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O Impacto do Coronavírus na Economia Mundial

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O Impacto do Coronavírus na Economia Mundial

Águas inexploradas. Nunca antes visto. Recorde de mortes. Sem precedentes. Cataclísmico. Horrível.

Em algum momento, os adjetivos acabam.

É difícil saber exatamente como descrever a situação econômica pós-coronavírus ou saber por onde começar. Essa tragédia é muito grande e tem muitos tentáculos. Ninguém sabe realmente a destruição perpetrada até agora, após o fechamento generalizado e prolongado de milhões de empresas.

Ainda há muitas perguntas no ar — dúvidas que estão na mente de milhões de pessoas em todo o mundo, principalmente nos Estados Unidos e no Brasil.

• A economia vai se recuperar? Em caso afirmativo, quanto tempo pode demorar?

• Será necessário mais estímulo do governo?

• Após o novo normal, será que conseguiremos voltar ao antigo normal?

• Quais serão as consequências políticas para as eleições?

• Os Estados Unidos, Brasil e outras nações cometeram algum tipo de suicídio econômico?

Uma coisa é certa: as pessoas que dizem saber o que acontecerá com a economia — sejam ou não "especialistas"— na verdade, não sabem. Todos estão especulando ou dando palpites. As coisas não se recuperam da noite para o dia. Uma casa queimada (pelo menos parcialmente) não pode ser restaurada instantânea e magicamente.

Enquete em um subúrbio dos Estados Unidos

Nos últimos três meses, eu fiz um trabalho em uma empresa de serviço de entrega de comida. Interagi com milhares de pessoas afetadas de várias maneiras pela pandemia desse novo coronavírus. Todo mundo tinha uma história para contar, então eu fiz muitas perguntas. Realizei inúmeras entrevistas dinâmicas e pesquisas informais.

Nas primeiras semanas do shutdown, estimo que cerca de 40% das pessoas que entrevistei disseram que foram demitidas de seus empregos.

Um funcionário de um hotel, que faz parte de uma grande cadeia, disse que estavam apenas com uma taxa de ocupação de três por cento. Isso é praticamente zero. Vários hotéis tiveram que fechar andares inteiros.

Outro funcionário desse hotel me disse que noventa funcionários haviam sido demitidos de apenas um hotel da rede no subúrbio.

A maioria das pessoas com quem falei tinha medo, preocupação e incerteza no olhar.

As pessoas estão no limite. A fome e a insegurança alimentar se tornaram um problema real para alguns. Nas cidades de todo o país, famílias em carros esperavam em filas, que se estendiam por quilômetros, para receber comida em bancos de alimentos. Como pai de três filhos pequenos, fico imaginando o que poderia estar acontecendo em cada um desses carros — choro, dúvidas, impaciência, perplexidade e ansiedade — enquanto crianças famintas esperavam horas em uma fila lenta para ter acesso à comida.

Altas taxas de desemprego

Nunca antes tantas pessoas em todo o mundo ficaram sem trabalho tão rapidamente. Após uma taxa recorde de desemprego nos Estados Unidos no início do ano, em apenas dois meses, trinta e seis milhões de norte-americanos entraram com pedidos de seguro-desemprego. Essa estatística é quase impossível de compreender.

No início de maio, uma manchete mostrou um retrato preocupante da rapidez com que a economia norte-americana entrou em colapso, declarando: "O Relatório de Empregos de Sexta-Feira Será um Retrato do Desastre".

O artigo asseverava: "Se o consenso previsto pelos analistas — que os empregadores cortariam vinte e dois milhões de empregados de suas folhas de pagamento — estiver correto, haverá um retrocesso de dez anos de crescimento no emprego em um único mês. Após a última recessão, a expansão foi lenta, demorada e nefasta para a vida de milhões de pessoas. Mas os Estados Unidos finalmente haviam se recuperado. Mas agora, em um único mês, essa taxa de progresso de uma década...desapareceu. Esses números podem parecer meras e impessoais estatísticas, mas por detrás disso estão as histórias individuais e distintas de milhões de pessoas” (The New York Times, Neil Irwin, 7 de maio de 2020, grifo nosso).

E havia aqueles trabalhadores que não conseguiram solicitar o seguro-desemprego devido a problemas na documentação:

“As agências de benefícios de seguro-desemprego estão sobrecarregadas por novos solicitantes, e, provavelmente, até mesmo esse número [36 milhões] pode estar sendo subestimado. Um relatório do Instituto de Política Econômica publicado no mês passado [abril] descobriu que, para cada dez pessoas que solicitam o seguro-desemprego, três a quatro não conseguem ser aprovadas pelo sistema, e outras duas em cada dez disseram que o processo era muito complicado e não valia a pena tentar” (“Como O Sistema de Seguro-Desemprego Está Dificultando a Vida dos Trabalhadores em Todo o País”, Colin Letcher e Mia Sato, The Markup, 7 de maio de 2020).

Esse foi o caso de uma mulher com quem conversei há algumas semanas. Ela foi demitida de uma creche, mas não conseguiu solicitar ao seguro-desemprego — o site ficava travando e as linhas telefônicas estavam ocupadas. Ela tentou por uma semana, mas sem sucesso. Talvez ela tenha conseguido depois disso. Espero que sim.

