O objectivo deste sermão é fundamentar os cristãos nas verdades essenciais que se centram na natureza de Deus e de Cristo, pois é nessas verdades essenciais que o maravilhoso propósito de Deus para a humanidade é revelado.
Bom dia ou boa tarde queridos irmãos aqui é Jorge Campos.
Quem é Deus e qual é a sua natureza? Quem é Jesus Cristo e qual é a sua natureza? Qual é o propósito de Deus para a humanidade?
Estas são questões muito importantes que são doutrinárias e envolvem muitas discussões sobre a natureza de Deus e de Cristo e são centralizadas acerca da origem, da unidade e da encarnação de Jesus Cristo.
Num sentido estrito a teologia hoje em dia pretende estudar a origem e a essência de Deus e por isso quando os teólogos falam da natureza de Deus geralmente estão a se referir a natureza essencial do seu ser, ou seja, quais são as características essenciais do seu ser e qual é a relação do filho com o Pai eterno.
Queridos irmãos, o objetivo deste sermão é fundamentar os cristãos nas verdades essenciais que centram na natureza de Deus e de Cristo, pois, é nessa verdades essenciais é que o maravilhoso propósito para a humanidade é revelado.
Nós acreditamos que existe apenas um Deus e não dois, mas que existem correntemente dois seres na única divindade. E esse ponto vamos provar neste sermão.
A doutrina prevalente hoje é a doutrina da trindade e essa doutrina não admite separação de pessoas, ou em outras palavras, a doutrina da trindade exige a interpenetração mútua das pessoas da divindade de modo que, embora cada pessoa seja distinta em relação a outras cada uma participa plenamente do ser das outras. E isso é o que a doutrina da trindade basicamente diz.
E por isso a divindade de acordo com doutrina da trindade é, portanto, proclamada como uma e indivisível e a consequência lógica, irmãos, de existir todas as três pessoas da divindade dissipam plenamente dos seres dos outros é conhecido como "patripassionismo".
Explicações sobre as formas de Deus, das formas de ser Deus, ou enfatizar distinções na divindade não podem negar o fato que segundo a doutrina da trindade, se uma dessas pessoas, por ex., morresse a outra morreria também, porque este ensino diz que há uma interpenetração de uma com a outra.
Ou seja, como sabemos que JESUS CRISTO sofreu e morreu, sim, pelos pecados do mundo, então Deus Pai nessa conclusão lógica da doutrina da trindade também teria sofrido e morrido porque o que acontece a um acontece aos outros dois.
Mas visto que o Pai não podia morrer porque tinha que estar vivo para ressuscitar a JESUS CRISTO, então, essa doutrina está a criar uma separação, digamos assim, artificial de “Cristo espiritual” e a de “Jesus o homem”, pois, Cristo espiritual sendo da trindade não poderia morrer.
Porque se isso acontecesse também morreria o Pai e então quem é que ressuscitaria a Cristo? Noutras palavras a doutrina da trindade nessa conclusão lógica reduz a Jesus como alguns dizem a uma mera carne humana que morreu pelos pecados do mundo e Cristo teria que, assim, sair de Jesus antes de Jesus morrer.
E por isso esta separação entre Jesus físico, carne, e Cristo, espírito, mas Cristo clamou na cruz em LC 23:46: “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito”.
As escrituras revelam que Deus Pai ressuscitou Cristo dentre os mortos, RM 8:11 diz: “e se o espírito Daquele, do Pai, que dos mortos ressuscitou a Jesus, que habita em vós, Aquele que do morto ressuscitou a Cristo”.
E isto mostra bem claro que o Pai ressuscitou a Cristo dos mortos!
Por isso eram e são duas pessoas diferentes, o Pai e Jesus Cristo, porque JESUS CRISTO morreu e o Pai o ressuscitou.
Leiam novamente RM 8:11, e por isso o Pai ressuscitou a JESUS CRISTO dos mortos e por isso como disse são duas pessoas diferentes.
Ora, como expliquei à pouco, logicamente, a trindade não permite que Cristo (espiritual), tivesse morrido, mas simplesmente que o homem (físico), Jesus, morresse.
Ora, isso nega a divindade de Jesus Cristo!
