribui culpa!" (Romanos 4:7-8, NVI).

O estilo de vida de Abraão era o de obedecer a Deus de todo coração. Mas, mesmo assim ele não estava sem pecado. Ele ainda precisava de perdão pelos pecados que cometeu — exatamente como todos nós.

Este perdão só é possível através da fé no sacrifício de Jesus Cristo. Mas, uma vez perdoado, todos devem seguir o exemplo de Abraão em demonstrar a fé, esforçando-se totalmente para agradar a Deus através da obediência. Essa é a resposta justa que a nossa fé deve produzir em nós.

A aliança de Deus com Davi

A próxima aliança a considerar entre Deus e uma pessoa específica é a aliança com o rei Davi.

Nela Deus promete que a dinastia de Davi vai durar para sempre e que o Messias — o descendente especial de Davi — será o Rei eterno dessa dinastia. "Fiz aliança com o meu escolhido e jurei a Davi, meu servo: Para sempre estabelecerei a tua posteridade e firmarei o teu trono de geração em geração" (Salmo 89:3-4, ARA).

Deus declara que esta aliança será irrevogável. "Assim diz o SENHOR: Se puderdes invalidar a minha aliança com o dia e a minha aliança com a noite, de tal modo que não haja nem dia nem noite a seu tempo, poder-se-á também invalidar a minha aliança com Davi, meu servo, para que não tenha filho que reine no seu trono" (Jeremias 33:20-21, ARA).

Quando chegou a hora de o Messias nascer, assim anunciou o anjo à mulher escolhida para ser sua mãe: "Maria, não temas, porque achaste graça diante de Deus, E eis que em teu ventre conceberás, e darás à luz um filho, e pôr-lhe-ás o nome de Jesus. Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo; e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai, e reinará eternamente na casa de Jacó, e o seu Reino não terá fim"(Lucas 1:30-33).

O apóstolo Pedro também comentou sobre a importância da aliança de Deus com Davi: "Irmãos, posso dizer-lhes com franqueza que o patriarca Davi morreu e foi sepultado, e o seu túmulo está entre nós até o dia de hoje. Mas ele era profeta e sabia que Deus lhe prometera sob juramento que colocaria um dos seus descendentes em seu trono.

"Prevendo isso, falou da ressurreição do Cristo, que não foi abandonado no sepulcro e cujo corpo não sofreu decomposição. Deus ressuscitou este Jesus, e todos nós somos testemunhas desse fato. Exaltado à direita de Deus, ele recebeu do Pai o Espírito Santo prometido e derramou o que vocês agora veem e ouvem.

"Pois Davi não subiu aos céus, mas ele mesmo declarou: ‘O Senhor disse ao meu Senhor: Senta-te à minha direita até que eu ponha os teus inimigos como estrado para os teus pés’. Portanto, que todo o Israel fique certo disto: Este Jesus, a quem vocês crucificaram, Deus o fez Senhor e Cristo" (Atos 2:29-36, NVI).

Desde o início da existência do homem, Deus vem colocando em prática os detalhes de Seu grande plano para a salvação da humanidade. Crucial para esse plano foi o nascimento e a missão do Messias — o descendente prometido de Davi e Abraão. Para nos assegurar a irrevogabilidade desse plano, Ele o confirmou com uma série de alianças.

A Aliança temporária do Sinai

Compreender a finalidade e a natureza temporária da aliança que Deus fez com a antiga Israel no Monte Sinai é fundamental para se entender corretamente as Escrituras do Novo Testamento. O conteúdo desta aliança tornou-se, com efeito, a constituição nacional de Israel.

Com Deus como seu Rei, Israel tornou-se um estado teocrático — essencialmente um reino terreno e temporário de Deus. Seu povo aceitou todas as condições da aliança de Deus que lhes estabelecida, dizendo: "Tudo o que o SENHOR tem falado faremos" (Êxodo 19:8).

