O Juíz Está À Porta

Este sermão nos desafia a examinar se os anos na Igreja de Deus produziram verdadeira mudança espiritual. Cristo ensina que a justiça de Deus alcança o coração, exigindo misericórdia, perdão, humildade e mansidão, em vez de julgarmos os outros com justiça própria. Como o julgamento já começou pelo povo de Deus e a volta de Cristo se aproxima, precisamos urgentemente examinar a nós mesmos, vencer atitudes críticas, perdoar os outros e usar o tempo que nos resta para nos tornarmos mais semelhantes a Jesus Cristo.

Transcrição

Bom dia o boa tarde queridos irmãos aqui é Jorge Campos.

O tempo passou sem que realmente tenhamos mudado?

Irmãos, hoje tenho uma pergunta que cada um de nós precisa de fazer individualmente a si mesmo? e com muita  seriedade: quanto que eu realmente mudei?

A pergunta não é: a quanto tempo estou na igreja? Não é quanto da verdade eu conheço? Não é quantos sermões eu já ouvi? E a pergunta não é quantas festas dos tabernáculos já observei? Mas a pergunta é quanto que eu realmente mudei?

Será que realmente mudamos? O juiz está a porta e esse é o meu tema hoje, irmãos e podemos estar na igreja a dez anos, ou 20, ou 30, 40, ou 50 anos e tornamo-nos muito familiarizados com a verdade de Deus.

Podemos conhecer toda a doutrina, podemos conhecer o erro da pessoa quando se desvia da doutrina, podemos nos tornar muito bons em perceber onde a outra pessoa está errada, mas será que nos tornamos mais semelhantes a JC?

Somos mais misericordiosos?? Somos mais pacientes?? Estamos mais dispostos a perdoar? Somos menos críticos? Ou nos ofendemos com facilidade? Somos menos desconfiados das motivações dos outros? Estamos mais dispostos a revelar a ofensa do outro? Estamos mais dispostos a perdoar? Estamos dispostos a reconhecer as nossas próprias falhas?

Irmãos, o tempo por si só não produz crescimento espiritual, podemos deixar os anos passarem enquanto as mesmas atitudes continuam dentro de nós e isso irmãos nos devem preocupar e por que?

Porque não temos tempo ilimitado e em TG 5:9 vemos: “irmãos, não vos queixeis uns contra os outros para que não sejais condenados, eis que o juiz está a porta”

Observe o contexto: não vos queixeis uns contra os outros, por que irmãos? Porque o juiz está à porta sendo isso que quero que pensemos: O JUIZ ESTÁ À PORTA.

Portanto esta não é a atenção principalmente no que está errado com os outros, não, este não é o tempo, mas a pergunta deve ser o que Jesus Cristo vê quando Ele me julga??

Irmãos, vocês sabem que um dos grandes temas do sermão do monte é a justiça do reino de Deus: buscai a justiça do reino de Deus.

Cristo mostra repetidamente que a justiça do reino de Deus vai simplesmente de obedecer a letra externa da lei, em essência JC diz: vocês ouviram o que foi dito, Eu, porém, vos digo.

Sim, Cristo vai ao coração, o homicídio começa com o ódio, o adultério começa com a cobiça, a atividade religiosa pode se transformar em uma hipocrisia, dar pode ser feito para ser visto pelos homens, a oração pode ser feita para impressionar as outras pessoas, o jejum pode ser transformado em justiça própria, a auto justiça.

Irmãos, Cristo está nos mostrando a diferença entre justiça , de Deus e a justiça própria do homem e em MT 5:6, no meio das bem aventuranças, lemos: “bem aventurados os que tem fome e sede de justiça porque eles serão fartos”

Devemos de ter fome e sede da justiça de Deus, não é da nossa própria auto justiça, não é de provar que estamos certos ou corretos, não é de demonstrar que a outra pessoa está errada, mas nos tornarmos justos conforme Deus define a justiça.

Então, depois de falar sobre dar, orar, jejuar, materialismo, ansiedade e buscar primeiro o reino de Deus e a sua justiça então JC chega a MT 7 onde diz nos vs.1-2: “não julgueis para que não sejais julgados porque com o juízo que julgares sereis julgados e como medida que tiveres medido vos tornarão a medir”

Irmãos, deve chamar a nossa atenção porque a situação deixa de ser como estou olhando para a outra pessoa e então passa a ser como Deus está a olhar para mim e para você como Ele vai julgar e observe bem, irmãos que nós já estamos sobre julgamento, e as vezes, pensamos que o julgamento seja algo que será muito no futuro, mas para o povo de Deus, para a igreja de Deus, para nós na igreja de Deus o julgamento está acontecendo agora!

