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Epístolas de Paulo: 2 Tessalonicenses 3 e introdução a Gálatas

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Epístolas de Paulo

2 Tessalonicenses 3 e introdução a Gálatas

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Epístolas de Paulo: 2 Tessalonicenses 3 e introdução a Gálatas

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Continuação do estudo das epístolas de Paulo.

Transcrição

Bom dia, boa tarde, queridos irmãos! Aqui é Jorge de Campos.

Depois de Paulo completar uma visita difícil à Tessalonica, ele foi à Coríntios e de Coríntios escreveu aos irmãos em Tessalónica para os encorajar e abordar algumas questões que existiam, dentre as quais, a vinda de Cristo, a ociosidade – atitude de pessoas em não quererem trabalhar e, por não terem nada que fazer, estão sempre a meter-se na vida de outras pesssoas, diz-se assim: intrometidas.

Mas sua carta ou epístola aos tessalonicenses, Paulo quando abordou tais situações acerca da segunda vinda de Cristo, criou outras perguntas e, acerca da ociosidade, as pessoas de não quererem trabalhar continuou. Porque isto geralmente é o que acontece na Igreja de Deus, o ministro está a pregar, está a dar um ensino e muitas pessoas é como se não tivessem ouvido nada – entra de um lado e saí de outro, infelizmente, nas igrejas é assim. Há poucas pessoas que de facto prestam atenção, analizam e começam a mudar suas vidas pela palavra pregada, seja isso em actos de sensibilidade e de carinho uns para com os outros; seja pelo cuidado como dizem certas coisas, ofendem ou causam tropeço a outras pessoas pelas coisas que dizem, pensam que não estão a dizer mal mas o tom, a maneira como as coisas saem – certas pessoas saem ofendidas e muitas vezes nós precisamos ensinar os irmãos: ó vocês precisam trabalhar, precisam ter cuidado com o que dizem e é como que estivessemos a dizer coisas em vão. E, então, Paulo teve que escrever a 2ª Epístola aos Tessalonicenses em que mais uma vez, ele está a os encorajar à fidelidade e está a abordar uma vez mais alguns males entendidos acerca da 2ª vinda de Cristo.

No estudo prévio sobre as cartas de Paulo que venho abordando, nós no último estudo completamos o capítulo 2 de 2ª Tessalonicenses que é um capítulo bem importante, pois, refere-se a eventos chaves, de grande importância para termos um entendimento do que está a caminho de vir e ele aborda, principalmente dois pontos: a apostasia – a queda da verdade; e o homem do pecado – o filho da perdição. Também falou do anticristo – o que é o anticristo, também [eu] mencionei em 1 João 2 versículo 18 o que isso é também falou acerca do falso profeta que Jesus Cristo destruirá à sua vinda. Também Paulo em 2ª Tessalonicenses capítulo 2, fala sobre o ministério da iniquidade e outro ponto mencionado é o de que as pessoas não devem perder o amor pela verdade. Isso é muito importante. Isso é extremamente importante.

Depois, menciona-se que as pessoas estavam a negar a Cristo porque Cristo é a verdade. A verdade é Cristo. Ele é nosso salvador. Ele é aquele que morreu por nós. Ele é a nossa única esperança não só individualmente para nossa salvação pessoal mas também nacionalmente na salvação do nosso país – onde vivemos. Aonde você esteja a viver, em que país esteja a ouvir este sermão a situação está terrível e cada vez mais está a ficar pior e por isso sabemos que Jesus Cristo é o Criador, tudo foi criado por ele, debaixo da autorização e da responsabilidade que lhe foi dada pelo Pai e vemos também em Apocalipse 1, vemos que Jesus Cristo é o início e o fim, alfa e o ómega, e não há possibilidade de negar, exemplo vemos em Hebreus 2 versículos 8 a 10, que fomos criados para receber esta glória de virmos a ser filhos e filhas de Deus através da salvação e do sacrifício de Cristo que faz isso possível.

Por isso, Paulo nessa 2ª epístola aos Tessalonicenses está a dizer que precisamos de nos manter bem seguros, bem sólidos às tradições que foram ensinadas pelos apóstolos.

