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O Trovejante Silêncio dos Cientistas

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Os recentes progressos no conhecimento da célula, o bloco básico da fundação da vida, são um caso apropriado. Michael Behe, professor adjunto de bioquímica, na Universidade de Lehigh, na Pensilvânia, depois de analisar extensiva investigação ao nível molecular, decidiu tornar públicas as implicações com longo alcance. O seu livro A Caixa Preta de Darwin: O Desafio da Bioquímica à Teoria da Evolução (1996) [Jorge Zahar Editor, 1997] está cheio de pormenores com suporte científico, em linguagem clara e simples, que evidência a sua impressionante conclusão. Aqui estão alguns excertos:

“De certo modo, cientistas adultos são . . . propensos a pensamentos ilusórios . . . Por exemplo, há séculos atrás pensava-se que os insectos e outros animais pequenos apareciam directamente da comida estragada. Isto era fácil de se acreditar, porque os animais pequenos se supunham ser muito simples (antes da invenção do microscópio os naturalistas pensavam que os insectos não tinham órgãos internos).

“Mas, à medida que a biologia progrediu e cuidadosas experiências mostraram que a comida protegida [para que não se estrague] não criava vida, a teoria da geração espontânea retrocedeu para limites tão distantes que a ciência não podia detectar o que realmente acontecia.

“No século dezanove esse limite era o que acontecia dentro da célula. Quando a cerveja, o leite, ou a urina eram mantidos inativos em vasilhas, mesmo fechadas, por vários dias, ficavam sempre turbos porque qualquer coisa crescia neles. Os microscópios dos séculos dezoito e dezanove mostravam que o crescimento era pequeníssimo, aparentemente de células vivas. Por isso, pareceu razoável que organismos simples vivos pudessem surgir espontaneamente de líquidos.

“A chave para persuadir o povo era a representação de células com sendo ‘simples’. Um dos principais advogados da teoria da geração espontânea, durante os meados do século dezanove, foi Ernst Haeckel, um grande admirador de Darwin e um ávido divulgador da teoria de Darwin.

“Haeckel, a partir da observação limitada das células que os microscópios forneciam supôs que a célula era uma ‘simples, pequena quantidade de combinação albuminosa de carbono’, não muito diferente de um fragmento microscópico de gelatina. Por isso, pareceu a Haeckel que tal simples vida, sem órgãos internos, podia ser produzida por material inanimado. Com certeza, agora, sabemos melhor” [tradução da edição inglesa, pp.23-24).

Quão complexa é a célula? Richard Dawkins professor de zoologia e adepto do evolucionismo admite que o núcleo da célula “contém uma base de dados em código digital [DNA], maior, em conteúdo informativo, que o conjunto de todos os 30 volumes da Enciclopédia Britânica. E este número é para cada uma das células . . . O número total de células num corpo humano é de cerca de 10 trilhões “ (O Relojoeiro Cego [The Blind Watchmaker], 1986, pp. 17-18, ênfase no original).

Mais adiante no seu livro, o Dr. Behe trata da importância da complexidade e dos detalhes complicados que os cientistas descobriram, explicando: “Ao longo das últimas quatro décadas a bioquímica moderna descobriu os segredos da célula. O progresso foi ganho a grande custo. Ele exigiu dezenas de milhares de pessoas a dedicarem a melhor parte das suas vidas ao enfadonho trabalho do laboratório . . .

“Os resultados destes esforços cumulativos para investigar a célula—para investigar a vida ao nível molecular—é um estrondoso, claro, penetrante grito de ‘desenho!’ O resultado é tão inequivoco e tão importante que tem de ser categorizado como um dos grandes feitos na história da ciência. A descoberta rivaliza com as de Newton e Einstein, Lavoisier e Schrodinger, Pasteur e Darwin. A observação do desenho inteligente da vida é tão momentoso como a observação de que a Terra gira à volta do sol; ou de que a doença é causada por bactéria; ou de que a radiação é emitida em quanta.

“A magnitude da vitória, ganha a tão grande custo através de esforço sustentado durante o decurso de décadas, seria de esperar que fizesse voar rolhas de champanhe nos laboratórios à volta do mundo. Este triunfo da ciência devia evocar gritos de ‘Eureka!’ por dez mil gargantas e devia ocasionar muito bater de palmas e celebrações de regozijo e talvez mesmo ser motivo para dia de folga.

“Mas as garrafas não foram abertas, nem se bateram palmas. Em vez disso, um silêncio embaraçoso e curioso cerca completamente a complexidade da célula. Quando o assunto surge a público, os pés começam-se a arrastar e a respiração tornar-se um pouco forçada. Em privado as pessoas sentem-se um pouco mais calmas; muitas admitem explicitamente o óbvio, mas então não tiram os olhos do chão, abanam a cabeça, e ficam-se nisso.

“Porque é que a comunidade científica não abraça avidamente a sua descoberta surpreendente? Porque é que a observação de desenho é tratada com luvas intelectuais? O dilema é que, enquanto um lado do elefante é etiquetado como desenho inteligente, o outro lado pode ser etiquetado como Deus” (pp. 232-233).

Realmente, a mais simples célula viva é tão intrincada, complexa e maravilhosa no seu desenho que mesmo a possibilidade da sua vinda à existência acidentalmente é impensável. A evidência de um Desenhador inteligente é impressionante para quem queira ver!