Em meio a trovões, relâmpagos, fumaça e fogo no topo do Monte Sinai, Deus declarou os Dez Mandamentos para toda a nação (Êxodo 20:1-18).

E como as pessoas responderam a Moisés? "Eis aqui o SENHOR, nosso Deus, nos fez ver a sua glória e a sua grandeza, e ouvimos a sua voz do meio do fogo; hoje, vimos que Deus fala com o homem e que o homem fica vivo. Agora, pois, por que morreríamos? Pois este grande fogo nos consumiria; se ainda mais ouvíssemos a voz do SENHOR, nosso Deus, morreríamos.

"Porque, quem há, de toda a carne, que ouviu a voz do Deus vivente falando do meio do fogo, como nós, e ficou vivo? Chega-te tu e ouve tudo o que disser o SENHOR, nosso Deus; e tu nos dirás tudo o que te disser o SENHOR, nosso Deus, e o ouviremos e o faremos" (Deuteronômio 5:24-27).

As palavras dos profetas são como a "voz do SENHOR"

Eles pediram, estando aterrorizados pelo incrível poder manifestado por Deus, que nunca mais Ele falasse diretamente com eles com Sua própria voz.

Daquele momento em diante as palavras inspiradas dos profetas de Deus eram consideradas como tendo a mesma autoridade, ou seja, como se Deus estivesse falando com as pessoas diretamente. Por exemplo, Moisés incluiu — para ser obediente à "voz do SENHOR" — "estatutos, escritos neste livro da Lei", estatutos dados a Israel cerca de quarenta anos depois de Deus ter falado no Monte Sinai (Deuteronômio 30:10-11).

Aqueles escritos dos profetas representam exatamente as instruções e ensinamentos de Deus e isso é confirmado no Novo Testamento: "Antes de mais nada, saibam que nenhuma profecia da Escritura provém de interpretação pessoal, pois jamais a profecia [os escritos dos profetas] teve origem na vontade humana, mas homens falaram da parte de Deus, impelidos pelo Espírito Santo" (2 Pedro 1:20-21, NVI).

Em Deuteronômio 5:28-31, Moisés narra como Deus aceitou o pedido dos israelitas no Monte Sinai e que Ele iria lhes falar no futuro somente através de Seus profetas: "O Senhor ouviu quando vocês me falaram e me disse: Ouvi o que este povo lhe disse, e eles têm razão em tudo o que disseram”.

"Quem dera eles tivessem sempre no coração esta disposição para temer-me e para obedecer a todos os meus mandamentos. Assim tudo iria bem com eles e com seus descendentes para sempre! Vá, diga-lhes que ‘voltem às suas tendas’. Você [Moisés] ficará aqui comigo, e lhe anunciarei toda a lei, isto é, os decretos e as ordenanças que você lhes ensinará e que eles deverão cumprir na terra que eu dou a eles como propriedade" (NVI).

Todo o povo tinha dito as palavras certas. Eles concordaram com as condições de Deus. Eles se comprometeram a viver de acordo com todas as palavras que Deus lhes falaria através de Moisés e dos profetas, que viriam mais tarde. Mas Deus sabia que seria necessário mais do que as promessas deles para produzir os resultados que Ele desejava.

Isso exigiria uma mudança em seus corações através do dom do Espírito Santo. E para a grande maioria, isso só se tornaria possível depois que o Messias viesse para pagar a pena por seus pecados. Antes disso, Deus deu o Seu Espírito Santo para apenas um número relativamente pequeno de indivíduos selecionados como Noé, Abraão, Davi e outros profetas e servos registrados no Velho Testamento.

O povo da antiga Israel teve uma lição, através de seu próprio exemplo, de que ter leis justas sem um coração justo não é o suficiente. O seu exemplo através dos séculos ilustra vividamente que receber o conhecimento da verdade por si só não produz obediência plena e duradoura (Romanos 3:9-12).