Então hoje, queridos irmãos, vamos continuar no capítulo 3 de 2º Tessalonicenses e diz assim:

Finalmente, irmãos, orai por nós, para que a palavra do Senhor se propague e seja glorificada, como também está acontecendo entre vós;

Por quê que é importante de orar pelos ministros irmãos? Porque vocês sabem das dificuldades e as pressões que vocês têm, principalmente, se vocês estão a querer seguir a Deus, seguir a Cristo, para ser melhores seguidores de Cristo. O quê que se passa? O maligno vai odiar você e vai atacar você de formas mais e mais forte. Conforme você começa a entender a verdade, conforme você começa a se esforçar e a seguir o caminho, você vai ver que vai ter mais e mais dificuldades que virão a você por causa do maligno que vai pôr dificuldades a você.

Ora, se isso é verdade consigo quanto mais, isto é, o maligno, ele odeia a nós como ministros de Jesus Cristo – aqueles que estão a ensinar e a pregar a pura verdade. A verdade sem qualquer desvio do caminho, sem qualquer impureza. E realmente, a maioria do mundo é oposta, está em oposição a verdade. E continuando a ler no capítulo em estudo…

Precisamos de orar irmãos para que esta obra da Igreja de Deus Unida de pregar a mensagem de Jesus Cristo e do Reino de Deus, Jesus Cristo é aquele que pregou esta mensagem, aquele que, digamos assim, uma pedra principal na realização e na execução deste plano da salvação da humanidade – porque ele é o Rei vindouro, ele é nosso Salvador, nosso Sumo Sacerdote e ele é por quem devemos ter confiança – o nosso advogado de defesa. Por isso, precisamos de estar perto de Deus, de orar uns pelos outros e orar para que esta obra possa continuar. Versículo 2:

E para que sejamos livres dos homens perversos e maus; porque a fé não é de todos.

Queridos irmãos, esta palavra perverso – lendo simplesmente assim, são pessoas iníquas, pessoas que pecam. Correcto. É. Mas esta palavra no grego “atopos” que quer dizer impróprios, desordenados, pessoas fora do seu lugar; isto é, pessoas que não estão disciplinadas, que não se submetem às leis, são pessoas que estão erradas, pessoas que estão a actuar de uma forma desordenada, que estão a seguir pensamentos e ideias irracionais. E por isso, são pessoas que estão a actuar não só tecnicamente pessoas perversas mas são pessoas que pensam de uma maneira estranha, irracionais.

O comentário de Barnes coloca isto desta maneira quando está a falar desta palavra [perverso]: homens que agiram mal ou indevidamente; homens que não foram encontrados no lugar certo ou que não tinham a visão correcta das coisas e provavelmente não se refere a serem positivamente perversos ou maliciosos, invés disto, colocaram as coisas nos seus devidos lugares. Quer dizer, não estão a raciocinar as coisas correctamente. Continuando, eles davam importância a coisas indevidamente e menos importância a outras que mereciam esta importância. Por isso este impróprio, oposição, colocação de certas coisas que deviam ser importantes e tratam como se não fossem importantes e coisas que não são importantes tratam como se fosse importantes. É esta irracionalidade, esta falta que chamam “falta de senso comum”. Continuando … eles tinham uma visão distorcida do valor das coisas e alternando os seus pontos de vista, perseguindo os seus próprios objectivos à exclusão dos outros, eles apresentavam uma obstrução constante ao verdadeiro evangelho. Por isso Paulo estava a dizer para sermos livres de homens que têm este raciocínio incorrecto, perverso, esta maneira incorrecta de ver as coisas, estão a pôr dificuldades constantes, a fazer uma obstrução, uma barreira contra a pregação do veradeiro evangelho. Porque a fé não é de todos. Isto é, não são todos que são pessoas de confiança. Sim. Nem todos são de confiança. Não são pessoas fiéis, de fidelidade. Não podemos confiar neles. Versículo 3:

Todavia, o Senhor é fiel; ele vos confirmará e guardará do Maligno.

Deus é fiel. Sim. Temos que orar para sermos protegidos destes ataques do Maligno. Vocês sabem o que eu estou a falar porque muitos de vocês sofrem de ataques do maligno que vem por outras pessoas ou seja lá do que for e esses ataques são particularmente ainda mais profundos, mais fortes aos ministros e precisamos ainda mais de orar uns pelos outros e de orar pelo ministério, todavia, embora essas pessoas existam, Deus é fiel e ele nos confrmará e nos guardará. Versículo 4:

Nós também temos confiança em vós no Senhor, de que não só estais praticando as coisas que vos ordenamos, como também continuareis a fazê-las.