Por isso a trindade conduz a um conhecimento que alguns tem de que Jesus e Cristo não são a mesma pessoa, aliás, que Cristo entrou em Jesus ao batismo e saiu de Jesus um pouco antes da sua morte.
Ou em outras palavras, esta heresia ensina que Cristo era um ser espiritual que entrou no homem Jesus ao batismo aplicando incorretamente MT 3:16 e que se retirou pouco antes da sua morte aplicando incorretamente MT 27:46
Ora, irmãos, de acordo com a trindade, foi (o homem físico) Jesus que morreu e ressuscitou e esse não foi Cristo (esse ser espiritual), da parte da trindade. Então, quem é que ressuscitou e está à direita do Pai? Seria uma quarta pessoa da trindade? Claro que isso é uma loucura, não é correto.
Por isso, essa doutrina e ensino de que Cristo não veio na carne é nada mais nada menos que a doutrina de anticristo que lemos em 1 JO 2:22 que diz: “quem é o mentiroso se não aquele que nega que Jesus é o Cristo, é o anti cristo, esse mesmo que nega o Pai e o Filho”
Também lemos em 1 JO 4:3 que diz: “e que todo o espírito que não confessa que Jesus Cristo veio em carne não é de Deus”
Por isso JESUS CRISTO, uma pessoa completa, veio na carne, se tornou carne, e morreu na carne, sim, JESUS CRISTO.
Vamos ler de novo 1 JO 4:3: “e todo o espírito que não confessa que Jesus Cristo não veio em carne não é de Deus, mas este é o espírito do anticristo do qual já ouvistes que há de vir e eis que está já no mundo”
Sim, já está no mundo pela doutrina da trindade.
O NT deixa bem claro que JESUS CRISTO era tanto o filho de Deus quanto ao mesmo tempo Deus encarnado e isso é bem claro no NT.
Ora, visto que JESUS CRISTO é o filho de Deus qual é a sua relação com o Pai? Então a pergunta é: Aquele que se tornou Cristo é um ser que não foi criado e é coeterno com o Pai?
Sim, isso é o que nós queremos.
E além disso, então, qual é a origem dAquele que veio à Terra, isto é, Jesus Cristo, proclamando que o Pai o havia enviado do céu.
Vamos abordar mais detalhadamente este assunto: ora, heresias, como a trindade que geram eternamente o Filho, sendo gerado pelo Pai, uma variante, uma forma de heresia, da trindade! É uma outra heresia que se chama: o arianismo que considera que Aquele que se encarnou como “uma criação especial” de Deus.
Outra variante desse arianismo considera que se encarnou como o Anjo da Presença de Deus, ou digamos assim, o anjo Miguel como interpretam.
Mas a pergunta é a seguinte, irmãos: o que a Bíblia diz e qual é o testemunho de JESUS CRISTO e dos apóstolos acerca deste assunto.
Então vamos ver mais detalhadamente irmãos como no discurso que Jesus teve com os judeus conforme registrado em JO 8 aí JESUS CRISTO está a se referir a SI mesmo como pré-existente antes de Abraão.
Jesus afirmou que os judeus de fato nunca haviam realmente conhecido o Pai e que Ele, JESUS CRISTO, tinha vindo para revelar o Pai e então os judeus perguntaram como lemos em JO 8:19: “então eles Lhe perguntaram: onde está o Teu Pai?”
“e então Jesus respondeu: não Me conheceis a Mim nem a Meu Pai, se conhecêsseis a Mim também conheceríeis a Meu Pai”
No entanto Jesus os tinha informado um pouco antes disso nos vs.16-17 de JO 8 disse: “porque não Sou Eu só, mas Eu e o Pai que Me enviou”
Vê? Jesus diz: não sou eu sozinho, Eu e o Pai somos duas pessoas.
“e na vossa lei está também escrito que o testemunho de dois homens é verdadeiro”
Estão a entender o que JESUS CRISTO está a dizer? Notem bem:
Primeiro: Jesus Cristo diz que não está sozinho. O próprio JESUS CRISTO diz que Ele é uma pessoa diferente do Pai
E em segundo lugar Ele afirma que o testemunho que Ele presta vem de dois seres distintos, Dele e do Pai.
Por isso que Ele disse assim: “e na vossa lei está também escrito que o testemunho de dois homens é verdadeiro”; Ele está a se referir a Ele e o Pai, duas pessoas diferentes.