Felizmente, o relatório de empregos no início de junho foi mais promissor do que muitos pensavam. Houve um incremento de dois milhões e meio de empregos, principalmente em redes de restaurantes. Mas o desemprego continua terrivelmente alto. Esse é o novo normal da economia para as pessoas. E quanto às empresas?

Falências de empresas

Embora o Programa de Financiamento à Folha de Pagamento do governo federal dos Estados Unidos ajudou a aliviar um pouco desse sofrimento, o cenário é sombrio para as empresas norte-americanas. Muitas empresas não tinham condições de perder de dois a três meses de renda.

Uma pesquisa no início de maio mostrou que 52% das pequenas empresas nos Estados Unidos preveem falir em seis meses: “Novas pesquisas divulgadas hoje pela SHRM (Sociedade de Gerenciamento de Recursos Humanos) alertam que a situação das pequenas empresas pode estar de mal a pior já que 52% delas acreditam que estarão fora do mercado dentro de seis meses. A pesquisa...identifica dificuldades econômicas significativas e generalizadas — como demissões e perda de receita” (“A Pandemia da Covid-19 Pode Causar o Fechamento da Maioria das Pequenas Empresas”, comunicado à imprensa da revista de negócios e finanças Business Wire, 6 de maio de 2020).

E algumas das empresas sobreviventes não planejam recontratar todos os trabalhadores que tiveram que demitir. Um novo estudo revela uma realidade preocupante para os trabalhadores que pensavam que retornariam a seus empregos após o fim da pandemia:

"De todas as pequenas e médias empresas que foram forçadas a fechar durante a pandemia de coronavírus, mais da metade dos proprietários pesquisados pelo Facebook disseram que não vão recontratar os mesmos trabalhadores que tinham antes da crise...O Facebook disse que entrevistou oitenta e seis mil pequenos e médios empresários, além de gerentes e funcionários...

“O relatório destaca o duradouro impacto econômico do coronavírus e o efeito notadamente terrível sobre as pequenas empresas, que não têm o mesmo nível de acesso à capitalização de recursos que as grandes empresas costumam ter” (“O Coronavírus Destrói as Pequenas Empresas: Um Terço Não Reabrirá e 55% Não Recontratarão Os Trabalhadores Que Demitiram, Segundo Pesquisa do Facebook”, Lauren Feiner,  canal de TV CNBC, 18 de maio de 2020).

Demissões e bancarrotas

E não são apenas os negócios de família que estão sendo atingidos. No fim de abril, a Google reduziu pela metade o orçamento de marketing e paralisou a contratação de funcionários em tempo integral.

Diversas outras grandes empresas anunciaram mudanças drásticas. O serviço online de hospedagem Airbnb anunciou a demissão de 25% de sua equipe. "Este é um sinal ameaçador para a economia desta era de tecnologia. Brian Chesky, fundador e CEO da empresa, disse à equipe... que a receita da empresa seria reduzida pela metade e que demitiria cerca de 1.900 de seus 7.500 funcionários" ("As Demissões Na Airbnb Lançam Uma Sombra Sobre O Vale do Silício”, Theodore Schleifer, Vox, 5 de maio de 2020).

O Uber “também está em processo de demissões que poderão representar cerca de 20% de sua equipe. A transportadora Lyft já demitiu cerca de 17% de sua força de trabalho” (ibid.).

No início de maio, a varejista de roupas J. Crew anunciou um pedido de falência, seguido pouco depois pelas cadeias norte-americanas de lojas de departamento Neiman Marcus, J.C. Penney e Tuesday Morning. Se esse tipo de medida está sendo adotada por algumas das maiores empresas dos Estados Unidos, quantas pequenas e médias empresas vão conseguir sobreviver?

Poderíamos apontar muitos outros exemplos, pois isso é apenas a ponta do iceberg. O cenário geral é preocupante. Os Estados Unidos e o resto do mundo têm pela frente um longo caminho de recuperação. Tempos difíceis estão a nossa frente. Mas ainda há esperança.

As previsões de Deus

Ninguém sabe exatamente o que acontecerá com a economia nacional e global nas próximas semanas e meses. Mas enquanto economistas e especialistas fazem suas previsões técnicas, Deus, que governa todo o universo, emitiu Suas próprias “previsões” — que não são suposições, mas profecias infalíveis, que Ele fará com que se cumpram por meio de Seu infinito poder!

Por meio de Sua Palavra, a Bíblia, Deus revela o que está por vir a este mundo, inclusive e especificamente aos Estados Unidos da América e outras nações de língua inglesa. As promessas e as profecias bíblicas, até algumas já cumpridas, descrevem um cenário inspirador, sóbrio e, finalmente, esperançoso do futuro dos Estados Unidos e de toda a humanidade.

Nestes tempos de incerteza, você pode aprender a verdade sobre o futuro, pois está revelado nas páginas da Bíblia. O fato de saber a identidade dos Estados Unidos na profecia e entender por que esse país tem desempenhado um papel tão importante na economia global, abre as portas de um conhecimento que mudará para sempre a forma como você vê o mundo, e até seu próprio futuro.

Saiba o que Deus tem a dizer sobre esses assuntos, mantenha-se firme na direção que Ele apontar para você e assim Ele o levará a alcançar o melhor resultado possível.