Paulo mais uma vez está a encorajar à Igreja “eu tenho confiança em vocês, não só Deus” vocês não são homens irracionais, são homens racionais que estão a ver isso de uma maneira correcta e eu posso confiar em vocês no Senhor de que não só estais a praticar as coisas que vos ordenamos como também continuareis a fazê-las.

Paulo aqui está a dizer que tem confiança na Igreja porque esta está a fazer o que lhe foi ordenada e que continuará a fazer.

Queridos irmãos, lembrem-se que Deus é fiel e por outro lado, precisamos de entender que existe o Maligno e o Maligno tem as suas ciladas. Por exemplo: o Maligno encoraja o espírito à uma atitude rebelde, raivosa e hóstil – isso vem do Maligno. Inspira um espírito orgulhoso e sem vontade de perdoar. Isso vem do Maligno. O Maligno encoraja ou desenvolve em pessoas um espírito insatisfeito, desanimado e deprimido. Se você está a passar por fases de depreção e desânimo – cuidado! Isto é o que satanás quer para afectar-te talvez por causa de outras situações, pessoas estão a tratar mal você ou seja lá o que for … você, entaõ, está a ser/ficar desanimado e deprimido. Não estou a dizer que é fácil vencer isto. Mas precisamos entender que isto é parte das ciladas do Maligno. O Maligno encoraja a você um espírito, uma atitude, um sentimento que você “pense bem, não é problema em ceder ou facilitar um bocadinho deste pecado ou coisa assim; não é problema se comprometer neste problema ou assunto” não! É um problema. É um problema. Não podemos ter esta atitude, não podemos ter este espírito. Esses pensamento do Maligno. O Maligno tem várias ciladas, seja rebelia, vaidade, desonestidade, orgulho, sem vontade de cultuar, uma atitude de estar deprimido, desanimado, insatisfeito e que quer comprometer você com o pecado para cederes, permitires, facilitares: “só um bocadinho, certamente Deus perdoa isto!”

Queridos irmãos, por isso é que diz aqui no versículo 3: Todavia, o Senhor é fiel; ele vos confirmará e guardará do Maligno. Se estamos a agradar a Deus e obedecer a ele. Vocês lêem em I João 3 versículo 22. É sempre bom verificar as escrituras. Temos que ler a Bíblia. Ler a partir da sua Bíblia:

E aquilo que pedimos dele recebemos [por quê que recebemos o que pedimos do Pai?], porque guardamos os seus mandamentos e fazemos diante dele o que lhe é agradável.

Queridos irmãos, não precisamos ter medo do Maligno ou, aliás, não devems ter medo do Maligno desde que nós estejámos a fazer o que é agradável a Deus. Por isso é que Paulo diz “nós temos confiança em vocês no Senhor que vocês vão fazer o que eu estou a dizer”. Alguma autoridade apostólica de Paulo a dizer: não façam isto que vocês vão obedecer a esta autoridade apostólica. Há certa autoridade dos ministros. Não é para serem ditadores mas é para cuidar-vos para o vosso bem. Infelizmente muitas pessoas não têm respeito pelo ministério de Jesus Cristo esse é um problema entre eles e Deus mas nós diz assim: mas nós temos confiança em vocês no Senhor e vão fazer o que Paulo está a dizer o que vocês vão fazer. Continuando a aler no versículo 5:

Ora, o Senhor conduza o vosso coração ao amor de Deus [se tivermos este amor de Deus, vamos obedecer a Deus e fazer o que é agradável a ele ] e à constância de Cristo [esta constância não pressupõe um dia sim e um dia não; não. É uma constância, uma perseverança constante]. Continuando a ler no versículo 6:

Antes, rebuscando o versículo 4:

Nós também temos confiança em vós no Senhor, de que não só estais prativando as coisas que vos ordenamos, como também continuareis a fazê-las. Agora veja o versículo 6:

Nós vos ordenamos, irmãos, em nome do Senhor Jesus Cristo, que vos aparteis de todo irmão que ande desordenadamente e não segundo a tradição que de nós recebestes;