Em 1 PE 4:17 diz: porque já é tempo que comece o julgamento pela casa de Deus e se primeiro começa por nós qual será o fim dos que são desobedientes ao evangelho de Deus?”

Observe: já é tempo, não diz simplesmente: um dia chegará o tempo, o julgamento começa conosco e Deus está nos examinando agora, tanto a você como a mim agora.

 Ele, Deus, está a ver como reagirmos a correção, Ele vê como tratamos o nosso marido e a nossa esposa, sim, Deus está a ver como falamos de outro membro da igreja, como falamos em privado? E ainda pior em público.

Deus está a ver se guardamos ressentimentos, Deus está ver se perdoamos, Ele vê se silenciosamente estamos a nutrir um ressentimento contra alguém. Deus está a ver se atribuímos motivações quando na realidade não conhecemos as suas motivações.

Estamos a atribuir motivações a pessoas quando na realidade não sabemos?? O coração deles; ou em outras palavras, Deus está vendo se estamos anos tornar mais semelhantes ao Filho.

Então isso faz com que MT 7 seja muito mais sério quando Cristo diz: não julgueis para que não sejais julgados está falando conosco diante Dele agora e precisamos, irmãos , da justiça de Deus porque nós não temos justiça própria ao qual possamos nos gloriar.

Paulo deixa isso bem claro em RM 4:3 que diz: “pois o que diz a escritura? Creu Abraão em Deus e isso lhe foi imputado como justiça”

E depois nos vs.7-8: “bem aventurados aqueles cujas maldades são perdoadas e cujos pecados são cobertos, bem aventurado o homem a quem o Senhor não imputa o pecado”

Irmãos? Pense nisso? Pense bem? Por que você pode comparecer diante de Deus? por que você nunca pecou? Não? Porque somos melhores de quem está assentada ao nosso lado ou trabalhando ao nosso lado no nosso emprego?

Não! Irmãos, nós podemos comparecer diante de Deus porque Ele nos perdoou, como? Pelo meio do sacrifício de Jesus Cristo.

A nossa posição diante de Deus depende da misericórdia de Deus e por causa disso nós devemos de ser misericordiosos e uma pessoa que compreende profundamente o quanto foi perdoada deveria ser muito mais lenta em condenar outra pessoa.

E Cristo faz uma ligação extraordinária entre receber perdão e conceder perdão, as pessoas perdoadas precisam se tornar pessoas que perdoam imediatamente após Cristo apresentar a oração modelo; Cristo diz em MT 6:14-15: “porque se perdoares aos homens as suas ofensas também vosso pai celestial vos perdoará avós, se, porém, também não perdoares aos homens as suas ofensas também vosso Pai também vos perdoará as vossas ofensas”

Irmãos, isso não significa que não merecemos o perdão de Deus por perdoarmos aos outros, o perdão é possível por causa do perdão de JC e da graça de Deus, mas Deus não permitirá que recebamos continuamente a Sua misericórdia enquanto deliberadamente recusamos estender misericórdia aos outros.

Vou repetir: mas Deus não permitirá que recebamos continuamente a Sua misericórdia enquanto deliberadamente recusamos estender misericórdia aos outros.

Pense nisto, irmãos, nós oramos e chegamos diante de Deus e dizemos: Pai, perdoa-me e Deus diz: e quanto perdoas a teu irmão?

Então dizemos: mas o que ele fez foi errado e Deus diz: sim, talvez tenha sido e depois uma pessoa diz: mas ela me magoou, machucou, sim, talvez tenha magoado e machucado você, mas Tu não entendes o que aconteceu?

Sim, Deus entende perfeitamente, mesmo assim Deus diz assim: perdoa, por que? Porque o perdão faz parte do caráter de Deus que está desenvolvendo em nós.

A pessoa que continuamente recebe a misericórdia de Deus, mas se recusa a demonstrar misericórdia aos outros não compreendeu a magnitude da misericórdia que essa própria pessoa recebeu de Deus o que significa não julgueis.