À medida que essa conversa continua, a discussão se torna mais intensa porque Jesus Lhes diz que eles são filhos do diabo! São filhos do pai deles que é satanás!
E eles estão a insistir: não, não, Abraão é o nosso Pai! Estão a dizer e a insistir e então Jesus introduz a ideia ou conceito da vida eterna.
JO 8:51 diz: “em verdade, em verdade vos digo: que se alguém guardar a Minha palavra nunca verá a morte”.
Uh... alguns deles ficaram perturbados com essa afirmação de JESUS CRISTO e eles observam que Abraão e os profetas estão mortos! E por isso perguntam no v.53: “és tu maior que Abraão? Nosso Pai que morreu? E também os profetas que morreram? Quem que fazer tu que ser, ou em outras palavras, quem julgas que tu és? Dizem os judeus a Jesus”
Então nos vs. seguintes 54-55: “Jesus respondeu: se Eu Me glorifico a Mim mesmo a Minha glória não é nada! Quem Me glorifica é o Meu Pai o qual dizeis que é o Vosso Deus e vós não o conheceis! Mas Eu O conheço e se disser que não O conheço serei mentiroso com vocês como vós, mas conheço-o e guardo a Sua palavra”
Agora vemos aqui este cenário a mover-se agora para uma grande revelação, porque agora Jesus afirma que Abraão se alegrou ao ver o seu dia e os judeus ficaram furiosos com essa auto afirmação e perguntaram a Ele em JO 8:54: “e ainda não tens cinquenta anos e vistes Abraão?”
Então Jesus revelou a verdade no v.58: “em verdade, verdade vos digo antes que Abraão existisse EU SOU”
Irmãos estas palavras: EU SOU foi como Deus foi chamado na conversa com Moisés em EX 3:13-15; QUEM DIZES O QUE ÉS? EU SOU O QUE EU SOU.
E os judeus sabiam exatamente o que JESUS CRISTO estava a dizer! Sabiam que Jesus estava proclamando ousadamente que Ele, Jesus, é ETERNO e que Ele é O FILHO DE DEUS!
E por isso pegaram pedras para matar a Jesus, pois, em suas mentes JESUS CRISTO era culpado de blasfêmia!
Ao fim de contas, lembrem-se que JESUS CRISTO estava a dizer de que havia dois seres na divindade.
Ora, um dos problemas que os ensinos judaicos têm é o shema em DT 6:4 que se lê: “Ouve, Israel, o SENHOR, nosso Deus, é o único SENHOR”
A palavra “único” vem da palavra hebraica echad e então está aqui esta pergunta: então o shema está realmente a afirmar que existe apenas um ser na divindade?
O grande erudito judeu Maimônides aborda este problema em seus escritos e ele tem um escrito intitulado “Treze Artigos da Fé” e ele nesses treze artigos ele altera o termo hebraico echad neste DT 6:4.
Ele em vez de usar echad ele usa o termo yachid quando ele está a explicar a unicidade de Deus, no entanto, quando Moisés escreveu DT 6:4 Moisés usou a palavra echad e esta palavra permite mais de um em quantidade.
É como no caso de Adão e Eva em GN 2:27 o homem e a mulher se juntam e se tornam uma só carne, mas duas pessoas, se tornam uma só, a palavra uma é echad, é uma carne, mas são duas pessoas.
Também em ED 2:64 lemos: toda esta congregação junta, echad, junta, foi de 42.370, etc
Então estamos a ver aqui 42370 pessoas eram echad, eram um, aqui sua tradução significa juntas, unidas, um! E em EZ 37:17 falando acerca destes dois ramos se juntando a um e disse assim: ajunta um, echad, ao outro, para que se unam, echad e se tornem um, echad, só na tua mão.
E aí se vê a palavra echad três vezes, juntando os dois ramos, echad, para que se unam, echad e para serem só um na tua mão, echad.
Por isso irmãos vemos que echad implica uma unidade, mas não necessariamente em quantidade, mas por outro lado existe uma palavra hebraica para uma unidade indivisível, só um, em quantidade e essa palavra é yachid.
O erudito Maimônides quando compôs os famosos “Treze Artigos da Fé” substituiu echad que significa uma unidade de mais de um elemento pela palavra yachid que significa absolutamente só um, quando ele estava a descrever a natureza de Deus.