Revelando e definindo o comportamento justo

Os cinco livros escritos por Moisés — Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio —definem o caminho de vida correto que Deus quer que todos os povos e nações sigam (Deuteronômio 4:6; 6:4-6; 8:2-3).

Os livros contendo Suas instruções para eles se tornou o supremo código religioso e legal da antiga Israel. Eles continham não apenas as diretrizes, as leis e os procedimentos, através dos quais os cidadãos seriam julgados, mas também os rituais e as cerimônias que representavam simbolicamente o tipo de relacionamento que Deus queria que tivessem com Ele.

Eles são chamados na língua hebraica de Torá (que significa "o ensinamento" ou, mais comumente chamado hoje em dia de "a lei"). Como Moisés explicou: “Agora, pois, ó Israel, que é o que o SENHOR, teu Deus, pede de ti, senão que temas o SENHOR, teu Deus, e que andes em todos os seus caminhos, e o ames, e sirvas ao SENHOR, teu Deus, com todo o teu coração e com toda a tua alma, para guardares os mandamentos do SENHOR e os seus estatutos, que hoje te ordeno, para o teu bem?" (Deuteronômio 10:12-13).

Foi nesta Torá que "todos os Seus caminhos" foram primeiramente escritos. Estes livros revelam e definem, pela voz do Senhor, o comportamento justo que é o fundamento de um caminho de vida piedoso.

Portanto, por volta de quatro décadas após a concessão da Aliança do Sinai, Moisés explicou novamente que o que ele escreveu havia, de fato, vindo de Deus: "E o SENHOR, teu Deus, te dará abundância... porquanto o SENHOR tornará a alegrar-se em ti para bem, como se alegrou em teus pais; quando deres ouvidos à voz do SENHOR, teu Deus, guardando os seus mandamentos e os seus estatutos, escritos neste livro da Lei" (Deuteronômio 30:9-10).

O ponto é que a aliança que Deus fez com a antiga Israel não se limitou apenas às palavras que Ele falou no Monte Sinai. Qualquer coisa que Ele lhes ordenasse — no presente ou no futuro — eles concordaram em fazer. Eles pediram que a partir daquele momento Deus não lhes falasse mais pessoalmente com Sua própria voz, mas através de Seus profetas. O seu acordo com Deus era que eles iriam fazer tudo o que Ele mandasse — mesmo através das palavras dos profetas, que viriam depois de Moisés.

Os profetas tornaram-se porta-vozes de Deus. As mensagens que recebiam de Deus, frequentemente escritas em livros para as gerações posteriores, tinham que ser obedecidas como "a palavra do Senhor" (Isaías 38:4; Jeremias 1:4-5; Ezequiel 6:1-3). Mais tarde, essa mesma autoridade foi dada aos apóstolos de Cristo (Atos 4:29-31).

Hoje toda a Bíblia reivindica autoridade como a Palavra de Deus escrita. E Deus promete abençoar aqueles que a obedecem como a Sua Palavra.

A aliança que oferecia apenas benefícios temporários

Quase no final do livro de Levítico, encontramos uma extensa declaração de bênçãos pela obediência e maldições pela desobediência (Levítico 26:3-45). Essas bênçãos e maldições serviam de advertência aos antigos israelitas para que não desdenhassem o seu relacionamento e responsabilidades com a aliança.

Se obedecessem a Deus, eles se alegrariam com colheitas abundantes, boa saúde, prosperidade e segurança nacional (versículos 4-10). Entretanto, esses benefícios eram principalmente físicos.

Uma comparação entre as bênçãos materiais de Levítico 26:3-13 com as citadas em Deuteronômio 28:1-14 revela uma omissão importante em ambas as listas. Deus concorda em ser o Deus deles e considerá-los como Seu povo (Levítico 26:11-13; Deuteronômio 28:9). Mas nenhuma promessa de vida eterna está inclusa nesta aliança. Suas bênçãos diziam respeito principalmente ao que as pessoas poderiam desfrutar na presente vida física.