Precisamos de ter cuidado aqui, irmãos, Cristo não está aqui a dizer que os cristãos devem abandonar o discernimento e precisamos distinguir o certo do errado.

Em HB 5:14 lemos: “o mantimento sólido é para os perfeitos os quais em razão do costume tem os sentidos exercitados para discernir tanto o bem como o mal”

Os cristãos maduros têm os sentidos exercitados para discernir tanto o bem como o mal; a Bíblia também estabelece julgamento e autoridade legítima como por ex. em DT 1:16 Moisés instruiu aos juízes dizendo: ouvi a causa dos vossos irmãos e julgai justamente”

Portanto o julgamento bíblico pode envolver vários conceitos diferentes, sim, existe o discernimento que é o determinar o que é o certo e o errado, existe o julgamento autorizado quando Deus dá a alguém a responsabilidade de tomar uma decisão, mas existe outro tipo de julgamento, irmãos, que é a condenação.

Assumir a posição de Deus quanto ao coração da outra pessoa e sua condição final diante de Deus isso é uma condenação, é aí que entramos em território perigoso.

Em TG 4:11-12 lemos: “irmãos, não faleis mal uns dos outros, quem fala mal de um irmão e julga a seu irmão fala mal da lei e julga a lei, se tu julgas a lei , já não és observador da lei, mas juiz, há só um legislador que pode salvar e instruir, tu, porém, quem és que julgas o outro?

Irmãos,  como lemos aqui: não falemos mal uns dos outros, há só um legislador que pode salvar e instruir, tu, porém, quem és que julgas os outros?

Existe um legislador e um juiz supremo e não sou eu e não é você, e por que? Porque não conhecemos o coração das pessoas; e por isso que é aqui que muitas pessoas podem entrar em sérias dificuldades espirituais.

Há uma pessoa, alguém, que faz uma coisa, nós não limitamos a avaliar a ação e começamos a construir uma motivação: ele fez isso porque....ou ela fez aquilo  porque...e eu sei exatamente o que está tentando fazer! Está a construir uma motivação; ou ela não se importa ou ele é arrogante, ela está com ciúmes, ele está tentando me prejudicar e como é que sabemos isso??

Podemos saber, sim, o que alguém fez, ou o que alguém disse, mas geralmente não sabemos tudo o que aconteceu dentre da mente daquela pessoa e só Deus sabe.

A suspeita pode ser o primeiro passo para a acusação e então esta suspeita construindo esta motivação se transforma em uma conclusão e essa conclusão se transforma em um julgamento e finalmente podemos ficar completamente convencidos do que aconteceu no coração da outra pessoa, mas não conhecemos e sim Deus conhece!

Paulo nos dá uma advertência muito séria em RM 2:1-3: “portanto, és inexcusável que julgues a um homem , a quem quer que seja, porque te condenas a ti mesmo naquilo em que julgas ao outro, pois, tu que julgas, fazes o mesmo e bem sabemos que o juízo de Deus é segundo a verdade sobre os que tais coisas fazem”

“e, tu, ó homem, que julgas os que fazem tais coisas, cuidas que fazendo tu escaparás do juízo de Deus?”

Portanto, és inexcusável quando julgas, ó homem.

Quando apontamos para os pecados e falhas dos outros, precisamos de ter muito cuidado para não ignorar as mesmas atitudes semelhantes em nossa própria vida.

É fácil perceber orgulho n outra pessoa, mas é difícil perceber o nosso próprio orgulho, é fácil perceber quando outra pessoa está sendo crítica, mas é mais difícil quando nós estamos sendo críticos.

É fácil dizer: ele é muito julgador, mas ao dizer isso, talvez,  nós mesmos estejamos julgando; é fácil dizer: ela não demonstra amor? Mas qual é a atitude que estamos demonstrando com essa pessoa? Para com ela?

Por isso precisamos voltar continuamente à pergunta para nós mesmos? Ora, então, quem está qualificado para julgar o coração? E Paulo compreendia bem esta questão e em 1 CO 4:3-5 diz assim: “todavia, a mim, se dá muito pouco ser julgado por vós ou por algum juízo humano nem eu tão pouco a mim mesmo me julgo porque em nada me sinto culpado, mas nem por isso me considero justificado, pois, quem me julga é o Senhor, portanto, nada julgueis antes do tempo até que o Senhor venha O qual também trará as coisas ocultas das trevas e investigará os desígnios dos corações então cada um receberá de Deus o louvor”

Aqui Paulo demonstra que ele nem se quer confiava completamente na sua própria avaliação dele mesmo! ele está a dizer em essência que mesmo não tendo algo de consciência contra si isso não o justificava porque quem julga é o Senhor.

