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Eclesiastes 1:12 - 2:11: Estudo Bíblico

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Eclesiastes 1:12 - 2:11

Estudo Bíblico

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A vaidade, a frustração da busca da sabedoria humana (do intelectualismo), da busca do hedonismo (a busca de prazer), e do trabalho na busca do materialismo.

Transcrição

Vamos continuar com o nosso estudo. Nós começamos na semana anterior, introduzimos o Livro de Eclesiastes e também vimos qual o seu propósito. Vimos do Cap.1:3:

Que proveito tem o homem de todo o seu trabalho, com que afadiga debaixo do sol?

Aí, vê-se um dos propósitos do Livro, que é baseado acerca da pergunta: Por quê vivemos, qual a razão da nossa vida? E vê-se basicamente aqui duas mensagens no Livro de Eclesiastes:

A primeira, é no versículo 2, do Cap.1, que diz:

Vaidade de vaidades, diz o Pregador; vaidade de vaidades, tudo é vaidade.

Ou noutras palavras: se este mundo é tudo o que existe, vamos, então, descobrir por experiência, se existe alguma coisa que valha apena; qualquer coisa que produza satisfação real. Então, esta seria uma das perguntas que Salomão teria feito como vemos aí e que ele mesmo diz aqui na introdução e vemos, ao fim de contas, tudo físico é vaidade, é uma frustração, é uma dor de cabeça.

A segunda, é baseada na conclusão de Eclesiastes Cap.12:13, que diz:

De tudo o que se tem ouvido, a suma é: Teme a Deus e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo homem.

Quer dizer que a nossa responsabilidade, a grande mensagem deste Livro, é que precisamos de ter temor de Deus e guardar os seus mandamentos.

Por isso, para entendermos o Livro de Eclesiastes de uma maneira mais completa, mais plena, temos que ter esta conclusão em mente.

Pondo de outra maneira, nós somos responsáveis perante Deus, pois, primeiro, devemos trabalhar e segundo, devemos entender as nossas responsabilidades morais para com a sociedade. Porque vemos no Livro muitas vezes que o que devemos fazer é trabalhar e estar contente com o que trabalhamos mas ter Deus em primeiro lugar.

Nós, na semana passada, começamos a estudar a primeira parte de Eclesiastes que de acordo com o comentarista Walter Caesar Jr. esta primeira parte é do início até ao segundo Cap. No versículo 26 e que eu mencionei que se pode entitular isto como: apreciando a vida como dom de Deus.

Esta primeira secção do Livro, nós começamos esta parte e estudamos um pouco até ao Cap.2:11. Portanto, hoje, vamos abordar daí em diante.

Nesta secção ou subsecção, do início até ao Cap.2:11, vimos que Salomão esta a dizer que vaidade de vaidades tudo é vaidade. Isto é, as coisas vêm e vão. Tudo continua da mesma maneira e também dissemos que não estava a falar de coisas técnicas mas está a falar de coisas como o facto de nascermos, crescemos, casamos, envelhecemos, morremos; como se fosse um ciclo vicioso e depois as pessoas morrem e séculos depois as pessoas já não têm memórias delas. Talvez um ou outro que seja famoso, mas, de uma maneira geral, as pessoas morrendo vão aos túmulos, vemos os nomes nas lápides para identificar que são estas pessoas.

Vamos, hoje, abordar uma outra secção ou subsecção, a partir do versículo 11 e vamos ver que nesta pequena subsecção que vamos abordar hoje a vaidade ou digamos a frustração da sabedoria humana, isto é, a intelectualismo, daí estar a dizer que é uma frustração, buscar a sabedoria humana, estas coisas intelectuais, vamos ver que isto não dá satisfação. A busca do hedonismo, busca do prazer, também não traz satisfação e o trabalho na busca de coisas materiais (materialismo) também não traz satisfação.

Vamos começar a ler aqui no Cap. 2: 12:

Então, passei a considerar a sabedoria, e a loucura, e a estultícia. Que fará o homem quen seguir ao rei? O mesmo que outros já fizeram.