Depois diz que o Senhor vos deu o amor de Deus. A inclinação para permanecerdes no amor de Deus, continuarem em estas instruções. Depois diz no versículo 6 que nós nos ordenamos irmãos, pela autoridade de Jesus Cristo que não sejam pessoas desordenadas, pessoas que andem desordenadas e não segundo a tradição do que recebestes. O quê quer dizer desordenadas? Quer dizer que é uma pessoa desorganizada, que deixa as coisas aqui e acolá? Não. Não. É porque a palavra aqui desordenada vem da palavra grega “atactus”; quer dizer pessoas que não estavam a trabalhar; que eram insubordinadas; que não estavam dispostas a trabalhar e a submeter-se. Precisamos ser submissos. Precisamos fazer o que nos ordenam. É uma certa ordenação, uma certa disciplina. Pessoas indisciplinadas, insubordinadas. É a desculpa desses era “não precisamos fazer … porque Cristo vem brevemente e o governo vai me dar dinheiro de qualquer maneira. Vou receber o dinheiro que me dá e pooh chega! É o meu direito receber de qualquer maneira.

Queridos irmãos, não é assim qe Deus vê as coisas. Diz: segundo a tradição que de nós recebestes. Pr exemplo: vocês vêm os ministros de Deus. Trabalham dia e noite. Têm muito trabalho. Não estão aí a dizer: façam um bocadinho e agora estou a descansar. Sim, precisamos de descansar mas trabalham duro. Noutras palavras: não são desordenados. Por isso diz: nós vos ordenamos, demos a vocês uma instrução, um comando, uma autoridade apostólica em nome de Jesus Cristo para se apartarem de irmãos que sejam desordenados e não queiram trabalhar. Porque não estão a seguir o exemplo de Paulo. Paulo aqui a dizer e daqueles que estavam com ele. Versículo 7:

Pois vós mesmos estais cientes do modo por que vos convém imitar-nos, visto que nunca nos portamos desordenadamente [nunca nos comportamos atacateos, atactus, dessa maneira; quer dizer, nunca nos comportamos como pessoas preguiçosas que não queiram trabalhar, desordenadas, insubordinadas] entre vós,

Nem jamais comemos pão à custa de outrem; pelo contrário, em labor e fadiga, de noite e de dia, trabalhamos, a fim de não sermos pesados a nenhum de vós;

Paulo, quando estava a escrever aos tessalonicenses nunca pediu deles um cêntimo. Ele disse: jamais comemos pão à custa de outros. Jamais, pelo contrário, em fadiga, de dia e de noite, trabalhamos a fim de não sermos pesados a nenhum de vós;

Somos deste modo? Irmãos, não estou a falar quando uma pessoa está em doenças e que não pode estar a trabalhar, embora, as vezes, uma pessoa mesmo doente não pode fazer uma coisa mas pode fazer outra coisa.

Eu conheço um irmão na África do Sul, quando tinham dezoito ou vinte anos … estava perto dum rio e foi, era um homem jovem e, jovem, cheio de energia, cheio de capacidade física e, sim estava e está na igreja, e foi para o rio e saltou ao rio para mergulhar. Infelizmente, não sabia que o fundo do rio era baixo. Embateu a cabeça ao chão e quebrou o pescoço. Daí em diante, acabou paraplégico: não anda, não mexe as mãos, dos ombros para baixo não consegue fazer qualquer movimento.

Imaginem, um moço, de dezoito ou vinte anos, encontrando-se nesta situação, a depreção, o desânimo e sei lá que mais… sabem que hoje ele está numa cadeira, a esposa ajuda-o a pô-lo na cadeira, e outras coisas, e esta cadeira é motorizada. Ele controla esta cadeira com um dispositivo na boca e ele escreve no computador com uma coisa na boca e ele criou a sua própria empresa, a sua própria companhia com esta situação física que ele está e tem uma companhia que fabrica cadeira de pessoas na mesma condição que a sua e este negócio tem tido bom sucesso. O ponto é que não estou a falar de pessoas que não podem trabalhar mas, às vezes, é uma questão de olhar para além da dificuldade e fazer coisas debaixo destas limitações e ir para além e fazer qualquer coisa. Muitas pessoas são cegas e trabalham e têm sucesso na vida. Acontece.