Desde esse momento a noção de uma unidade indivisível de Deus tem sido fomentada pelo judaísmo quando a Bíblia oferece inúmeros exemplos de mostrar que existem uma diversidade dentro da unidade de Deus.
E por isso, irmãos, o propósito do shema de DT 6:4 é mostrar ao antigo Israel que ELOHIM, Deus, é o único Deus e que todos os outros deuses pagãos deviam de ser rejeitados.
Portanto o propósito de dizer que O SENHOR É O NOSSO ÚNICO DEUS, echad, não é acerca de explicar a natureza de Deus, mas é para mostrar que Ele é o único Deus a ser adorado!
Irmãos, Deus desde Gênesis a Apocalipse se apresenta com características humanas, isto é, em termos antropomórficos, isto é, com características humanas.
Por ex. quando YHWH, JEOVA ou IAVE, apareceu a Abraão Ele o fez em forma humana GN 18:1, muitas vezes quando Deus se mostrou em visões aos antigos profetas Ele o fez em forma humana como vemos em DN 7:9-10.
Quando Moisés pediu a Deus para o ver em sua forma glorificada só lhe foi permitido ver as suas costas enquanto ele espreitava por trás de uma rocha, EX 33:22.
E por isso, irmãos, vemos que existem inúmeras passagens no Antigo Testamento (AT) que revelam claramente que existem duas entidades separadas mencionadas nas escrituras parte da divindade.
Por ex. existem várias referências no AT a um ser identificado como YHWH ou EL que não pode ser Deus Pai, por ex. em IS 9:6 lemos: “porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu e o principado está sobre os seus ombros e o seu nome será MARAVILHOSO CONSELHEIRO, DEUS (EL) FORTE, PAI DA ETERNIDADE, PRÍNCIPE DA PAZ”.
Ora, sabemos que este v.6 de IS 9 é uma profecia messiânica falando acerca de Jesus Cristo, do Messias e chama a Ele: DEUS FORTE.
E por isso este v. está afirmando claramente que o Messias é o Deus Forte, Todo Poderoso.
Também lemos em ZC 14 por ex. nos vs. 2-4: “porque Eu ajuntarei todas as nações para a peleja contra Jerusalém e a cidade será tomada e as casas serão saqueadas e as mulheres forçadas e metade da cidade sairá para o cativeiro, mas o resto do povo não será expulso da cidade e o SENHOR [que é YHWH, que significa eterno,] sairá e pelejará contra estas nações como pelejou no dia da batalha e naquele dia estarão os Seus pés sobre o monte das Oliveiras...”
E depois no v.5 diz: “então sairá o SENHOR, [YHWH,] meu DEUS” ... virá o Senhor “e todos os santos Contigo, ó Senhor”.
O Novo Testamento [NT} revela claramente que Cristo é Aquele que retornará como um rei, conquistador, que Ele reinará na Terra por mil anos e que os santos estarão com Ele quando Ele voltar. E por isso não há dúvida nenhuma que ZC 14 está falando da segunda vinda de Cristo.
No entanto, Ele aqui em ZC 14, JESUS CRISTO é identificado pelo nome próprio do AT YHWH o e aqui está a se referir a Jesus Cristo claramente em ZC 14.
Então é claro que o nome YHWH pode ser usado tanto para identificar Deus Pai como Aquele que mais tarde veio a ser Jesus Cristo, o Verbo.
Quando você lê o contexto então é que você vai entender ao qual Deles se refere.
Continuemos: as escrituras revelam claramente a preexistência de Cristo antes do seu nascimento humano e que Ele é frequentemente chamado YHWH no AT.
Sim, há evidências indiscutíveis e indisputáveis no AT e no NT de dois seres na divindade: Deus Pai e Seu Filho Jesus Cristo!
Mas irmãos, precisamos de ter cuidado para não concluir que existem dois Deuses na divindade, não!
Porque existe apenas um Deus, embora, existem atualmente dois seres na divindade, duas pessoas.
Irmãos, o que não é facilmente admitido é o fato de que a religião judaica passou por mudanças significativas ao longo dos séculos e que a religião judaica tradicional como vemos hoje NÃO representa visões idênticas às que a Bíblia, a lei de Moisés, representava e que eram parte do AT.
O próprio JESUS CRISTO disse: vocês modificaram a lei!