Vejam também no versículo 16:

Pois, tanto o sábio como do estulto, a memória não durará para sempre; pois, passados alguns dias, tudo cai no esquecimento. Ah! Morre o sábio, e da mesma sorte, o estulto!

Versículo 16, do Cap.1, diz assim:

Disse comigo: eis que me engrandeci e sobrepujei em sabedoria a todos os que antes de mim existiram em Jerusalém; com efeito, o meu coração tem tido larga experiência da sabedoria e do conhecimento.

Uma pessoa, como rei, que tinnha a possibilidade de ter tudo que quisesse e, na posição de rei, foi-lhe dada grande sabedoria por Deus. Estava bem situado para investigar o valor da vida que todos nós buscamos. Mas vejam no versículo 13, do capítulo 1:

Apliquei o coração a esquadrinhar e a informar-me com sabedoria de tudo quanto sucede debaixo do céu; este enfadonho trabalho impôs Deus aos filhos dos homens, para nele os afligir.

Aqui vê-se que ele fez essa busca mas achou (esta busca) um grande fardo, uma grande ocupação difícil e isto é para nós todos. É uma coisa que não entendemos o valor da vida a não ser que Deus nos ajude a isto nos revelando o valor da vida.

Depois, lê-se no versículo 14:

Atentei para todas as obras que se fazem debaixo do sol, e eis que tudo era vaidade e correr atrás do vento.

Ele conclui que tudo era trabalho mas vaidade do nosso trabalho. Continuando no versículo 15:

Aquilo que é torto não se pode endireitar; e o que falta não se pode calcular.

Aqui está a dar um provérbio dizendo que aquilo que está torto é como se fosse quantidade de investigação, uso de recursos que tenhamos na terra vai concertar o que está errado, torto, torcido, pervertido, virado de cabeça para baixo neste mundo. Tudo que se possa fazer não vai resolver os problemas deste mundo. Deus, na realidade, sujeitou esse mundo a adversidades, aos problemas. Por que? Por causa dos nossos pecados. Por causa das nossas escolhas erradas. Escolhas erradas do homem. Repetido ao fim do versículo 13:

... este enfadonho trabalho impôs Deus aos filhos dos homens, para nele os afligir.

Deus permite isto aos homens por causa dos nossos pecados e isto não vai ser contrariado. Deus diz que isto é da maneira que ele fez, é sua vontade, e a vontade de Deus não pode ser contrariada. Por que? Porque a vontade de Deus é que se fizermos coisas erradas, vamos sofrer as consequências. É desta maneira que Deus tem isso planificado.

Ao fim do versículo 15:

... e o que falta não se pode calcular.

Isto é, não sabemos o que não sabemos. E por isso, o que não sabemos não sabemos. A solução é complexa demais que não podemos resolver estes problemas (do sentido da vida).

O versículo 16, já abordei dizendo que Salomão estava numa posição de poder fazer uma investigação sobre o sentido da vida porque tinha muito conhecimento e muita sabedoria que Deus o tinha dado. Versículo 17:

Apliquei o coração a conhecer a sabedoria e a saber o que é loucura e o que é estultícia; e vim a saber que também isto é correr atrás do vento.

Diz aqui que Salomão fez esta investigação e dedicou-se a fazer isto mas a sua prova, a sua tese é que tudo é em vão. Isto é, aqui no versículo 17, um ponto que vai ser explorado com maior detalhe no Cap.2 no versículo 12 a 17. Por isso, agora, não vamos abordar com maiores detalhes este versículo hoje porque vamos abordá-lo numa das próximas lições. Vamos continuar no versículo 18:

Porque na muita sabedoria há muito enfado; e quem aumenta ciência aumenta tristeza.

Há muitas vantagens em ter sabedoria e ciência; ter sabedoria e conhecimento. Porque há uma diferença entre sabedoria e conhecimento. Ciência é saber uma coisa mas sabedoria é como aplicá-la.

Aqui está a dizer que além das vantagens da sabedoria e do conhecimento muita sabedoria e conhecimento, como diz aqui, dão muita dor e ansiedade. Porque quanto mais sabemos, mais vamos saber da nossa impotência quanto a solução dos grandes problemas e que as coisas estão para além das nossas capacidades.

