Discernimento e Atitude

5 minutos tempo de leitura

Ao começarmos este novo ano, os sinais das profecias bíblicas nos lembram de discernir onde estamos na linha do tempo de Deus, enquanto vivemos com urgência espiritual e fidelidade. Ainda que o retorno de Cristo possa não ser iminente, a Bíblia nos orienta a manter a vigilância espiritual, aproveitar bem as oportunidades e colocar nossa relação com Deus em primeiro lugar.

Loading the Elevenlabs Text to Speech AudioNative Player...

Com a chegada de um novo ano do calendário para grande parte do mundo, surge naturalmente a reflexão sobre nosso lugar na história e sobre o rumo que tudo isso está tomando. Causa espanto a alguns termos alcançado o ano de 2026, pois esperavam que eventos apocalípticos já tivessem acontecido. Outros supõem que ainda temos todo o tempo do mundo.

Mas isso importa? Onde estamos no curso desses eventos? E o que isso significa para sua vida?

Ao ser perguntado pelos discípulos sobre os sinais que indicariam Sua segunda vinda e o fim da era atual, Jesus Cristo apresentou uma sequência de condições e eventos de gravidade crescente que ocorreriam (encontrada em Mateus 24, Marcos 13 e Lucas 21). Ele disse que não saberíamos a hora exata de Sua vinda, mas que poderíamos reconhecer a sua aproximação: “Aprendei, pois, esta parábola da figueira: quando já os seus ramos se tornam tenros e brotam folhas, sabeis que está próximo o verão. Igualmente, quando virdes todas essas coisas, sabei que ele está próximo, às portas” (Mateus 24:32-33).

Existe aqui um paralelo com a primeira vinda de Jesus. Ele repreendeu os mestres religiosos daquela época por não aceitarem que Ele era o Messias prometido, embora pudessem discernir isso claramente. “Mas Ele, respondendo, disse-lhes: Quando é chegada a tarde, dizeis: Haverá bom tempo, porque o céu está rubro” (Mateus 16:2). Isso chegou até nós na forma de um provérbio popular que diz: “Céu vermelho de manhã, marinheiro tome cuidado”.

Jesus continuou: “Hipócritas, sabeis diferençar a face do céu e não conheceis os sinais dos tempos” (versículo 3).

Havia sinais evidentes da chegada do Messias. O ministério de Jesus correspondeu ao período de tempo estabelecido pela profecia de Daniel 9, que previa um número específico de anos até a vinda do Messias. Isso ocorreu durante o período do Império Romano, o quarto poder governante mencionado em Daniel 2 e 7, que testemunharia a vinda do Messias. Ele foi precedido por João Batista, alguém semelhante a Elias, que preparou o caminho e anunciou Sua vinda. Além disso os milagres de Jesus, Sua amplificação da lei, Sua mensagem e Seu caráter deveriam ter deixado claro para eles que aquele era o tempo da vinda do Messias.

Mas eles se recusaram a reconhecer isso. E muitos continuaram se recusando, mesmo após Sua morte e ressurreição.

Atualmente, visto que Ele deixou sinais que antecederiam Seu retorno, é fundamental que estejamos atentos para discerni-los, pois existem evidências claras de que vivemos no tempo do fim. Contudo, esse mesmo discernimento também deveria servir para reconhecer que o tempo do fim ainda não havia chegado. E esse discernimento também deveria nos ajudar a entender se estamos no tempo do fim, embora ainda haja um período importante a transcorrer. Nesta edição, vamos analisar essa importante perspectiva.

Obviamente, não basta apenas discernir o tempo. Também precisamos saber como agir nesse tempo, assim como fizeram os filhos de Issacar, destacados em nossa matéria de capa.

Ao constatarmos que ainda resta tempo pela frente, devemos agir com cautela. Com o passar do tempo, há uma tendência em diminuir a diligência em nossa forma de pensar, refletindo a atitude do servo infiel, mencionado por Jesus, que disse: “Meu senhor não voltará tão cedo” (Mateus 24:48, BLH). Isso leva a condutas impróprias e ao tratamento injusto dos outros, resultando em condenação e destruição pessoal (versículos 45 e 46).

Jesus declarou que precisava realizar Sua missão enquanto ainda havia tempo, pois chegaria um tempo em que não seria mais possível dar continuidade à Sua obra daquela época (João 9:4). E essa mesma realidade se aplica agora a todos nós.

Diversos artigos desta edição tratam da gestão do tempo. Grande parte disso reside em estabelecer prioridades e decidir como empregar esse recurso tão precioso. Há uma infinidade de coisas que disputam o nosso tempo. Jesus disse: “E olhai por vós, para que não aconteça que o vosso coração se carregue de glutonaria, de embriaguez, e dos cuidados da vida, e venha sobre vós de improviso aquele dia [de Seu retorno]. Porque virá como um laço sobre todos os que habitam na face de toda a terra. Vigiai, pois, em todo o tempo, orando, para que sejais havidos por dignos de evitar todas essas coisas que hão de acontecer e de estar em pé diante do Filho do Homem” (Lucas 21:34-36).

A Bíblia Nova Versão Transformadora parafraseia 1 Pedro 4:7 da seguinte forma: “O fim de todas as coisas está próximo. Portanto, sejam sensatos e disciplinados em suas orações”.

Isso não é apenas uma escolha pontual mas uma decisão permanente. Precisamos aprender a administrar nosso tempo para orar, estudar a Bíblia e viver de acordo com o chamado de Deus. Todas as distrações são um teste de caráter. Dedicamos tempo àquilo que mais valorizamos, porque o que é importante é priorizado.

O que é importante para você? Mantenha seu relacionamento com Deus, através de Cristo, como sua prioridade máxima. Caso tenha errado, arrependa-se e siga perseverando. Assim, você estará pronto quando o fim chegar e poderá ingressar na eternidade com o Pai e com Cristo para sempre, finalmente livre das limitações do tempo!

Course Content