Saia do Mundo

Mas Não Traga o Mundo com Você

Deus chama-nos a sair deste mundo, não apenas para mudarmos as nossas crenças, mas para transformarmos o nosso caráter. Devemos abandonar os desejos mundanos, as conversas impróprias, a maledicência, o orgulho e o espírito excessivamente crítico, substituindo-os pela humildade, paciência, perdão e misericórdia. Através do Espírito Santo de Deus, devemos revestir-nos do novo homem.

Transcrição

Bom dia ou boa tarde queridos irmão aqui é Jorge Campos.

Os israelitas saíram do Egito, mas eles levaram o Egito com eles, eles levaram com eles a maneira de pensar dos egípcios, eles levaram seus ensinamentos pagãos, os seus desejos, os seus valores, e as suas influências.

Vejam em SL 106:8 diz assim: “não obstante Deus salvou pelo Seu nome para conhecer o Seu poder, repreendeu também o mar Vermelho e este secou e fez estes israelitas caminhar pelos abismos como pelo deserto e os livrou da mão daquele que os odiava e os redimiu da mão do inimigo”

E depois mais no v.3: porém, se esqueceram da suas obras, não esperaram o seu conselho, mas deixaram-se levar à cobiça no deserto e tentaram a Deus na solidão”

Isto é, continuaram a levar com eles as atitudes incorretas.

Vejam no v.25: “antes comemoraram nas suas tendas onde deram ouvidos a voz do Senhor”

E veja, por ex., no v.35: “antes, se misturaram com os gentios e aprenderam as suas obras”

Irmãos, Deus os separou e os tirou do Egito, mas eles continuaram a seguir as mesmas atitudes práticas  e atitudes daqueles que estavam a volta deles, os gentios, sim,  fisicamente deixaram o Egito, mas não abandonaram os caminhos ou a maneira de viver do Egito.

Ou em outras palavras, as circunstâncias físicas mudaram, sim mudaram rapidamente, mas não o caráter deles; consequências: quiseram ter coisas pagãs, tiveram inveja, eles murmuraram, eles se tornaram rebeldes, eles duvidaram das promessas de Deus e ao fim de contas uma geração inteira falhou de entrar na terra prometida.

Vejam em HB 3:19 diz: “e vemos que não puderam entrar por causa da sua incredulidade, não acreditaram,  não tiveram fé em Deus e se não obedeceram.

Vejam nos vs.1-2 de HB 4: “temamos, pois, que, porventura, deixar de entrar na promessa do repouso pareça que algum de vós fica opara trás’

Precisamos de ter cuidado de não seguir o exemplo dos egípcios porque também a nós foi pregada as Boas Novas, cem eles, tinham boas notícias de irem para a terra prometida, mas a palavra de pregação de nada lhes aproveitou e por que?

Poque não estava misturada com a fé naqueles que ouviram, não acreditaram, não obedeceram.

Irmãos, não devemos permitir que o mundão continue conosco, sim, nós, devemos de ter saído do mundão quando fomos batizados, não é? Mas estamos a permitir que o mundão esteja a afetar o nosso pensamento e a nossa conduta.

Em 1 CO 10:6-11 diz assim: “e essas coisas nos foram feitas em figura para que não cobicemos as coisas más como eles cobiçaram, não vos façais, pois, idólatras como alguns deles, como está escrito o povo assentou-se a comer e beber e  levantou-se a folgar, isto é, não se arrependeram, trouxeram o Egito com eles, trouxeram o mundão com eles e não forniquemos como alguns deles fornicaram e caíram no dia 23 mil”

v.9: “e não tentemos a Cristo como alguns deles também tentaram e pereceram pelas serpentes e não murmureis como alguns deles murmuraram e pereceram pelo destruidor”

“ora, todas essas coisas lhes sobrevieram como figuras, com tipos de uma realidade e de um ex. para nós, estão escritas para aviso nosso para quem são chegado o fim dos séculos”

Irmãos, essas coisas são exemplos para nós, nós saímos do Egito espiritual, do mundão, e estamos numa jornada espiritual da servidão do pecado a caminho do governo de Deus , do reino de Deus.