Por isso, quanto mais sabemos sobre coisas diferentes, mais problemas isto traz, mais sabemos o que não sabemos. Sim, o que estamos a ver aqui é o que parece, uma situação sem esperança e isto é o que realmente Salomão está a dizer que isto é sem esperança se não tivermos Deus.

Se não tivermos Deus no foco as coisas físicas não têm esperança. Um livro chamado Life well good que é um estudo do Livro de Eclesiástico, diz assim: a sabedoria da qual Salomão está falando no contexto não é a sabedoria de Deus e a sua Palavra. Mas é a sabedoria derivado da exploração do conhecimento humano.

Está a falar da sabedoria física, da sabedoria do conhecimento humano. Da filosofia, da teologia, da psicologia, da sociologia, da lógica, da retórica... está a falar das melhores ideias que o homem inventou ou descobriu. Mas no final, tudo que o homem educado, intelectual, pode fazer, é morrer como uma pessoa mais educada. Todo aprendizado do mundo não ajudará você ou qualquer outra pessoa a mudar o coração humano. Extrato do livro Life  well good (tradução literal: a vida bem vivida).

O que Salomão está a dizer é que precisamos reconhecer as limitações da sabedoria humana. Talvez se pode fazer uma pergunta neste ponto: por que que Salomão não concluiu mais cedo. Por que não? Por exemplo, veja aqui em Tiago 3 versículo 17:

A sabedoria, porém, lá do alto é, primeiramente, pura; depois, pacífica, indugente, tratável, plena de misericórdia e de bons frutos, imparcial, sem fingimento.

Aqui está um ponto importante da nossa pergunta.  Por que Salomão não concluiu isso no princípio sendo um homem muito sábio? Há aqui outro ponto que também é importante pensarmos nisto, talvez seja a primeira vez que eu diga isto. Pense bem! O conhecimento e a sabedoria não são suficientes para analisar e lidar com eles de maneira suficiente. Por que? Porque nós precisamos da intervenção directa de Deus nos nossos corações, nas nossas mentes e nas circunstâncias à nossa volta e na nossa vida. Porque mesmo com a perspectiva espiritual que tenhamos (sabemos da verdade de Deus, estudamos a Bíblia, temos uma atitude pacífica, plena de misericórdia ...) mesmo que tenhamos isto tudo; não é fácil suportar as dificuldades da vida. Por isso, mesmo que tenhamos esta sabedoria lá do alto, não é fácil suportar as dificuldades que temos na vida.

Algumas dificuldades dos irmãos são muito pesadas e difíceis de suportar. E com toda sabedoria não temos capacidade de resolver todos os problemas. Daí que temos que pedir a Deus pela sua intervenção, seu milagre, intervenção nos nossos corações e por vezes pela intervenção no coração dos outros por causa das circusntâncias em que nos encontramos.

As vezes, nós como cristãos, é possível que não estejamos a entender todas as razões de as vezes porquê temos várias dificuldades sejam de saúde, emocionais ou doutra natureza que passamos na vida. Não entendemos isto. As vezes perguntamos: Por quê deste problema? As vezes podemos levantar as mãos: por que? Qual é o sentido disto? Com o tempo, temos que passar a confiar mais plenamente, mais profundamente na orientação e cuidado de Deus embora não saibamos todas as respostas.

No casa caso de Salomão, acho que ele estava desviado de Deus. É possível que quando tenha escrito isto, estava desviado de Deus. Estas perguntas debaixo deste ponto. Teve então que reaprender certas lições. Vamos continuar em Eclesiastes, vamos começar no cap.2, versículos 1 a 3:

Disse comigo: vamos! Eu te provarei com a alegria; goza, pois, a felicidade; mas também isso era vaidade.

Do riso disse: é loucura; e da alegria: de que serve?

Resolvi no meu coração dar-me ao vinho, regendo-me, contudo, pela sabedoria, e entregar-me à loucura, até ver o que melhor seria que fizessem os filhos ds homens debaixo do céu, durante os poucos dias da sua vida.