Está aqui Paulo a dizer que há pessoas desordenadas. Por outro lado, eu estou a dar aqui também um equilíbrio, dizendo que se há pessoas doentes temos que dar alguma consideração a isso mas, mesmo assim, em muitos casos, há pessoas que conseguem vencer essas debilidades, essas dificuldades e conseguem ainda ter sucesso. Isto é uma atitude que não querem viver à custa dos outros e vão se esforçar a fazer o que podem. É o que está aqui a dizer no versículo 8, no seu exemplo, trabalhou duro. Versículo 9:

Não porque não tivéssemos esse direito, mas por termos em vista oferecer-vos exemplo em nós mesmos, para nos imitardes.

Não porque não tivemos autoridade para receber dízimo de vocês. Por exemplo: vocês lêem em I Coríntios 9 começando no versículo 3:

A minha defesa perante os que me interpelam é esta:

Não temos nós o direito de comer e beber? [está aqui a referir-se dos dízimos]

E também o de fazer-nos acompanhar de uma mulher irmã [isto é, quando viajamos não temos o direito de viajar com nossa esposa?], como fazem os demais apóstolos, e os irmãos do SENHOR, e Cefas [Cefas que é Pedro. Você vê que Pedro era casado]?

Ou somente eu e Barnabé não temos direito de deixar de trabalhar [isto é, de viver do dízimo]? Versículo 9:

Porque na Lei de está escrito: não atarás a boca ao boi, quando pisa o trigo. Acaso, é com bois que Deus se preocupa?

Ou é, seguramente, por nós que ele o diz? Certo que é por nós que está escrito; pois o que lavra cumpre fazê-lo com esperança; o que pisa o trigo faça-o na esperança de receber a parte que lhe é devida [o dízimo].

Segunda parte do versículo 12:

Entretanto, não usamos desse direito; antes, suportamos tudo, para não criarmos qualquer obstáculo ao evangelho de Cristo.

Não sabeis vós que os que prestam serviços sagrados do próprio templo se alimentam? E quem serve ao altar do altar tira o seu sustento?

Os levitas recebiam os dízimos dos israelitas e os próprios sacerdotes recebiam o dízimo do dízimo dos levitas. Versículo 15:

Eu, porém, não me tenho servido de nenhuma destas coisas e não escrevo isto para que assim se faça comigo; porque melhor me fora morrer, antes que alguém me anule esta glória.

Se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois sobre mim pesa essa obrigação; porque ai de mim se não pregar o evangelho!

Por isso, aqui está a dizer que ele tinha o direito sobre o dízimo, mas não estava a dizer que “vocês têm que me dar o dízimo”. Sim, haviam outras congregações que o ajudavam. Vejam em II Coríntios 11 versículos 7 a 9:

Cometi eu, porventura, algum pecado pelo facto de viver humildemente, para que fôsseis vós exaltados, visto que gratuitamente vos anunciei o evangelho de Deus?

Queridos irmãos, nós na Igreja de Deus, anunciamos as boas novas do reino de Deus gratuitamente.

Despojei outras igrejas, recebendo salário [ele recebeu salário de outras igrejas que o deram de livre vontade. Deram o dízimo. Mas não esteve a pedir. Eu vou ao Brasil mas não peço o dízimo. A lei do dízimo existe. Vocês querem dar o dízimo? Vêm na Revista A Boa Nova a capa de trás tem as coordenadas bancárias da Igreja e vocês podem pôr lá os vossos dízimos. Mas eu não estou a pedir. A lei de Deus diz o que vocês têm de fazer. Ou vocês obedecem ou não, a decisão é vossa. Algumas vezes dou sermões acerca das leis dos dízimos mas não estou em cima de vocês “por quê que você não está a dizimar…mas você sabe o que a lei diz. Se você quer obedecer a Deus e quer receber o Espírito Santo de Deus e quer receber as bênçãos de Deus segundo Malaquias 3:9 Malaquias 3:9Vós sois amaldiçoados com a maldição; porque a mim me roubais, sim, vós, esta nação toda.
Almeida Atualizada×
a 10 diz: ponham Deus a prova. E aí diz que vocês me roubaram nos dízimos e nas ofertas. Não pensem que isto era só no Antigo Testamento. Aqui Paulo está a referir-se do mesmo a dizer que despojei outras igrejas recebendo o salário – recebendo o dízimo], para vos poder servir,

E, estando entre vós, ao passar privações, não me fiz pesado a ninguém; pois os irmãos, quando vieram da Macedônia, supriram o que me faltava; e, em tudo, me guardei e me guardarei de vos ser pesado.