E nós, irmãos, encontramos os mesmos desafios, sim, nós podemos ter saído do mundo, do mundão, fisicamente, religiosamente e socialmente, mas mantemos esses hábitos do mundão nos corações, fazemos coisas religiosas do mundão, continuamos com algumas dessas práticas se mudar como por ex. como homens falam das damas de uma maneira que não é correta ou damas, sim, guardam o sábado, sim, fielmente, mas estão cheias de fofocas e falam mal umas das outras.

Menos da igreja sabem a verdade, mas tem atitude de suspeição, de amargura, são excessivamente críticos quando alguém não está de acordo com eles e assim a velha natureza humana continua, e essa natureza humana nós precisamos de vencer e Deus quer que vençamos essa natureza humana e aqui está a lição de hoje, irmãos: é eu sair do Egito para eles foi simplesmente o início da viagem, não foi o seu final e para nós na Igreja de Deus saímos do mundão é simplesmente o início da nossa transformação do velho homem para o novo homem, não é o fim.

Irmãos, você e eu e nós fomos chamados do mundão, nós aprendemos a verdade de Deus, se nós guardamos o sábado, guardamos os dias Santos, conhecemos o plano de salvação, desejamos estar no reino de Deus, mas a pergunta é: deixamos realmente o mundão para trás?

Em 2 CO 6:17 lemos: “por isso sai do meio deles e apartai-vos, diz o Senhor, e não toqueis nada imundo e Eu vos receberei”

Precisamos ser separados, irmãos, as nossas mentes precisam de ser diferentes do mundão, saímos da religião falsa, as estamos a praticar algumas de suas práticas por atitudes?

Sim, guardamos o Sábado, participamos ao culto aos sábados, observamos os dias Santos, sabemos pontos proféticos, no entanto, falamos, pensamos e conduzimo-nos como éramos antes de aprender a verdade que é o seu caso, você continua a ser a mesma pessoa como era??

Sim, nós não participamos das atividades físicas do mundão, espero que não, mas o que podemos dizer a respeito de nossa conversa, da maneira que falamos e pensamos e atuamos para com os irmãos?

Como é que falamos acerca das damas? E como as damas falam acerca dos homens? Há fofocas? Há críticas? Há ressentimento? Há inveja? Há uma tendência de ficar super sensível e ofendido? Ou temos humildade, temos um desejo de demonstrar misericórdia? Temos uma habilidade de dar aos outros um benefício que talvez não saibamos realmente porque fazem isto ou aquilo

Irmãos, saindo do mundão não é simplesmente mudar não vou a uma igreja ao domingo vou a uma igreja ao sábado, isso não chega, irmãos, é uma mudança de coração, de atitude mental, de caráter e da maneira como nos conduzimos.

Em RM 12:2 lemos: “e não ser conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”

Irmãos, não devemos de ser conformados, mas precisamos de ser transformados em que nossa mente renovada, uma renovação da nossa mente e de nosso entendimento.

Não é parecer diferente, vou ao culto ao domingo, vou ao sábado, mas tornarmo-nos diferentes e isso, irmãos , tem que ser evidente na nossa vida diária.

E hoje, irmãos , quero abordar três lições importantes: primeiro: temos que rejeitar os desejos e atitudes do mundão. Segundo: temos que tirar o velho homem, particularmente, da maneira de falarmos e da maneira que nos conduzimos à frente de outras pessoas, isto é,  nosso relacionamento com outras pessoas e terceiro: por de fora a crítica, a super sensibilidade com humildade, paciência e misericórdia.

E irmãos nó só podemos realizar esta transformação com o Espírito Santo de Deus.

E por isso vejamos o primeiro que é sair do mundão significa que precisamos rejeitar as suas cobiças, seus desejos e suas atitudes.

Vejam em 1 JO 2:15 lemos: “não amais  o mundo nem no que no mundo há, se alguém ama o mundo o amor do Pai não está nele porque tudo que está no mundo: a concupiscência da carne, esses desejos da carne, a concupiscência dos olhos, esse desejo dos olhos e a soberba da vida não é do Pai, mas do mundo, e o mundo passa e a sua concupiscência, mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre”

A palavra aqui concupiscência é a palavra grega 1939, hipotimia, que se refere a um grande e forte desejo, ou digamos assim, apetite e dependendo do contexto esse desejo pode ser bom e correto ou um desejo mal e incorreto.

Isso, neste contexto, que está a falar contra coisas da vontade do Pai está a incluir imoralidade sexual, apetites descontrolados, ambições egoístas, inveja e outros desejos ou concupiscências contrárias à lei de Deus.