Na busca da sabedoria, há loucura; como lemos no versículo 17, do cap.1; ele então se envolve, é como que estivesse a mergulhar, está a meter-se na busca da alegria e da felicidade – do prazer. O que ele acaba de chamar a isto de loucura, uma tolice. Eu te provarei com a alegria. Sim, porque estava a tentar procurar a sabedoria que é loucura e estava a dizer que eu vou provar isto: tendo grande alegria ... seria talvez esta coisa do prazer. Goza os prazeres físicos. Mas tudo isto é vaidade.

Resolvi entregar-me à bebida, regendo-me com tudo à sabedoria. Um ponto muito interessante aqui. Veja brevemente em I Reis cap.4 versículo 20:

Eram, pois, os de Judá e Israel muitos, numerosos como a areia que está ao pé do mar; comiam, bebiam e se alegravam.

Estavam a beber, a comer e a se alegrar. Vejam também nos versículos 22 e 23:

Era, pois, o provimento diário de Salomão trinta coros de flor de  farinha de e sessenta coros de farinha;

Dez bois cevados, vinte bois de pasto e cem carneiros, afora os veados, as gazelas, os corços e aves cevadas.

Isto era por dia! Imagina a quantidade de comida que estavam a comer, a beber e a alegrar-se. É o que diz aí no versículo 20: ... comiam, bebiam e se alegravam.

Por isso, Salomão e os seus cortesãos, seus convidados, trocavam piadas, bebiam vinho, ouviam músicas alegres, foliões de todas as regiões e festejavam abundantemente todos os dias. A vida, neste grupo de pessoas na corte de Salomão, era uma festa contínua: a comer, a beber...

Por isso, quando lemos o versículo 3, vemos aí que buscou gratificação física – Salomão estava a beber ... mas veja adiante regendo-me, contudo, pela sabedoria. Como na ACF, diz: Busquei no meu coração como estimular com vinho a minha carne (regendo porém o meu coração com sabedoria), e entregar-me à loucura, até ver o que seria melhor que os filhos dos hmens fizessem debaixo do céu durante o número dos dias de sua vida.

Isto deve ser um pouco surpreendente para vocês: comer, beber, alegrar-se todos os dias com todas estas centenas e dezenas de gados, comida e vinho...

Vemos aqui uma extensão enorme da busca do prazer do rei que parece ser bastante tolo. Mas ele diz aqui: regendo porém o meu coração com sabedoria.

Na verdade vemos, por outros relatos bíblicos, acerca de Salomão, que ele exagerou nesta busca do prazer em muito mais que em vinho e comida. Podemos ler que ele tinha mil mulheres e sabe-se que lá mais! Então, como é que ele afirma que havia uma certa sabedoria a guiar seu coração. Parece estar aqui implícito que Salomão nunca abandonou totalmente a dissipação. Quer dizer, ele manteve sempre um certo controlo e por isso, é possível que enquanto ele expermentava estes vários prazeres estava sempre pensando acerca da situação, considerando seu valor, o valor destes prazeres em fazer com que a vida se torna-se melhor e satisfazer os anseios do homem.

Devemos entender que a sabedoria que Salomão fala aqui certamente não é a sabedoria divina mas sim, um raciocínio humano, uma razão humana a prescrutar as várias razões da vida humana.

Salomão reconheceu que viver para o prazer não tem sentido. Aqui vê-se que isto envolve um certo grau de loucura em tentar escapar do mundo real, com seus problemas, porque uma pessoa que tenta escapar dos seus problemas, olha, eu vou morrer... ao fim de contas, depois de se divertir os problemas ainda continuam e não só continuam, dependendo do gênero, tipo de diversão que se envolveu quando esteve neste tipo de bebedice, os seus problemas podem ser muito maiores depois disto. Muito maiores!

Por isso, temos que manter sempre à mente a conclusão desta secção que é em Eclesiastes 2 versículos 24 a 26 que diz:

Nada há melhir para o homem do que comer, beber e fazer que a sua alma goze o bem do seu trabalho. No entanto, vi também que isto vem da mão de Deus,

Pois, separado deste, quem pode comer ou quem pode alegrar-se?