Então, Paulo diz: nada julgueis antes do tempo até que o Senhor venha, por que? Porque quando o Cristo vier Ele trará à luz as coisas ocultas das trevas e manifestará os desígnios dos corações e nós não podemos fazer isso, mas Cristo pode.

Nós não conhecemos plenamente os motivos do coração, mas Cristo conhece, nós não conhecemos todas as circunstâncias, mas Cristo conhece, nós não conhecemos toda a estória de uma pessoa, mas Cristo conhece e quando ele julgar o seu julgamento será perfeitamente justo.

Vejam em RM 12:19: “não vos vingueis a vós mesmos amados, mas dai lugar a ira porque está escrito: Minha é a vingança Eu recompensarei, diz o Senhor”

Não precisamos de assumir a responsabilidade de executar a retribuição de Deus, Deus sabe exatamente como e quando lidar com cada situação, o julgamento de Deus não é influenciado pelo ego, pelo ressentimento, não é influenciado por informação incompleta ou influenciado por favoritismo.

O julgamento de Deus é perfeitamente justo e por isso irmãos precisamos lembrar todos nós compareceremos diante do juiz.

Em RM 14:10 lemos: mas, tu, por que julgas teu irmão ou, tu, também por que desprezas o teu irmão? Pois todos havemos de comparecer ante o tribunal de Cristo.

Observe duas coisas aqui: julgar e desprezar, podemos olhar para alguém e considerá-lo espiritualmente inferior, podemos pensar: ó, eu, jamais faria isso! Como ele pode ser assim? Ou, cala-te, devia saber melhor!

Mas Paulo imediatamente nos lembra: todos havemos de comparecer ante o tribunal de Cristo e Cristo explica isso em JO 5:22: “e também o pai a ninguém julga, mas deu ao Filho todo o juízo”

Jesus Cristo recebeu a autoridade do Pai para julgar, portanto, quando falamos do julgamento de Deus precisamos compreender que comparecemos diante de Jesus Cristo que é o Nosso Salvador, que é o nosso Sumo Sacerdote, que  JC é o nosso irmão mais velho, mas JC também é o nosso juiz.

Em RM 14:12-13: “de maneira que cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus, assim, não mais nos julguemos uns aos outros antes seja o nosso propósito de não por tropeço ou escândalo ao irmão”

Veja onde Paulo coloca a atenção: não está a falar na falha do irmão, mas Paulo está colocando e enfatizando que quando fazemos isso estamos colocando uma pedra de tropeço diante do irmão.

Vocês ou eu estão contribuindo para o crescimento do irmão? Ou estou tornando a caminhada desse irmão mais difícil? E precisamos de pensar nisso??

Irmãos, precisamos lembrar de que todos somos imperfeitos e Cristo por isso nos dá outra advertência muito séria em MT 18:6: “mas qualquer que escandalizar um destes pequeninos que creem em MIM melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço um mó de azenha e se submergisse na profundeza do mar”

Aqui fala Jesus Cristo se estamos a fazer a tropeçar um dos pequeninos, uma das pessoas que acabaram de entrar na igreja com suas dificuldades, creem Nele, Cristo está a dizer para nós que fosse melhor uma pedra de moinho pendurada ao pescoço daquela pessoa que está causar aquele problema a esse irmão.

E assim vemos a sinceridade que Deus considera a nossa influência sobre as outras pessoas porque se estamos a fazer ou causar um irmão pequenino que entrou na igreja recentemente pela nossa ação e da maneira de falar com ele ou de atuar com ele, Jesus Cristo está a dizer: se estamos a machucar a esse irmão seria melhor que uma pedra de moinho fosse pendurada no pescoço daquela pessoa que está a magoar o irmão pequenino, novo na fé e que foi chamado por Deus, sim, imperfeito, mas todos somos imperfeitos.