Continuando em Tessalonicenses onde estávamos a pouco no versículo 9:

Não porque não tivéssemos esse direito, mas por termos em vista oferecer-vos exemplo em nós mesmos, para nos imitardes [porque trabalho].

Por exemplo, eu convosco, tenho o direito de dizer: preciso do dízimo! Mas não.

Porque, quando ainda convosco [quando escrevi a I carta, a ordem apostólica, a instrução apostólica foi: se vocês não querem trabalhar, não comam. Esta foi a ordem apostólica. Para que as pessoas não sejam desordenadas], vos ordenamos isto: se alguém não quer trabalhar, também não coma.

Pois, de facto, estamos informados de que, entre vós, há pessoas que andam desordenadamente, não trabalhando; antes, se intrometem na vida alheia.

Por que? Porque não têm nada a fazer. Não têm nada a fazer, estão sempre a intrometer-se em vida alheia. Por que? Porque têm todo tempo. Em II Tessalonicenses onde estamos a ler, estamos a ver aqui que isto é uma ordemo apostólica. Por isso diz no versículo 12:

A essas pessoas, porém, determinamos [é uma ordem apostólica. Do apóstolo. Mas estamos a exortar e não é para que Paulo receba dinheiro mas para vocês obedecerem a lei do sábado. Sim. Por quê? Porque quando lemos o que diz a lei do sábado, vejemos aí, em Êxodo 20 versículos 8-11: “Lembra-te do dia do sábado para o santificar. Toma atenção ao que esta lei diz no versículo 9: seis dias trabalharás e farás a tua obra. A lei do sábado diz para trabalhar seis dias. Não diz para seres desordenado, para seres preguiçoso ou seja o que for; uma vez mais, não estou a falar de pessoas com doenças, mas estou a falar a você com capacidades de trabalho. Mas também mencionei que há pessoas com dificuldades podem exercer um trabalho diferente. Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. Queridos irmãos, também sei que hoje em dia, pela situação do covid-19, há muitas dificuldades de obter emprego mas algumas pessoas são muito criativas. Tem muita criatividade e aplicam isto para fazer coisas para servir aos outros. Sim, descansa no sétimo dia. A lei do sábado diz para descansar no sétimo dia como também, diz para trabalhar nos seis dias. Por isso, devemos trabalhar. Trabalhem! É a lei de Deus. ], exortamos no Senhor Jesus Cristo que trabalhando tranquilamente [não sejam intrometidos meterem-se na vida de outros, intrometerem-se na vida alheia] comam o seu próprio pão.

E vós irmãos, não vos esqueçais de fazer o bem [se as pessoas têm dificuldades, ajudem-nas. É importante que as pessoas façam a sua parte]. Versículo 14:

Caso alguém não preste obediência a nossa palavra dada por esta epístola [se as pessoas não obedecerem à esta epístola, instrução apostólica que o apóstolo Paulo está a dizer] notai-o e nem vos associeis à ele para que fique envergonhado.

Por isso é que lemos no versículo 6, nós vos ordenamos em nome [pela autoridade] do Senhor Jesus Cristo que vos aparteis de todo irmão que anda desordenadamente. Ele está a repetir isto no versículo 14. Notai-o nem vos associeis à ele para que fique envergonhado. Isto é, você não estar a encorajar a esta pessoa a continuar a viver desta forma porque você em amor quer que ele ou ela se arrependa. Em amor quer que ele ou ela se arrependa. Por isso é que diz no versículo 15:

Todavia, não o considereis por inimigo [não o trates mal. Aí está um certo equilíbrio, uma certa sensibilidade de como fazer isto: com cuidado. A uma certa separação até um ponto para o envergonhar, para ele se arrepender em amor, mas por outro lado, não o trates como inimigo mas advirta-o como irmão]. Versículo 16:

O Senhor da paz, ele mesmo, vos dê contínua paz em todas as circunstâncias. O Senhor esteja com todo vós!