Em 1 PE 2:11 lemos: “amados, peço-vos como peregrinos e forasteiros que vos revisteis das concupiscências carnais que combatem contra a alma”

Estas concupiscências carnais, estes desejos, estas cobiças carnais combatem contra a sua vida e note bem que estes desejos e concupiscências não são coisas inocentes que não magoam nada porque na realidade temos uma batalha espiritual e essa batalha começa na nossa mente.

Em TG 1:14 lemos: “mas cada um é tentado quando atraído é engodado pela sua própria concupiscência, depois havendo a concupiscência concebido dá à luz ao pecado e o pecado sendo consumado gera a morte”

Aqui se vê esta, digamos assim, esta progressão que começa com desejo e depois afeta a sua consciência e sua mente e depois dá a luz ao resultado que pecamos, sim, ser tentado não é pecado, mas quando permitirmos estar isso na nossa mente e afetar a nossa consciência e causar uma ação ou pensamento incorreto isso é pecado e ao fim de contas o pecado gera a morte.

Então esse é o primeiro ponto: a concupiscência da carne do mundão, precisa ter cuidado com isto e o segundo ponto: é a concupiscência dos olhos, precisamos de ter cuidado como estes desejos e cobiças entram na nossa cabeça e pelos olhos.

Vejam em MT 5:27-28 lemos: “ouvistes o que foi dito aos antigos: não cometerás adultério, Eu, porém, vos digo: qualquer que atentar a uma mulher para a cobiçar já em seu coração cometeu adultério com ela”

Sim, é mais que cometer adultério, irmãos, é uma ação para tentar cobiçar, esta é uma cobiça que uma pessoa começa a detalhar as coisas de uma maneira mais graficamente, mais descritiva, então acabamos em nossos pensamentos e as vezes em palavras como não tratar as pessoas do sexo oposto da maneira correta.

Irmãos, isso pode acontecer aos homens ou as damas, os padrões e impunidade cristã são aplicáveis tanto os homens como as damas.

Em 1 TM 5:1-2 : “ não p repreendas asperamente o ancião, mas admoesta-o como a pai, aos moços como irmãos, as mulheres idosas como a mães e as moças como irmãs  em toda a pureza”

Precisamos tratar  das damas mais jovens, as moças, como irmãs  com toda a pureza como então um cristão pode olhar para uma moça como uma irmã com toda a pureza?

Então como uma cristã pode olhar para um moço ou um jovem como um irmão com respeito e pureza?

Isto, irmãos e irmãs, é sair do mundão.

E o terceiro ponto que lemos é esta honra, este orgulho da vida, e este orgulho se manifesta de muitas maneiras como pode ser: olha, eu fiz isto, sou tão grande ou vaidade, ou materialismo ou desejo de impressionar as outras pessoas e este orgulho pode aparecer nos nossos relacionamentos com outras pessoas.

Por ex. pensamos com nosso julgamento está sempre certo ou podemos assumir que nossos motivos são puros enquanto os motivos dos outros são questionáveis, são assim duvidosos.

Devemos insistir que os outros peçam desculpas a nós enquanto nós não estamos dispostos ou preparados a examinar a nossa conduta.

Nós podemos nos tornar tão convencidos da nossa própria auto justiça que não somos capazes de receber correção.

Em PV 16;18 lemos: “a soberba procede a ruína e a altivez do espírito precede a queda”

Devemos pensar nisto, na soberba vem antes da destruição.

Vejam em TG 4:6 lemos: “antes ele dá a maior graça porquanto diz: Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes”

O mundo encoraja a você ter auto confiança a dizer: olha, eu estou certo. O mundo encoraja você a ter direito a isto ou aquilo e o mundo encoraja você a defender o seu orgulho.

Por outro lado, Deus ensina: humildade, auto domínio e amor.

Por isso sair do mundão não simplesmente significa rejeitar prazeres imorais, mas também rejeitar atitudes de cobiça, de altivez, de soberba.

Por isso esse é o primeiro ponto que estou a mencionar hoje: devemos reconhecer estes problemas que nós temos, estas dificuldades que nós temos rejeitando as suas cobiças e as suas atitudes do mundão.

O segundo ponto é que sair do mundão significa tirar ou despir do velho homem e principalmente isso de como falamos das outras pessoas.