As exceções eram os servos e profetas de Deus, que receberam o Espírito Santo durante esse tempo. Isto é confirmado por Pedro, que explica: "Foi a respeito dessa salvação que os profetas que falaram da graça destinada a vocês investigaram e examinaram, procurando saber o tempo e as circunstâncias para os quais apontava o Espírito de Cristo que neles estava, quando lhes predisse os sofrimentos de Cristo e as glórias que se seguiriam àqueles sofrimentos" (1 Pedro 1:10-11, NVI).

Isso é importante por uma razão fundamental! A explicação no Novo Testamento sobre as alianças e a lei é muito clara acerca de que a vida eterna só está disponível através da fé em Jesus Cristo, como o Messias prometido (Atos 4:12). Os profetas do Antigo Testamento enxergavam mais adiante tendo fé no dia em que o Messias, Jesus Cristo, faria esse sacrifício por eles.

Na época da Aliança do Sinai, o Messias ainda não havia chegado. Assim, a vida eterna não era oferecida para as pessoas nessa aliança, com exceção daqueles servos especiais que conduziam e ensinavam as pessoas nos caminhos de Deus. O Espírito Santo não tinha sido disponibilizado para o resto das pessoas.

Mas, longe de a Aliança do Sinai e a lei de Deus ser um fardo, como agora são muitas vezes representadas, elas concediam a todas as pessoas de Israel uma incrível variedade de bênçãos e benefícios.

As bênçãos pela obediência

Embora a Aliança do Sinai tivesse selado uma relação única entre os israelitas e Deus, ela continha uma importante condição. Os benefícios desse relacionamento — para o próprio bem do povosomente estariam disponíveis para eles se fizessem a sua parte, seguindo Suas instruções! Eles tiveram que fielmente colocar em prática tudo o que haviam concordado em fazer. E eles concordaram em seguir todas as instruções que Deus lhes deu — para, de fato, tornar-se um "povo santo".

Se tivessem mantido diligentemente a sua parte do acordo, eles teriam se tornado invejados pelo mundo, uma nação incrivelmente abençoada. Nenhuma outra nação na Terra teria o grau de bênçãos e benefícios que Deus lhes teria dado. Eles se tornariam um modelo de justiça para todas as nações ao seu redor.

Como Deus lhes explicou por meio de Moisés: “Eu lhes ensinei decretos e leis, como me ordenou o Senhor, o meu Deus, para que sejam cumpridos na terra na qual vocês estão entrando para dela tomar posse. Vocês devem obedecer-lhes e cumpri-los, pois assim os outros povos verão a sabedoria e o discernimento de vocês. Quando eles ouvirem todos estes decretos dirão: ‘De fato esta grande nação é um povo sábio e inteligente’” (Deuteronômio 4:5-6, NVI).

As leis de Deus determinam o comportamento que naturalmente resulta em paz, segurança e prosperidade. Se o povo de Israel tivesse obedecido a Deus, dando o melhor de sua capacidade natural, certamente teria colhido as Suas bênçãos prometidas e assim as nações vizinhas perceberiam que também poderiam desfrutar desses mesmos benefícios maravilhosos se adotassem também as mesmas leis.

Portanto, no oitavo versículo, Moisés desafiou os israelitas a perguntar-se: "Que grande nação tem decretos e preceitos tão justos como esta lei que estou apresentando a vocês hoje?" (Deuteronômio 4:8, NVI).

Eles não só receberam promessas de bênçãos físicas abundantes, como também haviam recebido de Deus o sistema de governo mais justo e correto do mundo!

Os limites das bênçãos físicas

Uma grande limitação aparece neste quadro idílico — o egoísmo, a teimosia e as inclinações carnais de todos os seres humanos. Moisés explicou aos israelitas: “Portanto, esteja certo de que não é por causa de sua justiça que o Senhor, o seu Deus, lhe dá esta boa terra para dela tomar posse, pois você é um povo obstinado... Desde o dia em que saíram do Egito até chegarem aqui, vocês têm sido rebeldes contra o Senhor" (Deuteronômio 9:6-7, NVI).