Deus nos dá uma oportunidade de termos uma certa alegria, um certo gozo. Se não tivermos Deus conosco não teremos verdadeira alegria

Porque Deus dá sabedoria, conhecimento e prazer [apreciar as coisas] ao homem que lhe agrada; mas ao pecador dá trabalho, para que ele ajunte e amontoe, a fim de dar àquele que agrada a Deus. Também isto é vaidade e correr atrás do vento.

A verdadeira alegria, a verdadeira satisfação no coração só pode vir quando estamos a fazer coisas que agradam a Deus. Ao pecador, diz, vai haver agravos.

Temos que ver que a verdadera alegria, a verdadeira satisfação só acontece no contexto de obedecer a Deus e fazer o que lhe é agradável. Nunca encontramos satisfação em buscar o prazer em si próprio [como uma razão em si do sentido da vida humana]. A verdadeira alegria, gozo, satisfação vem somente numa vida devidamente devotada a Deus.

Agora ele vira-se em busca de coisas materiais. Vamos continuar a ler aqui no cap.2 versículos 4 a 11:

Empreendi grandes obras; edifiquei para mim casas; plantei para mim vinhas.

Fiz jardins e pomares para mim e nestes plantei árvores frutíferas de toda espécie.

Fiz para mim açudes, para regar com eles o bosque em que reverdeciam as árvores.

Comprei servos e servas e tive servos nascidos em casa; também possuí bois e ovelhas, mais do que possuíram todos os que antes de mim viveram em Jerusalém.

Amontoei também para mim prata e ouro e tesouros de reis e de províncias; provi-me de cantores e cantoras e das delícias dos filhos dos homens: mulheres e mulheres.

Vê-se várias vezes mencionar-se a palavra para mim, para mim. Vê-se a busca pessoal do prazer próprio.

Engrandeci-me e sobrepujei a todos os que viveram antes de mim em Jerusalém; perseverou também comigo a minha sabedoria.

Tudo quanto desejaram os meus olhos não lhes neguei, nem privei o coração de alegria alguma, pois eu me alegrava com todas as minhas fadigas, e isso era a recompensa de todas elas.

Vê-se que Salomão perseguiu o prazer completo, também isto não o satisfez.

Considerei todas as obras que fizeram as minhas mãos, como também o trabalho que eu, com fadigas, havia feito; e eis que tudo era vaidade e correr atrás do vento, e nenhum proveito havia debaixo do sol.

No fim do versículo 8, na ARA, lê-se assim:

Provi-se de cantores e cantoras, das delícias dos filhos dos homens: mulheres e mulheres.

Mas na ACF e na ARC:

Amontoei também para mim prata e ouro, e tesouros dos reis e das províncias; provi-me de cantores e cantoras, e das delícias dos filhos dos homens; e de instrumentos de música de toda espécie,

Então, por quê desta diferença? A frase: instrumentos de música de toda a sorte ou a expressão: mulheres e mulheres. São traduzidas do hebraico shedai yeehsidote. Não é usada em qualquer outro lugar no Antigo Testamento. Por isso, há um bocado de ambiguidade, pois, umas pessoas traduzem duma e outros doutra forma.

O Expositor bíblico diz que shedai e a sua forma plural shidoth, diz o seguinte: é uma palavra cananeia de forma semelhante, é usada para traduzir a palavra egípcia de concubina. Em uma cata de faraó a Menofish, isto vê-se em nota de rodapé, no versículo 8, de Eclesiastes 2. Também diz, o Expositor que a palavra shedai pode ser derivado da raíz hebraica shade, significa – peito.

Aqueles que vêm o harem de Salomão, aqui também põe a palavra in em itálico. Por exemplo se for aí ver instrumentos de música de toda sorte tem a palavra in em itálico que significa que não está no manuscrito, foi adicionada pelos copistas e por isso, continuando a frase anterior que é as delícias dos filhos dos homens.

Por isso, está a dizer que estas concubinas eram as delícias dos filhos dos homens. A tradução na ACA, talvez seja a mais correcta que é de mulheres e mulheres.

Provi-me de cantores e cantoras e das delícias dos filhos dos homens: mulheres e mulheres.