Em EF 4:17 lemos: “digo isto e testifico no Senhor para que não andais mais como andam os outros gentios na vaidade da sua mente entenebrecidos no seu entendimento separados pela vida de Deus que há neles, pela dureza do seu coração os quais havido perdido sentimento se entregam a dissolução com avidez a cometerem toda a impureza, mas vós não aprendestes assim em Cristo se é que O tendes ouvido e neste fostes ensinados como está na verdade em Jesus quanto ao trato passado despojeis do velho homem que se corrompe pelas concupiscências do engano e vos renoveis no espírito da vossa mente”

Temos que mudar, irmãos! 

“da nossa maneira que pensamos, a atitude tem que ser diferente e vos revistais do novo homem e segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade”

Temos que remover, despojar os hábitos antigos e temos que por em vez disso o caráter de Deus e isto é particularmente aplicável a maneira como falamos e por isso precisamos de tirar a linguagem terrível: palavrões e coisas incorretas que saem da boca e conversas que sejam sexualmente negativas para as damas.

Em EF 5:3-4 lemos: “mas a fornicação e toda a impureza ou avareza se nomeie entre vós como convém a santos, nem torpezas nem tolices, nem zombarias que não convém, mas antes ações de graças”

“palavras incorretas é o que diz aqui: toda a impureza ou avareza não se nomeie em vós, nem torpezas, nem tolices, nem zombarias”

Precisamos de ter cuidado com o que sai da boca, precisamos de examinar como falamos, como é que você e fala? Quando os homens se juntam, só homens falando entre homens o que é que eles falam? O que eles estão a falar? Estão a falar de uma maneira respeitosa acerca das damas? Acerca das esposas? Acerca das suas filhas? Irmãs ou não?

Ou as conversas entre os homens, por ex. quando estão num grupo de homens tornam-se sugestíveis sexualmente, isso não está certo, irmãos!

Eles estão a descrever os corpos das damas? Em maneiras gráficas ou palavras negativas? Que não sejam encorajadoras? Estão a apenas a dizer: estou só a brincar!!

Mas irmãos, isso também é aplicável as damas, as damas, as vezes, entram em conversas que estão a por os homens em certas posições como objetos sexuais, falam acerca dos corpos de outros homens ou assuntos íntimos de maneira que não são corretas em questões.

Temos que entender algo muito importante, irmãos e irmãs, mas uma conversa não se torna aceitável porque os participantes nessa conversa são adultos e certamente não devemos de ter essas conversas na presença de crianças ou jovens e por que irmãos?

Leiam em MT 12:36-37 lemos: “mas Eu vos digo que toda a palavra ociosa que os homens disseram hão de dar conta no dia do juízo”

Você e eu vamos ter que dar conta das nossas palavras porque “por tuas palavras serás justificado e por tuas palavras serás condenado”

Irmãos, acho que isto é assunto sério: estamos a sair do mundão, mas estamos a trazer o mundão conosco?

As nossas palavras, ao fim de contas, revelam o nosso coração, e uma pessoa pode dizer: ó, eu sou maduro espiritualmente, eu sei essas palavras, sei citar a Bíblia de cor e salteado, eu sei isto, eu sei as profecias, e isto ou aquilo outro, mas amaneira de falar é vulgar, é negativa, está a denegrir a outra pessoa, sexualmente incorreta.

Irmãos, isso é uma inconsistência muito séria porque diz: é um cristão de padrão alto, mas a conduta, as palavras, não são consistentes como a outra pessoa diz que é!

A Bíblia chama isso de hipocrisia, não é?

Em CL 3:8 lemos: “mas agora despojai-vos de também de tudo: da ira, da cólera, da malícia, da maledicência, das palavras torpes da vossa boca”

Temos que tirar da nossa boca palavras que não são de acordo com o caminho de Deus, a nossa conversa, as nossas palavras devem de refletir ou demonstrar a mente de Jesus Cristo.

E por isso as palavras não é só, digamos assim, carnais, mas as palavras que temos que tirar da nossa vida também tem que ser palavras mal das outras pessoas, fofocas ou que estejam a falar negativamente das outras pessoas.