Deus sabia de antemão que sem o dom do Seu Espírito Santo o povo de Israel, como todos os outros povos, não seria capaz de cumprir plenamente a sua promessa de obedecer-Lhe. No entanto, eles poderiam ter obedecido o que lhes foi ensinado muito mais do que a maioria deles obedeceu. Isto é evidente em sua história. Durante alguns curtos períodos toda a nação observou diligentemente as instruções de Deus (Josué 24:31; 2 Crônicas 32:26).

Significativamente, os israelitas receberam toda a vantagem natural que qualquer pessoa poderia desejar — faltando apenas a ajuda sobrenatural do Espírito Santo de Deus, o que lhes permitiria ter um coração sempre justo. Sem um coração divinamente transformado, é impossível para qualquer pessoa viver de forma consistente uma vida completamente obediente.

Embora alguns indivíduos sejam mais cumpridores da lei do que outros, sem dúvida, nenhum conseguiria viver sem pecar. Esse problema tem estado presente em todos os povos de todas as nacionalidades e culturas ao longo da história humana. Somente com o recebimento do Espírito de Deus é que esse problema pode ser eliminado. Pois, apenas quando Cristo voltar para reger todas as nações é que finalmente isso será resolvido a nível mundial.

Como Paulo observou acerca da humanidade, ao citar o Salmo 14:3: “Todos se extraviaram e juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem [constantemente], não há nem um só" (Romanos 3:12). Esta é a lição que devemos aprender para que nunca sejamos tentados a pensar que a Aliança do Sinai foi um fracasso. Ela cumpriu precisamente o que Deus pretendia que cumprisse.

Uma solução provisória

A Aliança do Sinai não é o modelo completo e final para o nosso relacionamento com Deus. Embora contivesse muitos princípios permanentes e eternos, muitos de seus benefícios eram figurativos, embora fossem instrutivos, e representavam, apenas simbolicamente, benefícios muito melhores, inclusos na relação da Nova Aliança com Deus, que foi estabelecida mais tarde por Jesus Cristo, o Messias prometido.

Como Hebreus 9:9-10 explica sobre o ritualismo da aliança no Sinai: "É isto uma parábola para a época presente; e, segundo esta, se oferecem tanto dons como sacrifícios, embora estes, no tocante à consciência, sejam ineficazes para aperfeiçoar aquele que presta culto, os quais não passam de ordenanças da carne, baseadas somente em comidas, e bebidas, e diversas abluções, impostas até ao tempo oportuno de reforma" (ARA).

Uma futura revisão da aliança — particularmente naquelas características ligadas à morte e missão da vida do Messias — foi prometida. Deus anunciou, através de Seus profetas, que com esta "superior aliança" Ele colocaria Suas leis nas mentes dos seres humanos e as escreveria em seus corações. Deus prometeu providenciar — a nível individual — o acesso direto a Ele (Hebreus 8:6; Jeremias 31:31-34).

Agora deve estar eminentemente claro que Deus não foi pego de surpresa pelas falhas de Israel. Ele se antecipou a isso. Desde o início, Ele revelou indícios de uma solução "melhor" para o pecado da humanidade, que seria disponibilizada somente através da vinda do Messias. Essas "dicas", em forma de várias cerimônias, símbolos e rituais, foram elaboradas ao longo das instruções dadas sob a Aliança do Sinai.

A solução permanente de Deus para a injustiça humana

Os problemas causados ​​pelas fraquezas e desejos humanos (ver Tiago 1:14-15) estendeu-se muito além das fronteiras da antiga Israel. Isso prejudica todos os povos. Assim, na elaboração de uma solução permanente, Deus levou em consideração muito mais do que apenas o bem-estar dos israelitas. Sua solução se aplica a todos os povos de todas as nações.

