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Ciência e Descobertas Embaraçosas

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Robert Jastrow (1925-2008) foi um cientista de credenciais impecáveis​​. Ele foi o fundador e ex-diretor do Instituto Goddard da NASA para Estudos Espaciais, professor de astronomia e geologia na Universidade Columbia (em Nova York), professor de ciências da Terra do Colégio Dartmouth e diretor do Instituto Mount Wilson, que dirige o mundialmente famoso Observatório Mount Wilson na California. Ele recebeu o prêmio Arthur Flemming de Altos Serviços prestados no governo dos EUA, a Medalha da Universidade Columbia para a Excelência e a Medalha NASA por Empreendimento Científico Excepcional.

Professor Jastrow também foi um escritor científico prolífico, em particular na astronomia, cosmologia e exploração espacial. Ele não hesitava em dizer o que pensava, especialmente quando se tratava de descobertas que embaraçavam seus colegas cientistas e suas reações não muito objetivas para tais achados.

Seus comentários dizem muito sobre as atitudes—e às vezes claros preconceitos—que alguns cientistas conservavam contra a possibilidade de um Criador. Embora, pessoalmente, um agnóstico, ele observou que as descobertas científicas e do livro de Gênesis têm muito mais em comum do que muitos de seus colegas estavam dispostos a admitir (grifo nosso ao longo das seguintes aspas).

“A prova astronômica do Princípio coloca cientistas em uma posição desconfortável, pois eles acreditam que todo efeito tem uma causa natural, e todos os eventos no Universo podem ser explicados por forças naturais, operando em conformidade com a lei física. No entanto, a ciência não encontra nenhuma força na natureza que possa explicar o princípio do Universo; e nem se pode encontrar qualquer evidência de que o Universo já existia antes mesmo desse primeiro momento. O astrônomo britânico E.A. Milne escreveu: ‘Nós não podemos fazer qualquer proposição sobre o estado de coisas [no princípio]; no ato divino da criação, Deus não é observado [pelos cientistas] e fica sem testemunhas’” (A Encantada Aparição: Inteligência no Universo [The Enchanted Loom: Mind in the Universe], 1981, p. 17).

“Os cientistas não têm prova que a vida não fosse o resultado de um ato de criação, mas são compelidos pela natureza da sua profissão a procurar explicações para a origem da vida situadas dentro dos limites da lei natural. Eles perguntam-se, ‘Como apareceu a vida a partir da matéria inerte? E qual é a probabilidade desse acontecimento?’ E para seu desgosto eles não têm uma resposta definida, porque os químicos nunca conseguiram reproduzir experiências da natureza sobre a criação da vida a partir de matéria inerte.

“Os cientistas não sabem como isso aconteceu, e, mais ainda, eles não sabem a probabilidade desse acontecimento. É possível que seja pequeníssima, e que o aparecimento de vida num planeta seja um acontecimento de probabilidade miraculosamente baixa. Talvez a vida na Terra seja única neste Universo. Nenhuma evidência científica impede essa possibilidade” (Ibid., p. 19).

“A idéia de que o Universo explodiu e assim começou a sua existência . . . é chamada muitas vezes a teoria do Big Bang . . . Esse foi, literalmente, o momento da criação. Esta é uma visão da origem do mundo que é curiosamente bíblica. Os detalhes da história dos astrónomos diferem grandemente dos da Bíblia; em particular, a idade do Universo parece ser muito maior que os 6.000 anos da descrição bíblica [como normalmente é interpretada—na verdade a Bíblia permite uma criação muito antes]; mas os registros astronómicos e bíblicos do Gênesis são parecidos num ponto essencial: Houve um princípio, e todas as coisas no Universo podem ser traçadas desse princípio” (Viagem às Estrelas: Exploração Espacial—Amanhã e Além [Journey to the Stars: Space Exploration—Tomorrow and Beyond],1989, p. 47).

“Agora nós vemos como a evidência astronómica se dirige para uma visão da origem do mundo que é bíblica. Os detalhes diferem, mas os elementos essenciais das conclusões astronómicas e dos registros bíblicos de Gênesis são os mesmos: a cadeia dos acontecimentos que levaram ao homem começou repentina e claramente num momento preciso no tempo, numa aparição instantânea de luz e energia. Alguns cientistas não se sentem bem com a idéia de que o mundo começou assim” (Deus e os Astrônomos [God and the Astronomers], 1978, p. 14).

“Geralmente, os teólogos ficam encantados com provas de que o Universo teve um princípio, mas, curiosamente, os astrónomos estão aborrecidos. As suas reacções apresentam uma interessante demonstração da reação da mente científica (que é supostamente uma mente objectivíssima), quando as evidências descobertas pela própria ciência leva a um conflito com os artigos de fé da nossa profissão científica. Acontece que o cientista reage, como o resto de nós reage, quando as nossas crenças estão em conflito com a evidência: Tornamos-nos irritados, pretendemos que não é assim, ou cobrimos a realidade com frases sem sentido” (Ibid., p. 16).

“Há uma mistura estranhosa de sentimentos e emoções nestas reações [dos cientistas perante a evidência que o universo teve um começo súbito]. As reações vêm do coração, quando seria de esperar que as reações de cientistas viessem do raciocínio. Por quê?

“Eu acho que parte da resposta é que os cientistas não podem suportar a idéia de um fenómeno natural que não pode ser explicado, mesmo com tempo e dinheiro ilimitados. Há uma espécie de religião na ciência; é a religião de uma pessoa que crê que há ordem e harmonia no Universo. Cada evento pode ser explicado de um modo racional como o produto de algum evento anterior; cada efeito tem de ter a sua causa; [mas no caso que o mundo teve um princípio] não há Causa Primária . . .

“Esta fé religiosa do cientista é violada pela descoberta de que o mundo teve um princípio sob condições nas quais as leis conhecidas da física não são válidas, e que foi um resultado de forças ou circunstâncias que nós não podemos descobrir. Quando isso acontece, o cientista perdeu o controle . . .

“Consideremos a enormidade do problema. A ciência provou que o Universo explodiu [isto é, repentinamente apareceu] e assim começou a sua existência num determinado momento. Pergunta-se: Qual foi a causa que produziu este efeito? Quem ou o que é que foi que pôs a matéria e a energia no Universo? O Universo foi criado do nada, ou foi colhido de materiais pré-existentes? E a ciência não pode responder a estas perguntas . . . ” (Ibid., pp. 113-114).

“Pode existir uma explicação legítima para o nascimento explosivo [aparição repentina] do nosso Universo; mas, se existe, a ciência não pode encontrar qual é a explicação. A busca do passado pelo cientista termina no momento da criação. Este desenvolvimento é extremamente estranho, inesperado por todos, exceto pelos teólogos, que aceitaram sempre a palavra da Bíblia: ‘No princípio Deus criou o céu e a terra’ . . .

“Agora, nós gostaríamos de continuar essa investigação ainda mais para trás no tempo, mas a barreira para mais progresso parece insuperável. Não é uma questão de mais um ano, de mais uma década de trabalho, de uma outra medida, ou outra teoria; neste momento parece que a ciência nunca será capaz de levantar a cortina do mistério da criação. Para o cientista que tenha vivido na sua fé do poder da razão, o assunto acaba como um pesadelo. Ele escalou as montanhas da ignorância; está prestes a conquistar o pico mais alto; e quando sobe a última rocha, é saudado por um bando de teólogos que nela já têm estado há séculos” (Ibid., pp. 115-116).