Em EF 4:29 diz assim: “não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a edificação para que dê graças aos que ouvem”

Vejam a direção positiva aqui no v.29 em vez de ter palavras torpes e negativas, fofocas, falar negativamente acerca de outras pessoas qual é a direção? Promover a edificação e para o que?

Para que dê graça aos que a ouvem e se vê aqui uma tendência de direção positiva, as nossas palavras deviam de dar, demonstrar graça, devem edificar, mas considerem como uma fofoca que começa com uma pessoa que compartilha uma certa preocupação, então outra pessoa adiciona a sua opinião e depois outra pessoa repete o que ouviu e um bocadinho mais adiante chegam a certas suposições que se tornam fatos.

Olhem, isto é verdade, é um fato, uma realidade e depois motivos são atribuídos a essas pessoas sem saberem o que está no coração delas e então o caráter e a reputação dessa pessoa é estragada e destruída.

Em PV 18:8 lemos: “as palavras do intrigante são como feridas, elas descem ao íntimo do ventre”

Essas palavras de uma pessoa que está a dar uma fofoca descem ao íntimo do ventre, penetram profundo no coração.

Em PV 16:28 lemos: “o homem perverso instiga a contenda e o intrigante separa os melhores amigos”

Irmãos, não devemos de ter esta conduta na igreja de Deus.

Em MT 18:15 temos esta instrução quando há um problema devemos de falar com essa pessoa diretamente: ”ora, se o teu irmão pecar contra ti,  vai repreende-o  entre ti e ele só, se te ouvir ganhaste um irmão, mas se não te ouvir, e se tiveres certeza de fato que é um pecado precisas de ir lá com testemunhas”

Diz assim: “leva contigo um ou dois para que pela boca de duas ou três testemunhas toda a palavra seja confirmada”

Então temos um segundo estágio de aproximar esta pessoas com testemunhas.

E v.17 diz: “e se não os escutar, é preciso de ter este segundo estágio, irmãos, este segundo passo, o primeiro é ir diretamente a pessoa e ter testemunhas que de fato sabem a realidade, não é fofoca que tem este problema, este pecado sério”

Porque depois: “leva a igreja e se não escutar a igreja, aos irmãos, aos ministros, não a todos os membros da igreja, e sim a liderança e aos líderes da igreja e então se não escutar considere-o como gentio e publicano”

Quer dizer o resultado final deste progresso desses três passos é que a pessoa vai ser expulsa da igreja e temos que considerar a isto muito seriamente, e se o assunto não é assim tão sério é necessário o elevar a este nível e além disso em GL 6:1 dá-nos uma maneira de como abordar o assunto porque eu já tive uma situação que a pessoa foi a mim e: olha eu sei que isto está errado contigo e pá, pá, pá, mas a atitude dessa pessoa não refletia o que está aqui em GL 6:1: “irmãos, se algum homem chegar a ser surpreendido em uma ofensa, isto de fato, irmãos, é uma ofensa, meia interpretação que foi exagerada e aumentada, vós que sois espirituais encaminhai o tal, ajuda a encaminhar esse com ESPÍRITO DE MANSIDÃO, olhando para ti mesmo que não sejas tentado”

Um espírito de mansidão, os mansos vão herdar a Terra como Jesus Cristo diz em MT 5:7, temos que ter um espírito de mansidão.

Ora, isso não é informação que vai espalhar destruir essa pessoa, não, mas precisamos de ter a certeza de ter os fatos, que estamos certos, não há exageros e entender que não haverá outra explicação para a situação porque precisamos de ter cuidado porque diz aqui: para que também não sejas tentado.

Nessas coisas todas se viram a nós e por isso então precisamos fazer a mudar a nossa conversa como lemos em CL 4:6 diz: “a vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para que saibas como vos convém responder a cada um”

Por isso então, a nossa palavra seja sempre agradável, isto é, com graça, temperada com sal, não é, as vezes, é sempre verdadeira e com graça.

Sim, se é necessário se faça uma correção respeitosa, devemos evitar fofocas, mas isso não quer negligenciar preocupações ou situações legítimas, mas devemos rejeitar palavras ou humor ou anedotas que não sejam corretas para a situação.

Lembre-se que cada pessoa que você está a falar desta ou daquela pessoa é feita na imagem de Deus e Deus tem um plano para essa pessoa estar no reino de Deus e por isso precisamos de ter cuidado com o que sai da nossa boca.