Como ele prometeu a Abraão: "Em ti serão benditas todas as famílias da Terra" (Gênesis 12:3). Antes que a solução permanente seja disponibilizada para além do atual "pequeno rebanho" de cristãos verdadeiramente obedientes, que recebem o Espírito de Deus nesse "presente século mau" (ver Lucas 12:32; Gálatas 1:4), toda a humanidade deve aprender algumas lições importantes.

Deus usa as experiências da antiga Israel, como registrado nas Escrituras, para ajudar toda a humanidade, inclusive os próprios israelitas, a entender como é fácil sucumbir ao pecado. Eventualmente, todas as nações estão destinadas a compreender por que o pecado é tão terrível e por isso é necessário muito mais do que o esforço humano para removê-lo do coração.

Na Aliança do Sinai com a antiga Israel, Deus definiu, de forma abrangente e permanente, os fundamentos do comportamento justo. Mas o fato de receberem o conhecimento das leis de Deus não colocaria automaticamente a justiça em seus corações e mentes.

A transformação necessária ocorre apenas naqueles que recebem a ajuda espiritual adicional através do dom do Espírito Santo. Para receber o Espírito de Deus, primeiro a pessoa deve ser chamada por Deus (João 6:44, 65) e se arrepender ou afastar-se verdadeiramente do pecado (Atos 2:38). Deus não havia disponibilizado totalmente o Seu Espírito até que Jesus Cristo foi crucificado e ressuscitado para que pudesse servir como o Mediador da Nova Aliança.

Uma vez que o pecado entrou em cena no Jardim do Éden, Deus optou por atrasar a disponibilidade de Seu Espírito para a humanidade — exceto para alguns poucos que Ele usou como Seus servos e profetas especiais — até depois da morte de Jesus Cristo, no tempo em que Ele se tornou o Redentor da humanidade.

Por isso é que os papéis sacrificial e sacerdotal de Cristo nessa "superior aliança", que possibilitam o perdão dos pecados e o dom precioso do Espírito Santo são tão vitais.

Estas adições são as melhorias de importância fundamental para a Antiga Aliança, que Deus fez com o povo da antiga Israel. Elas vão permitir aos seus descendentes, que serão trazidos de volta para a Terra Santa por Jesus Cristo no Seu retorno (Jeremias 23:5-8), terem um relacionamento pessoal com Deus, o qual somente alguns de seus antepassados ​​já experimentaram.

Deus promete o seguinte para esse tempo: "Esta é a aliança que farei com a comunidade de Israel depois daqueles dias”, declara o Senhor. “Porei minhas leis em sua mente e as escreverei em seu coração. Serei o seu Deus, e eles serão o meu povo. Ninguém mais ensinará o seu próximo, nem o seu irmão, dizendo: “Conheça o Senhor”, porque todos eles me conhecerão, desde o menor até o maior. Porque eu lhes perdoarei a maldade e não me lembrarei mais dos seus pecados. Chamando “nova” esta aliança, ele tornou antiquada a primeira; e o que se torna antiquado e envelhecido está a ponto de desaparecer" (Hebreus 8:10-13, NVI).

Esta passagem está citando a promessa de Deus de uma Nova Aliança como entregue em Jeremias 31:31-34. Apenas algumas décadas depois de Jesus Cristo ter sido crucificado, e não muito tempo depois destas palavras terem sido escritas, o templo de Jerusalém foi destruído em 70 d.C. e todo o sistema cerimonial e sacrificial ligado a ele chegou ao fim. A Antiga Aliança realmente se tornou obsoleta.

Uma vez que o sacrifício de Cristo teve lugar, essas cerimônias do templo e os rituais simplesmente não eram mais necessários. Mas, como Hebreus 8:10-13 nos diz claramente, as leis espirituais que Deus havia incluído na Aliança do Sinai não foram extintas. Agora, com o Espírito de Deus já disponível, os princípios do amor que a lei expressa de forma tão eloquente podem finalmente ser escritos nos corações de todos os que se arrependam de transgredi-los.

Essa é a promessa central da Nova Aliança.