No quarto século AC, mais ou menos, provavelmente na era de Malaquias por volta de 400 anos antes de Cristo os escribas cuja responsabilidade era de preservar os textos hebraicos das escrituras num zelo equivocado pela palavra de Deus e Elohim assumiram a responsabilidade de fazerem alterações que chamavam de “emendas” nos textos originais a fim de eliminar esses poucos trechos que representavam - para eles - um desafio perturbador comparado ao entendimento tradicional deles da existência da natureza de Deus.
E quando eles se depararam e encontraram com textos bíblicos que levantavam questões complexas, então as ideias e visões tradicionais deles prevaleceram e consequentemente esses trechos que não se conformavam com as tradições deles foram alterados.
Foi um caso em que os guardiões dos textos hebraicos originais modificaram a redação desses textos intencionalmente, e o resultado então corroborou com a visão judaica mono teísta unitária tradicional deles.
Que hoje é bem conhecida onde dizem: que Deus é apenas um único Ser.
Felizmente os Soferim sempre mantiveram registros meticulosos e deixaram evidências do que fizeram, como fazendo anotações as margens dos textos chamados “Massorá”.
Você também pode encontrar informações sobre isso no apêndice da Bíblia de estudo em inglês que se chama “Companion Bible”.
Irmãos, estes não foram erros de tradução, não foram questão de traduzir de um idioma para outro e se fosse isso seria fácil compreender ou entender, não foram erros de tradução, mas foram alterações dos textos no idioma do que eles falavam.
Não havia necessidade de traduzir, nada tinha a ver com tradução, eles simplesmente não gostaram da palavra usada originalmente no texto escrito pelos profetas e Moisés e por isso mudaram em 134 lugares.
Os Soferim fizeram isso com o pretexto que o nome de DEUS era sagrado demais quanto ao uso de YHWH no AT e então não se conformava aos parâmetros técnicos deles.
E também para eles pronunciarem esse nome era proibido e mesmo com o tetragrama YHWH estava escrito nas escrituras os Soferim acreditavam que YHWH não devia de ser usado nessa situação e então substituíram esse YHWH por “Adonai” em vez de usar o tetragrama YHWH.
Assim a justificativa apresentada por eles era “proteger a sacralidade” do nome de Deus; mais tarde eles também omitiram os sinais de pronúncia.
Lembrem-se que esses sinais são importantes no hebraico porque não tem vogais e assim eles criaram uma dificuldade de saber com certeza como pronunciar a palavra YHWH.
E por isso pessoas dizem Iave, outras Jeová, mas não temos a certeza de como de fato é pronunciado, mas lembrem-se que isso não é uma proibição bíblica, mas uma crença tradicional deles e ainda hoje certas pessoas no seu zelo, e não estou a dizer de forma crítica, mas pensando que isso é bíblico escrevem em português o nome Deus sem um E e escrevem D’us.
Ora, voltando a situação aqui dessa alteração sob o pretexto de fazer outra coisa os Soferim e depois os massoretas e depois os escribas [que mudaram de nome e conhecidos dessa forma na época de Jesus] perpetuaram essa fraude contra os seus seguidores.
E isso Cristo expôs causando finalmente a morte de Cristo quando eles “emendaram” o texto do seu cânone, as escrituras, obscureceram uma verdade fundamental, a verdade de que Deus era mais do que apenas um único Ser.
Cristo sabia que eles tinham feito isso e por meio de um versículo específico deixou claro para eles que sabia o que tinham feito.
Foi uma dessa passagens alteradas que aparece muitas vezes no NT e este v. emendado é citado mais de vinte vezes.
Essa passagem provou ser um ponto sensível quando citada na presença da elite religiosa e esse era o SL 110
Neste o SL 110:5 foi alterado ou emendado mudando YHWH para Adonai e nesse processo como aqui e em diversos lugares [como disse em 134 locais diferentes] isso obscureceu o fato de que havia duas pessoas na divindade ambas chamadas YHWH.