Vejam em TG 3:8-10 lemos: “mas nenhum homem pode domar a língua, é um mal que não se pode refrear, está cheio de peçonha mortal, com ela bendizemos a Deus, o Pai, e com ela amaldiçoamos os homens feitos à semelhança de Deus. da mesma boca procede benção e maldição”

Irmãos, não se convém que se faça assim, então, a nossa palavra, a maneira como falamos talvez seja um indicativo mais claro que o velho homem está a ser mudado para com o novo homem.

E além disso, irmãos, além destes ponto de reconhecer essas palavras incorretas e atitudes destas cobiças e também tirar o velho homem e pôr o novo homem é também substituir  a hiper sensibilidade pela misericórdia.

Irmãos, sermos super sensíveis também é um problema, precisamos de evitar, está claro, palavras vulgares, torpes e fofocas, mas pode ser que ainda trazemos o mundão conosco, por que?

Porque nos tornamos super críticos, estamos a pensar o mal sempre dos outros, estamos a ficar ofendidos muito rapidamente, estamos em insistir em justiça para nós enquanto não mostramos misericórdia e isto são perigos espirituais muito grandes e por isso devemos de evitar de ficarmos ofendidos facilmente.

Vejam em EC 7:21 lemos: “tão pouco apliques o teu coração a todas palavras que te disserem, por que? Para que não venhas ouvir o servo amaldiçoar-te”

Sim, interessante, não leves ao teu coração tudo que as pessoas dizem: “porque o teu coração também já confessou muitas vezes que tu amaldiçoastes a outros”

Um ponto importante, não é? Nós próprios dissemos coisas que não devíamos de ter dito então isso é uma lição a que? Em humildade.

Irmãos todos nós cometemos erros, todos nós falamos, as vezes, descuidadamente, todos nós, as vezes, não entendemos corretamente os outros e as vezes podemos sem intenção machucar outra pessoa.

Por isso se cada palavra ou comentário que uma pessoa faça talvez assim um comentário que não devia ter sido, mas que seja, pequeno, não foi um bom comentário, não foi uma boa maneira de dizer, e se isso se torna uma grande ofensa os relacionamentos entre as pessoas se vão tornar extremamente difíceis.

Em PV 19:11 lemos: “a prudência do homem faz verter a sua ira e a glória sua o passar  uma transgressão é uma sabedoria, por cima de transgressão”

Por isso passar por cima de uma transgressão é uma sabedoria, não é? Isso é sábio porque não é necessário sempre confrontar todos os desvios, nós pensamos que é um pecado: MT 18:15 levar este testemunho a igreja.

Não é necessário estar sempre a dizer: eu quero uma desculpa porque todas as ofensas que nós venhamos a pensar sejam uma ofensa, as vezes, a resposta mais cristã é simplesmente estender graça a outra pessoa, é ser gracioso, é perdoar, é mostrarmos misericórdia.

Irmãos, preciso estar claro que não estou aqui a falar que vamos ignorar abuso ou ações seriamente incorretas ou coisas que estejam a afetar a nossa segurança, mas estamos eu aqui a falar, irmãos,  de cerca de mal entendidos, digamos assim, ordinários ou irritações ou diferenças pessoais que inevitavelmente vão aparecer em relacionamento ente pessoas.

O que fazemos é que antes fazemos um julgamento prematuro em 1 CO 4:5 lemos: “portanto, nada julgueis antes do tempo até que o Senhor venha O qual trará luz sobre coisas ocultas das trevas e manifestará os desígnios dos corações”

Porque nós não sabemos os corações das outras pessoas.

“então cada um receberá de Deus o louvor”

Nós podemos observar as ações de outras pessoas, nós podemos estar avaliar a conduta das outras pessoas, mas nós não sabemos as motivações das outras pessoas, do coração das outras pessoas.

Oh, ele passou na igreja por mim nem me cumprimentou? Ou não me cumprimentou de um maneira mais agradável e calorosa; oh ele me desrespeita, mas como você sabe? Talvez se ele estivesse distraído ou estivesse cansado ou estivesse a pensar de certos problemas que tem que resolver.

Ou aquela pessoa não concorda comigo, então? Está contra mim? Não? oh, uma pessoa está a passar tempo com outra pessoa com quem tenho desacordo, ou, então isso significa que essa pessoa está a provar do que a outra pessoa fez ou não fez? Não! Não podemos controlar com quem as pessoas falam ou não falam, conversam ou não conversam.