Isso assim demonstra, irmãos,  a seriedade com que Deus considera a nossa influência sobre as outras pessoas, não quer dizer que nunca haverá ofensas  onde no v.7 de MT 18 diz: “ai do mundo por causa dos escândalos porque é mister que venham as ofensas, mas ai daquele homem por quem aquele escândalo vem”

Irmãos, vivemos entre seres humanos que somos imperfeitos por isso precisamos de esperar imperfeições dos outros que estão a fazer coisas imperfeitas para nós, precisamos de esperar que alguém diga algo de errado a nós, precisamos esperar mal entendidos, precisamos de esperar diferenças de personalidades, precisamos de esperar fraquezas, esperar que outras pessoas assim como nós ainda estão crescendo.

Irmãos, isso não significa que podemos fechar os olhos ao pecado, isso não significa chamar mal de bem, isso não significa abandonar o discernimento, mas simplesmente significa que não podemos esperar perfeição das outras pessoas enquanto ainda nós mesmos somos imperfeitos.

Então Cristo nos dá uma das instruções mais memoráveis no sermão do monte e essa é em MT 7:3-5: “e por que reparar tu no argueiro que está no olho do teu irmão e não vês a trave que está no teu olho? Ou dirás ao teu irmão: deixa-me tirar o argueiro do teu olho e eis que tens uma trave no teu olho? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho e então verás claramente tirar o argueiro do olho do teu irmão”

Pense nesta imagem, irmãos, aqui temos uma pessoa com uma enorme trave saindo do seu olho e essa pessoa está tentando realizar uma delicada cirurgia no olho do irmão e Cristo diz: hipócrita; Cristo diz: tira primeiro a trave do teu olho e então somente depois de fazeres isso cuidarás em tirar o argueiro do olho do teu irmão.

Notem bem que Cristo não diz que o argueiro não existe, o outro irmão talvez tenha um problema, talvez realmente precise de ajuda, mas Cristo diz primeiro examina-te a ti mesmo.

Talvez o nosso próprio problema seja maior do que aquele que estamos tentando corrigir, Cristo desenvolve este mesmo princípio em LC 18:9 e essa é a parábola do fariseu e do publicano e diz assim: “e disse assim também esta parábola: a uns confiavam em si mesmos querendo que eram justos e desprezavam os outros”

Aqui está o perigo, irmãos,  a auto justiça produz desprezo pelos outros, o problema é que não vemos essa auto justiça porque é como se fosse uma trave, não vemos a auto justiça em nós mesmos.

E vemos aqui no v.11: “o fariseu estava em pé e orava consigo mesmo desta maneira: ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens pecadores, injustos e adúlteros nem  como este publicano”

O fariseu estava diante de Deus, mas a sua atenção estava sobre o pecado dos outros, estava orando, mas comparando a sua justiça com a dos outros.

O publicano, por outro lado, nem sequer levantava os olhos ao céu ele simplesmente dizia no v.13: “vê se aqui o publicano longe nem ainda queria levantar os olhos ao céu, mas batia no peito dizendo: ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador”

E Cristo diz no v.14: “digo-vos que este desceu justificado para sua casa e não aquele”

Acho que isto é fazer a nós pensar? Não é? O homem que via claramente os pecados dos outros não estava vendo corretamente a si próprio e o homem que reconhecia o seu próprio pecado recebeu misericórdia!

Como devemos ajudar alguém que está errado? Então como podemos ajudar a essa pessoa? Então, devemos simplesmente ignorar alguém que está caminhando para o pecado? Não!

Em GL 6:1 diz: “irmãos, se algum homem chegar a ser surpreendido em alguma ofensa vós que sois espirituais encaminhai o tal com espírito de mansidão olhando por ti mesmo que não sejas também tentado”

Observe: encaminhai o tal, restaurem, o objetivo não é condenar, mas o objetivo é restaurar e como? Com mansidão; não com superioridade, não com arrogância, não dizendo: como você pode fazer uma coisa dessas? Mas com a compreensão de que eu também sou fraco e preciso da misericórdia de Deus e eu também poderia ser tentado.

A pessoa verdadeiramente espiritual não sente prazer em descobrir os pecados dos outros, mas deseja ajudar aquela pessoa para voltar para o caminho da vida.

Lembrem-se bem disso: a pessoa realmente espiritual não sente prazer em descobrir e declarar e a dizer a todo o mundo os pecados do outro, mas deseja ajudar aquela pessoa a voltar ao caminho da vida.