E então o judaísmo do AT começou a rejeitar completamente essa forma de duas pessoas na divindade. Então vejamos o SL 110 iniciando no v. 1 que diz assim: “Salmo de Davi disse o SENHOR ao meu Senhor: assenta-te a minha mão direita até que ponha os teus inimigos por escabelo nos teus pés”
E depois no v.5: “o Senhor,” - mudaram YHWH para Adonai, e por isso não está o nome Senhor todo em letras maiúsculas, “o Senhor, à tua direita ferirá os reis no dia da Sua ira”
Por isso uma vez mais este v.5 é um dos trechos emendados e eles então omitiram YHWH, substituindo por Adonai mostrando que o Ser à direita, porque esse v. mostrava que o ser à direita de YHWH também era YHWH ou JEOVÁ.
Como mencionei anteriormente, irmãos, o nome YHWH pode ser usado para identificar tanto Deus Pai como Aquele que mais tarde se tornou Jesus Cristo, o Verbo e o contexto é que determina a quem se refere como YHWH ou JEOVÁ.
Em outras palavras, existem dois YHWH entre os Elohim, uma ideia completamente blasfema para o estabelecimento religioso da época de Jesus.
Esta passagem em particular SL 110 citada na presença dessas autoridades religiosas previsivelmente provocou uma reação negativa e muito emocional porque não apenas o sistema de crenças deles foi desafiado, mas também os atos de seus antecessores, que tiveram a ousadia de alterar os textos da Bíblia.
Por que? Para adotar ou adaptar as escrituras às suas tradições ou preferências religiosas.
Vejamos aqui em MT 22 quando vemos os saduceus, e depois os fariseus e depois os doutores da lei ficaram sem palavras diante da questão levantada neste SL quando JESUS CRISTO falou sobre esse contexto acerca disso e lemos em MT 22:41-46 e diz assim: “estando reunidos os fariseus interrogou Jesus dizendo: que pensais vós de Cristo, de quem é filho? E eles disseram de Davi; então Jesus disse a eles: como é então que Davi em espírito lhe chama SENHOR dizendo: disse o SENHOR ao Meu SENHOR assenta-te à Minha direita até que Eu ponha os Teus inimigos por escabelo dos Teus pés”
Como veem isto é citado de SL 110.
Se Davi, pois, disse Jesus, Lhe chama SENHOR como é seu filho? “E ninguém podia Lhe responder uma palavra nem desde aquele dia mais ninguém ousou interrogá-lo”.
Por isso depois de questionados os saduceus, os fariseus e depois os doutores da lei não conseguiam responder como lemos em MT 22, porque para fazê-lo teriam que admitir o inadmissível para eles.
Dois dias mais tarde vemos JESUS CRISTO apresentou a mesma questão ao sinédrio durante o seu julgamento e observem a reação de Caifás, o sumo sacerdote, quando Cristo referiu-se de novo a SL 110.
E isso está em MT 26:63-66: “E Jesus, porém, guardava silêncio. E, insistindo o sumo sacerdote, disse-lhe: Conjuro-te pelo Deus vivo que nos diga se tu és o Cristo, o Filho de Deus. Disse-lhes Jesus: Tu o dissestes, digo-vos, porém, que vereis em breve o Filho do Homem assentado à direita do Todo-poderoso, [isto é, citando o SL 110] e vindo sobre as nuvens do céu.
“Então, o sumo sacerdote, [vejam a reação dele,] rasgou as suas vestes, dizendo: Blasfemou; para que ainda precisamos de testemunhas? Eis que bem ouvistes, agora, a sua blasfêmia. Que vos parece? E eles, respondendo, disseram: É réu de morte.”
Irmãos, tomem nota bem que Jesus Cristo não estava simplesmente levantando uma questão teológica de que havia mais de um Ser na divindade, mas Ele estava a dizer que Ele próprio era esse outro Ser! E foi isso que o levou a morte!
Também temos o caso de Estevão que se apresentou perante o Conselho em referência ao mesmo SL e isso também lhe causou a morte.
Vejam em AT 7:55-58: “Mas ele, [Estevão,] estando cheio do Espírito Santo e fixando os olhos no céu, viu a glória de Deus e Jesus que estava à direita de Deus, e disse: Eis que vejo os céus abertos e o Filho do Homem, que está em pé à mão direita de Deus. Mas eles gritaram com grande voz, taparam os ouvidos e arremeteram unânimes contra ele. E, expulsando-o, [Estevão,] da cidade, o apedrejavam.” E assim o mataram!