Irmãos, precisamos de ter muito cuidado de não transformar as nossas interpretações em acusações.

TG 1:19 lemos: “portanto, meus amados irmãos todo homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar”

Nós precisamos buscar entendimento antes de chegar a conclusões, nós precisamos demonstrar misericórdia porque em TG 2:13 diz: “porque o juízo será sem misericórdia sobre aquele que não fez misericórdia e a misericórdia triunfa do juízo”

Irmãos, ser misericordioso não quer dizer que vamos ser chamados do que é errado bom! Ser misericordioso não significa que vamos abandonar padrões justos, ser misericordioso não quer que vamos deixar de ter precauções corretas, mas ser misericordioso representa que nós também somos pecadores e que precisamos de perdão.

Lembram-se da parábola de Jesus Cristo em MT 18:21 acerca do servo que foi perdoado dívida muito grande e lemos: “e então Pedro se aproximando Dele disse: Senhor, quantas vezes pecará o meu irmão contra mim e eu lhe perdoarei? Sete? E Jesus disse: não te digo até sete, mas até setenta vezes sete por isso o reino do céus pode-se comparar com o rei  que quis fazer contas com os servos”

Em analogias Deus quer fazer contas conosco.

“e lhe começando a fazer contas lhe foi apresentado um que lhe devia dez mil talentos e não tendo ele como pagar o Senhor o mandou que ele, a sua mulher e os seus filhos fossem vendidos pela quantia que deviam de lhe pagar”

“então, aquele servo se prostrando o reverenciava e dizia; senhor, sê generoso para comigo e tudo lhe pagarei então o senhor daquele servo movido de íntima compaixão soltou e perdoou a dívida”

Irmãos, é nosso caso temos uma dívida enorme perante Deus, mas Ele nos perdoa e vemos que aquele servo não perdoou os outros tendo uma dívida mais pequena.

E depois diz: tu recusastes ser misericordioso por outra pessoa  que te devia muito pouco e Deus disse a essa pessoa não podes receber misericórdia de mim”

E por isso a lição é que você e eu não podemos receber a misericórdia de Deus se nós não demonstramos um espírito de misericórdia para com os outros.

Em EF 4:31-32 lemos: “toda amargura e ira, cólera e gritaria e blasfêmia e toda a malícia sejam tiradas dentre vós, antes ser uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros como também Deus perdoou em Cristo”

Diz aqui muito bem: perdoando-vos uns aos outros, sede uns para com outros benignos.

Irmãos, precisamos de ter esta atitude de misericórdia, de benignidade, de um coração benigno, e por isso Deus não quer que tenhamos um coração duro, desconfiado, permanentemente ressentido, mas quer que tenhamos um coração benigno, misericordioso, perdoando-vos uns aos outros.

Deus quer um coração macio e em SL 85:10 lemos: a misericórdia e a verdade se encontraram, a justiça e a paz se beijaram, mas que lindo salmo”

A verdade sem misericórdia torna-se uma dureza e a misericórdia sem verdade se torna o que? Uma permissividade, Deus requer ambos, assim a justiça e a paz se beijam.

Quando ações incorretas acontecem, sim, tem que ser resolvidas de maneira correta, quando uma pessoa está sinceramente machucada devemos de ouvir com compaixão você e com essa pessoa, quando arrependimento é necessário isso deve ser encorajada, mas nós devemos evitar desenvolver uma atitude com cada desacordo com que torna evidência de fazer mal e por isso precisamos evitar isso, cada desacordo não pode ser uma evidência do mal.

Cada erro não se pode tornar uma ofensa e cada relacionamento não pode ser medido se os outros concordam comigo ou não e por isso não é uma atitude da mente de Cristo.

Em FP 2:3-5 lemos a mente de Cristo: “de sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, descendo em forma de Deus não teve a usurpação de ser igual a Deus, mas se fez a Si mesmo uma reputação tomando a forma de servo fazendo-se semelhante aos homens”

Por isso diz no v.3: não fazeis por contenda ou vanglória, mas por humildade, considera outros superiores a si mesmo, não atente para si o que é propriamente seu, mas aqui o que é cada um dos outros

E por isso precisamos de ter esta mentalidade de Deus , esta mentalidade de Jesus Cristo que Ele deu a sua vida por nós.