Irmãos, eu comecei com uma pergunta: quanto é que eu realmente mudei? Estamos na igreja a anos, alguns de nós a décadas, já ouvimos centenas ou talvez milhares de sermões, já guardamos centenas de Sábados, temos observado os dias de Deus ano após ano, temos orado, temos jejuado, temos estudado a palavra de Deus, mas será que mudamos? Somos mais misericordiosos do que éramos a cinco anos? Somos mais pacientes? Perdoamos mais? Ofendemo-nos com menos facilidade? Somos menos desconfiados das motivações das outras pessoas? Somos menos inclinados a criticar? Perdoamos mais rapidamente? Somos mais mansos quando alguém está passando por dificuldades? Estamos nos tornando mais semelhantes a Jesus Cristo? Essa é a pergunta: estamos nos tornando mais semelhantes a Jesus Cristo?

Porque, irmãos, o tempo por si só não nos converte, simplesmente passar mais um ano na Igreja de Deus não nos torna automaticamente mais justos.

Podemos envelhecer na igreja sem necessariamente crescer espiritualmente e isso devia nos preocupar, é aqui que esta mensagem se torna urgente, irmãos, não temos ilimitado tempo para mudar, o tempo é curto, a vinda de Cristo está perto.

Em RM 13:11: “e isto digo, conhecendo o tempo que já é hora de despertarmos do sono porque a nossa salvação está agora mais perto de nós do que quando aceitamos a fé”

A nossa salvação está hoje mais próxima do que quando fomos chamados, mas o nosso julgamento também está, cada dia que passa se aproxima um dia mais de momento  em que compareceremos diante de Cristo; o juiz está à porta.

E agora que nos aproximamos das festa das trombetas isto torna-se uma coisa pessoal porque à medida que nos aproximamos da festa das trombetas isto então se torna muito significativo.

Porque as trombetas nos lembra que Cristo está voltando, ora, essas notícias são maravilhosas, trazer um mundo em paz, um maravilhoso mundo do amanhã, mas a volta de Cristo não é simplesmente um acontecimento profético em que colocamos num gráfico e estamos a ver as coisas no gráfico, mas a realidade é o momento em que nós vamos nos encontrar com Jesus Cristo.

O Cristo a quem adoramos é também aquele diante de quem compareceremos, portanto, a pergunta  não é aquela outra pessoa, a pergunta é: como eu estou pronto, digno e perante em pé diante de Cristo.

Eu tenho seguido e isto é uma pergunta a liderança do Espírito de Deus? e através dessa liderança, seguindo essa liderança, tenho mudado como penso em relação as outras pessoas?

Tenho mudado realmente quando sou ofendido? Tenho mudado quando falo de alguém que me decepcionou? Eu tenho seguido a liderança do Espírito de Deus e mudado a minha disposição par perdoar?

Eu me tornei mais manso? Eu me tornei mais paciente? Mais misericordioso? Mais semelhante a Jesus Cristo? Se não, não devemos de ficar desanimados, mas devemos ficar suficientemente preocupados para agir!

Porque ainda há tempo, mas o tempo não é ilimitado.

Irmãos, Cristo está à porta e está vindo e o nosso julgamento está acontecendo agora, portanto, em vez de perder tempo e gastar tempo, o tempo que nos resta, medindo a falha dos outros precisamos de permitir que Deus nos mostre o nosso próprio coração.

Precisamos de ter fome e sede da justiça de Deus e não buscar a nossa própria auto justiça, precisamos de perdoar porque  desesperadamente precisamos de perdão; mostremos misericórdia aos outros porque desesperadamente precisamos de misericórdia, restauremos os fracos com mansidão porque nós também somos fracos e usemos o tempo que Deus nos dá, o tempo que ainda temos e que nos está dando para verdadeiramente mudarmos e assim quando JC voltar e estivermos no seu tribunal não sejam as pessoas que conheçam a verdade, mas que sejamos pessoas que permitiram que a verdade nos transformasse.

Jorge and his wife Kathy serve the Dallas (TX) and Lawton (OK) congregations. Jorge was born in Portuguese East Africa, now Mozambique, and also lived and served the Church in South Africa. He is also responsible for God’s Work in the Portuguese language, and has been visiting Portugal, Brazil and Angola at least once a year. Kathy was born in Pennsylvania and also served for a number of years in South Africa. They are the proud parents of five children, with 12 grandchildren and live in Allen, north of Dallas (TX).