Versículo 17:

A saudação é do meu próprio punho [da minha própria mão] este é o sinal em cada epístola, assim é que eu assino. A graça de nosso Senhor Jesus Cristo esteja com todo vós. amén

Paulo tinha dificuldades, sobretudo, de ver, por causo do seu problemas nas vistas mas escrevia essa conclusão à mão porque haviam cartas como se fosse dele e aí poderiam ver quais as cartas de Paulo e quais as que não eram.

E vemos queridos irmãos, que Paulo deu encorajamento a estes irmãos. Abordou certos problemas acerca da vinda de Cristo e também acerca desta ideia que não precisavam trabalhar porque Cristo estava a vir a qualquer momento ou seja outra desculpa que as pessoas tenham. Depois disto, Paulo então viajou para Éfeso, vê-se em Actos 18 versículo 11 e aí/ou em Éfeso recebeu notícias da Galacia, Éfeso é na actual Turquia, cidade costeira, mas no interior da Turquia era a parte da Galacia, ele então ou possivelmente, recebeu uma mensagem da Galacia e escreveu a epístola aos Gálatas ou depois disto, quando voltou à Jerusalém, foi a Antioquia, digamos assim, tendo completado a sua segunda viagem missionária ou escreveu da Antioquia ou ao início da sua viagem mas é mais provavel que foi em Éfeso ou quando estava em Antioquia antes de ir à Galacia na sua terceira viagem missionária.

Então, vê-se aí que a epístola aos Gálatas foi possivelmente a sua terceira carta porque a I e II cartas foi aos Tessalonicenses e a terceira foi aos Gálatas. E como eu disse, Galacia foi uma região no centro da Turquia, um bocadinho mais ao sul da Turquia, mas central para o interior e está carta certamente foi escrita por Paulo, pois, foi o início; essa carta foi escrita por Paulo e essa vai ser a epístola que vou abordar nas próximas secções de estudo das epístolas de Paulo mas para dar um gênero de introdução, é que precisamos entender que ele estabeleceu as igrejas na área da Galacia: Derbi, Listra, Icônio, Antioquia, Psídia; estas áreas, que eram áreas da Galacia durante a sua primeira viagem missionária, isto é, Actos 13 e 14; vê-se nesses capítulos esteve em Antioquia, Psídia … esteve aí a pregar e houve pessoas (judeus) que tiveram inveja, depois vê-se em Actos 14 que ele foi à Icônio, Listra e a Derbi; e depois, voltou à Antioquia da Síria, onde, digamos assim, era a sede, o centro, a base de onde ele viajava. Assim, ele fez a primeira viagem e nesta primeira viagem estabeleceu igrejas na Galacia mas aí vimos que nesta área da Galacia havia perseguições de pessoas judias. Vejam, simplesmente aqui para mostrar que era esse problema em Actos 13, começando por exemplo nos versículos 13 e 14 é assim que estava. Os companheiros dirigiram-se a Pérgamo, na Panfídia, parte da área da Galacia, depois regressando para Antioquia da Psídia, sábado foi a sinagoga e depois, vemos adiante, pregar à sinagoga num sábado e no sábado seguinte voltou a pregar, nos versículos 42 e 43 de Actos 13; depois vejam no versículo 45:

Os judeus vendo as multidões, tomaram-se de inveja e blasfemando contradiziam o que Paulo falava.

Então foi aí que decide ir para os gentios. Foi nessa viagem que começou esta resistÊncia, digamos assim, pelo judaísmo contra a mensagem de Paulo contra “estamos a ser justificados pela graça ou pela fé de Jesus Cristo”. Este foi o tema. O problema já tinha iniciado mas quando ele voltou, ao fim da primeira viagem missionária, então, houve a conferência de Jerusalém em Actos 15 e aí foi esta questão “é ou não é necessário circuncidar/ é ou não é necessário obedecer as leis cerimoniais de Moisés?”. Pensando que as leis cerimoniais é que os justificavam. E Paulo está a dizer: Não. Somos justificados pelo sangue de Cristo. Pelo sacrifício, pela graça de Cristo, o que ele fez por nós, nos perdoa. Essas leis cerimoniais apontavam simplesmente para Cristo, para o sacrifício pascal de Cristo – o verdadeiro sacrifício.