Mais adiante lemos o apóstolo Paulo, que eu acredito que foi o autor da epístola aos hebreus sob inspiração de Deus escrevendo para essas mesmas pessoas, hebreus, e menciona de novo essa questão fundamental no próprio primeiro capítulo da epístola aos hebreus. Mesmo ao início no v.3 diz assim: “O qual, sendo o resplendor da Sua glória, e expressa imagem da Sua pessoa, e sustentando todas as coisas pela palavra do Seu poder, havendo feito por Si mesmo a purificação de nossos pecados, assentou-se à destra da Majestade, nas alturas”.
Paulo aqui está a referir a este fato que é baseado de SL 110 e nesta epístola aos hebreus. Isso é mencionado mais cinco vezes nesta epístola. Por que tanta repetição e tanta ênfase?
E por que uma reação tão violenta dos judeus? Porque há um componente essencial para entendermos corretamente: “Quem Deus é, e o que Deus representa!”
Deus pode ser definido como a família de Deus, embora, atualmente e correntemente consiste de dois seres e vejam em JO 17:5 quando Jesus estava a orar depois daquela última Páscoa Dele e disse: “e agora glorifica-Me Tu ó Pai junto de Ti mesmo com aquela glória que tinha Contigo antes que o mundo existisse, eram dois seres”
No mesmo capítulo JO 17:11 diz assim: “Eu já não estou mais no mundo, mas eles estão no mundo, Eu vou para Ti, Pai Santo, guarda em Teu nome aqueles que Me destes para que sejam um assim como NÓS, o Pai e o filho são um, mas não é em quantidade numérica”
Por isso vemos aqui esta analogia de uma família: pai, filho, nós somos filhos de Deus e essa analogia de família é usada no NT para descrever a unidade entre o Pai e o Filho, a união, de serem um e vejam em JO17:2023: “eu não rogo somente por estes, mas também por aqueles que por Sua palavra hão de crer em Mim para que todos sejam um como Tu ó Pai o és em Mim e Eu em Ti”
Para que eles sejam um, isso é para nós sermos um em Deus e não é que vamos de deixar de ser pessoas individuais, mas sermos unidos, sermos ehad, um.
“para que o mundo creia que Tu Me enviastes e Eu dei-lhes a glória que Tu a Mim Me destes para que sejam um como nós somos um, Eu neles e Tu em Mim para que sejam perfeitos em unidade, ou em união”
Vejam também em EF 3:14-15, diz: “me ponho de joelhos perante o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, do qual toda a família nos céus e na terra toma o nome, ...” vemos aqui esta divindade de uma família.
RM 8:14-15 diz assim: “Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus. Porque não recebestes o espírito de escravidão, para, outra vez, estares em temor, mas recebestes o espírito de adoção”, que seria melhor traduzido do grego como filiação...
Continuando: “mas recebestes o espírito de adoção [ou filiação], de filhos, pelo qual clamamos: Abba, Pai.”
Queridos irmãos, a nós crentes é nos dada a própria essência de Deus que é o Espírito de Deus, o Espírito Santo, que não é uma pessoa, não é uma terceira pessoa.
E assim sendo filhos, em todos os sentidos da palavra. Temos o DNA espiritual, digamos assim, o Espírito de Deus, o mesmo que está em Deus está em Cristo e está em nós. E por isso “somos herdeiros de Deus,” isto é, herdamos a própria natureza e essência de Deus o que se expressa com mais precisão na palavra filiação do que na palavra adoção.
RM 8:16-17 lemos: “O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus. E, se nós somos filhos, somos, logo, herdeiros também, herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo; se é certo que com Ele padecemos, para que também com Ele sejamos glorificados.”
No NT João explica claramente a origem de JESUS CRISTO, o Verbo, sob a inspiração do Espírito Santo quando diz em JO 1:1: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.”
Assim o Verbo é equiparado a DEUS, mas distinto de O Deus Pai. Um ponto interessante é que os tradutores inverteram a última cláusula do original em grego que diz em português: que “o Verbo era Deus”, mas no grego diz: “e Deus era o Verbo”.
Então vamos analisar estas três simples cláusulas ou afirmações de JO 1:1 porque servem para ilustrar a existência eterna do Verbo em vez de ser um Ser criado.
A primeira afirmação diz: “No princípio era o Verbo”. E esta palavra “era” em grego eeni significa “ser”, “existir”, isto é, no princípio existia o Verbo, ou seja, o Verbo já existia no princípio.