Se mantemos em visão I Reis 11 versículo 3:

Tinha setecentas mulheres, princesas e trezentas concubinas; e suas mulheres lhe perverteram o coração.

Tinha este enorme número de mulheres e concubinas, cerca de mil mulheres e, vê-se aí combinado com o fim dos versículos 8 e 10, de Eclesiastes 2, que diz assim:

Tudo quanto desejaram os meus olhos não lhes neguei, nem privei o coração de alegria alguma, pois eu me alegrava com todas as minhas fadigas, e isso era a recompensa de todas elas.

Salomão tinha estes prazeres pessoais que chama aí delícia dos filhos dos homens, por isso, explica o grande número de mulheres que é em parte o que está a dizer em Eclesiastes 2:10 Eclesiastes 2:10E tudo quanto desejaram os meus olhos não lho neguei, nem privei o meu coração de alegria alguma; pois o meu coração se alegrou por todo o meu trabalho, e isso foi o meu proveito de todo o meu trabalho.
Almeida Atualizada×
. Lendo no versículo 9:

Engrandeci-me e sobrepujei a todos os que viveram antes de mim e Jerusalém; perseverou também comigo a minha sabedoria.

Claramente, ele não estava a atuar aqui sabiamente. Mas é possível que ele mantinha certa sabedoria em mente, quer dizer, ele sabia o que estava a dizer. Tinha consciência de que estava a fazer coisas erradas ou como lemos no versículo 3:

Resolvi no meu coração dar-me ao vinho, regendo-me, contudo, pela sabedoria, e entregar-me à loucura, até ver o que melhor seria que fizessem os filhos dos homens debaixo do céu, durante os poucos dias da sua vida.

Pode se dar o caso que ele estivesse a avaliar as suas buscas de anos, considerando se eles traziam ou não satisfação permanente.

Para mim acho isso uma grande tolice. Uma pessoa não precisa de ser tão inteligente para ver o óbvio nisto. É possível que ele estivesse a se desviar do caminho de Deus, indo neste caminho completamente errado. Continuando a ler no versículo 11:

Considerei todas as obras que fizeram as minhas mãos, como também o trabalho que eu, com fadigas, havia feito; e eis que tudo era vaidade e correr atrás do vento, e nenhum proveito havia debaixo do sol.

O que diríamos hoje: tudo o que o dinheiro pode pagar, não compra a felicidade. Como vimos também no versículo 9:

Engrandeci-me e sobrepujei a todos os que viveram antes de mim e Jerusalém; perseverou também comigo a minha sabedoria.

Salomão era o homem mais rico, mais poderoso, mais sábio e ele chegou a conclusão que não se encontra a felicidade sem Deus.

Muitas pessoas hoje em dia no mundo actual, vivem, talvez, mais prosperidade do que Salomão. Mas, no mundo actual, as pessoas vivem no meio de desenfreada impiedade. Vejam em II Timóteo 3 versículo 4:

Traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus,

Isto é o mundo que vivemos hoje em dia. As pessoas são mais amigas dos prazeres do que de Deus. Daí fazermos a pergunta: estamos satisfeitos ou queremos mais coisas físicas?

Na realidade, sem Deus, quanto mais temos, é como que fossemos mais infelizes. Porque sabemos que nunca poderemos obter todas as coisas novas que queremos. É muito fácil desejar as coisas: eu quero isso, eu quero aquilo ... mas ao fim de contas nada nos satisfaz a não ser que tenhamos Deus na nossa vida.

Queridos irmãos, não é errado desfrutar das coisas físicas que Deus nos dá ou estarmos envolvidos em actividades lícitas que nos dêem prazer, desde que sejam lícitas, mas estas coisas físicas não podem ser um foco principal na nossa vida.

Por isso é que eu decidi começar este estudo do Livro de Eclesiastes antes da festa de Tabernáculos para começarmos a pensar acerca das bênçãos, porque, se realmente, temos o temor de Deus, se realmente, dizimamos fielmente o 2º dízimo, então vamos chegar neste período das festas com mais dinheiro do que temos durante os dias normais. Se de facto temos o temor de Deus e estamos a fazer o que realmente Deus diz para fazer. Nesta condição, vamos ter mais coisas físicas neste período da festa do que durante o resto do ano. Por isso, ler o Livro de Eclesiastes é um bom tema para o período de véspera das festas fo sétimo mês. Além disso, devemos viver a vida com todas as bênçãos físicas que tenhamos, mais pequenas ou seja o que for, viver a nossa vida e fazer tudo para a glória de Deus. Não é para a nossa glória. É para dar glória à Deus.