Depois, vê-se que começou a segunda viagem, isto em Actos 16, ele foi a Derbi e Listra – essas são áreas da Galacia e foi a Listra e Icônio, esteve nestas áreas; vê-se aqui, no versículo 6, do capítulo 16:

E percorrendo a região Frígia [vê-se que essa era a região. Teve nestas áreas da Galacia. Até Paulo na Galacia] Veja em Gálatas 4 versículo 13:

Vós sabeis que vos preguei o Evangelho a primeira vez por causa de uma enfermidade física [isto é, na primeira viagem; implicitamente está a dizer que houve uma segunda viagem. Por que diria da primeira vez, se não existia a segunda vez. Preguei quando fui aí, mas preguei a primeira vez quando fui aí, não na segunda vez. Foi uma segunda também]. Em Atos 16 vê-se também aqui a segunda viagem à área da Galacia. Então, ele recebeu Timóteo como companheiro de viagem e então vê-se aí a sua visita e na segunda viagem quando foi chamado para ir à Europa, ele então foi à Macedónia, à Tessalónica e quando terminou e voltou a segunda viagem, à caminho de Jerusalém, parou em Éfeso e recebeu notícias dos Gálatas e é por isso que escreveu esta carta, digamos assim, essa epístola aos gálatas.

Por isso, a epístola aos gálatas é talvez uma das epístolas mais disputadas porque escreve pontos doutrinais que são muito imprtantes do qual o tema principal é a justificação; é a justificação. Não somos justificados  pelo sacrifício de cordeiros, bodes e touros, mas somos justificados pelo sacrifício do sangue de Jesus Cristo. Isto é que Paulo está a explicar aos judeus: somos justificados pelo sangue de Cristo e não pelo sangue de bodes ou touros. E como eles queriam seguir as leis cerimoniais, digamos assim, religiosamente não entendiam isso. Não entendiam que essa lei cerimonial era temporária que apontava a Cristo.

Por isso é que Paulo tinha essas lutas, essas questões. Noutras palavras: para sermos justos diante de Deus, para termos os nossos pecados perdoados, nós somos lavados pelo sangue de Cristo e não pelo sangue do cordeiro ou do touro ou dum bode. E esse sacrifício de Jesus Cristo tem que ter o outro lado da moeda. Tem que ter: o compromisso de que agora não continuarei mais a viver dessa maneira.

O livro de Gálatas, o próximo estudo brevemente, está a descrever que somos justificados não por obedecermos a lei perfeitamente mas somos justifcados pelo sacrifício de Jesus Cristo. Noutras palavras: não somos justificados pela obediência à lei cerimonial mas somos justificados pelo sacrifício de Jesus Cristo. Mas isso não significa    que não precisamos de obedecer a Lei de Deus, uma vez justificados, precisamos obedecer às Leis de Deus, uma vez perdoados, agora, temos que respoder a esse perdão, a essa chamada para sermos verdadeiros cristãos.

Então, uma vez mais, por que o livro de Gálatas é um livro que é muito disputado? Porque o chamado mundo cristão está a criar desculpa para abolir a Lei de Deus. Nomeadamente, especificamente: o sábado e os dias santos. Ah, alguém diz “não podemos matar”, “não devemos mentir”, “não devemos cometer adultério”… mas a lei de Deus que eles têm resistência é o quarto mandamento: o sábados semanal e os sábados anuais – são sinais de obediência a Deus.

Queridos irmãos, assim o mundo cristão, de uma maneira geral, está a deturpar o livro de Gálata, o livro de Colossenses e o livro de Romanos para justificar que não precisam guardar o sábado e os dias santos.

Por exemplo, Martinho Lutero chamou o livro de Gálatas o seu amante. Por que? Porque usou o livro de Gálatas deturpado, alterado para justifcar que estava liberado da lei; para que ele pudesse desobedecer a guarda do sábado e dos dias santos. Martinho Lutero chamou também o livro de Tiago como uma epístola de palha. Não tinha valor algum para ele porque Tiago, claramente, declara que temos que obedecer as leis de Deus e assim, o livro de Tiago está em directa oposição com os conceitos de Martinho e com os conceitos das religiões cristães de hoje em dia, todas elas, praticamente que dizem: você é salvo só pela fé. Sim! Somos salvos pela fé, mas não diz: só pela fé. É a fé e a lei. A fé sem obra está morta. Por isso, temos muito a abordar neste assunto nos próximos estudos em que vamos falar mais acerca da epístola de Paulo aos Gálatas.

Até a próxima, queridos irmãos!