Irmãos, esse é o novo homem humilde, paciente, pronto a ouvir, distinguindo uma séria ação incorreta com imperfeições humanas que sejam ordinárias e uma mente que deseja restauração em vez de divisão.

O propósito nosso não devia de estar a humilhar ou condenar ou permanentemente dar um rótulo a outra pessoa por causa das suas falhas., o nosso propósito deve ser de as pessoas a se arrependerem, mudarem e crescerem e isso precisa ser abordado com sabedoria e com guardas com cuidado particularmente se está a envolver pessoas que podem ser machucadas.

Mas a atitude cristã nunca deve ser uma de vingança pessoal, temos que lembrar que Deus está trabalhando com seres imperfeitos incluindo nós.

O novo homem não é permissivo contra o pecado mem. é um que perdoa o pecador, a lição, o ponto importante que quero deixar convosco, irmãos, é que nós  não podemos mudar a nós próprios leia acerca da concupiscência, soberba, conversa incorreta entre homens ou acerca de damas ou fofocas ou ser super crítico ou super sensível ou ressentimento ou falta de misericórdia, falei de vários assuntos.

Como é que vencemos isto, irmãos? Andando no Espírito, GL 5:16 diz: “porque a carne cobiça contra o Espírito e o Espírito contra a carne estes se opõem um ao outro, mas não fáceis as coisas que queres, mas digo, porém, v.16: andai em Espírito e não cumprireis a concupiscência da carne”

Não, andais em Espírito, irmãos não diz: tenta com mais força: diz: andai no Espírito, estamos numa guerra espiritual, temos obras da carne que incluem como lemos aqui: invejas, homicídios, etc que não são coisas só imorais como adultério, fornicação e impureza também outras coisas como  glutonaria, ciúmes, iras, pelejas, dissenções e por isso obras da carne.

Nós temos que ter cuidado, irmãos, de que pensar: olha, o grande pecado é o sexual, mas eu posso assim ter hostilidade, inveja ou estar zangado com uma pessoa e estar em divisão, não! Ambos são carnais, são coisas do mundão e todas essas coisas pertencem ao velho homem.

E por isso o fruto do Espírito no v.22-23 é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé e nós sabemos estas coisas e por isso em vez de concupiscência precisamos de ter auto domínio, em vez de fofoca precisamos de ter gentileza, em vez de ressentimento, paz, em vez de ser super sensível ter paciência ou longanimidade, em vez de ser super crítico ou severas críticas ter gentilezas, em vez de ser egoísta ter amor para com o próximo porque como diz no v.25: “se vivemos em Espírito andemos também em Espírito”

E por isso, irmos, precisamos de renovar as nossas mentes, temos uma grande salvação à nossa espera, temos que renovar as nossas mentes, precisamos, irmãos, de ter cuidado de não trazer o mundão para a nossa vida diária.

Os israelitas saíram do Egito, mas trouxeram o Egito com eles, arrastado o Egito com eles, eles falharam quando entraram na terra prometida e esse ex. é um aviso para nós.

Deus nos chamou deste mundão e está a dar uma grande responsabilidade muito maior para nós  entrarmos no reino Dele, na família Dele, mas Deus quer mudança no seu coração e na sua mente e não podemos permitir: concupiscências, fofocas, criticismo, ira, vanglória, soberba, controlar os nossos relacionamentos e temos que ter como em CL 3:14 diz: devemos ser fortalecidos nesta força do amor”

Irmãos, esse é que é o novo homem, o novo homem é esta pessoa diferente que está a mudar a sua maneira de pensar e falar e atuar.

Deus nos chamou do mundão, irmãos, precisamos de ter a certeza de que não estamos a permitir nós tenhamos  a trazer o mundo na nossa vida diária.

Jorge De Campos

Contributor

Jorge and his wife Kathy serve the Dallas (TX) and Lawton (OK) congregations. Jorge was born in Portuguese East Africa, now Mozambique, and also lived and served the Church in South Africa. He is also responsible for God’s Work in the Portuguese language, and has been visiting Portugal, Brazil and Angola at least once a year. Kathy was born in Pennsylvania and also served for a number of years in South Africa. They are the proud parents of five children, with 12 grandchildren and live in Allen, north of Dallas (TX).