Estamos a ser um bom exemplo?

Estamos a demonstrar cuidado com os irmãos? Há uma coisa que é fácil nós cuidarmos diariamente, somos seres humanos e descuidamo-nos. Nós temos que ter este foco na mente que as coisas físicas são temporais. Sim, usamos coisas temporárias mas desejamos coisas eternas. Não devemos desejar coisas temporárias. Sim, usamos coisas temporárias mas desejamos coisas eternas. Usamos coisas temporárias para compartilhar com os outros, para ajudar o próximo, para ajudar os irmãos que não têm capacidade física, conforme podemos.

Por isso, embora possua bens físicos, Deus criou, mesmo assim, você não pode ser feliz ou abençoado por estas coisas físicas. Precisamos estar fundamentados correctamente, orientados correctamente. Não é confiar nas coisas físicas. É confiar nas promessas de Deus.

Uma vez que aprendemos encontrarr , felicidade e satisfação em Deus, então todas as outras coisas físicas, todos os dons físicos dão-nos um prazer melhor, abundante alegria. Por isso é que Jesus Cristo no sermão do monte em Mateus 6, vamos então ler alguns versículos aqui, no sermão do monte, começando no versículo 25:

Por isso, vos digo: não andeis ansiosos [preocupados] pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo, mais do que as vestes?

Queridos irmãos, hoje em dia, com todas estas coisas: doenças, pandemia, falta de comida, de trabalho, corrupção, incertezas. Por exemplo, aí no Brasil, não sei o que estão a dizer, quem sabe o dia de amanhã. Por isso que não devemos de estar muito preocupados ou ansiosos.

Jesus Cristo diz: não andeis ansiosos pela vossa vida...

Quando Jesus Cristo fala da vida, eu acho que está a falar da vida eterna. Sim, pode ser a vida física mas certamente estava a pensar na vida eterna que é a verdadeira vida. Porque esta vida é simplesmente um pequeno exemplar do que a vida real é. Como é a vida eterna como ser espiritual. Por isso, não é a vida mais do que o alimento (físico) e o corpo mais do que as vestes?

Versículo 26:

Observai as aves do céu: não semeiam, não colhem, nem ajuntam em celeiros; contudo, vosso Pai celeste as sustenta. Porventura, não valeis vós muito mais do que as aves?

Está claro que está a mencionar de coisas físicas também. Certamente, precisamos de viver do espiritual também.

Qual de vós, por ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado ao curso da sua vida?

E por que andais ansiosos quanto ao vestuário? Considerai como crescem os lírios do campo: eles não trabalham, nem fiam.

Eu, contudo, vos afirmo que nem Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles.

Ora, se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, quanto mais a vós outros, homens de pequena fé?

Portanto, não vos inquieteis, dizendo: que comeremos? Que beberemos? Ou: Com que nos vestiremos?

Porque os gentios é que procuram todas estas coisas; pois vosso Pai celeste sabe que necessitais de todas elas;

Buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.

Por isso, a nossa satisfação de coisas físicas não deve ser a prioridade. A prioridade deve ser pôr Deus primeiro. O reino de Deus. A nossa meta de sermos filhos e filhas de Deus no reino de Deus e de sermos justos como Deus é.

Todos nós falhamos. Eu falho, todos nós falhamos. Mas se nós priorizarmos Deus, a sua justiça e o seu reino primeiro, todo o resto vai ser adicionado .

Portanto, não vos inquieteis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados; basta ao dia o seu próprio mal.

Por isso, hoje irmãos, abordamos a vaidade, a frustração em busca da sabedoria do intelectualismo, a busca do hedonismo (busca do prazer) e a busca do materialismo. Isto tudo é uma coisa em vão. É vaidade.