Obviamente uma alusão a GN 1:1: no princípio, quando Deus criou os céus e a terra, o Verbo já existia.
A segunda afirmação ou cláusula: “e o Verbo estava com [o] Deus”. O verbo “estar” descreve “um relacionamento”, isto é, o Verbo estava na presença de o DEUS, mas era distinto de o DEUS e ao mesmo tempo estava em comunhão com o DEUS!
Em grego a palavra “com” é a palavra pros que é uma proposição que significa “em direção a”, “para” ou “com”. Assim tem o conceito de “ao lado”, um estar ao lado do outro e pros é usado neste v. o substantivo “o Deus” que está no caso acusativo, que são termos gramaticais.
Ao definir esta proposição o comentário bíblico de Robertson, intitulado em inglês: Word Pictures of the New Testament, diz: “Pros com acusativo apresenta um plano de igualdade e intimidade, face a face um com o outro.”
E por isso se vê nesta segunda cláusula “um relacionamento” um ao lado do outro. O Verbo estava com o Deus.
E na terceira cláusula “e Deus era o Verbo” ou “e o Verbo era Deus”, o verbo “ser”, era, é usado em uma predicação na qual o caráter ou essência do Verbo era identificado e por isso diz: “E Deus [Teos] era o Verbo [Logos]”.
Então João está a identificar claramente duas entidades: o Verbo (Logos) e Deus (Teos). Além disso, João está a proclamar enfaticamente que o Verbo era Deus. E, ademais, que o Verbo tinha um relacionamento pessoal com Deus!
Por isso estes três pontos de JO 1:1 são enfatizados no v.2 que diz que Ele, o Verbo, “estava no princípio com [o] Deus”
Esta repetição no v.2 deste fato que o Verbo e nenhum outro estava com Deus, no princípio, enfatiza a sua presença e relacionamento com Deus na eternidade e que Ele, o Verbo, não surgiu no “princípio”.
Por isso a simplicidade e a força destas palavras por si só deixam bem claro que o Verbo não foi criado e é coeterno com o Deus (Teos).
João repete o papel do Verbo na criação em JO 1:10: “Ele estava no mundo, e o mundo foi feito por intermédio dEle...”
A palavra grega traduzida para “feito” é a palavra grega ginomai que é um verbo primário que significa “tornar-se, vir à existência, começar a ser”. E assim o mundo veio à existência, começou a existir, por intermédio de Jesus Cristo.
Mas a prova mais dramática da preexistência do Verbo é a declaração em JO 1:14 que diz: “e o Verbo se fez carne e habitou entre nós...”
Se o verbo não tivesse preexistência então Deus Pai simplesmente “teria criado um ser para se tornar o Filho unigênito”, mas como observado acima o Verbo “coexistia eternamente com o Pai e é aquele que se fez carne” como lemos no vs.1 e 14.
Por isso é preciso entender claramente neste ponto quando o Verbo se fez carne é que a concepção de Maria pelo Pai NÃO criou um ser divino.
A concepção de Maria pelo poder do Espírito Santo, pelo poder de Deus, é o ato que o Verbo se fizesse carne, não é o ato em que um ser divino foi criado, não!
É o ato em que o Verbo que era preexistente e eterno se fez carne.
As escrituras, por isso, revelam claramente que o Verbo, Logos, é o agente da criação e confirmam a preexistência dAquele que se tornou Jesus Cristo.
Como é que o Deus Pai poderia inspirar a João escrever que o mundo foi feito pelo Verbo se o Verbo não existia, como um ser separado de Deus Pai?
Se nenhuma entidade existia com o Pai no nascimento de Jesus então por que Deus proclama através do NT que Ele fez tudo por meio dAquele que se tornou Jesus Cristo?
Em HB 1:2 lemos: “havendo Deus, outrora, falado, muitas vezes de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias, nos falou pelo Filho a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo”
Cl 1:13-17 diz: “Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do Seu amor, no qual temos a redenção, a remissão dos pecados. Este é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação, pois Nele foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, sejam principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio Dele, [Jesus Cristo,] e para Ele, Ele é antes de todas as coisas. [Jesus Cristo,] Nele tudo subsiste.”
Se uma segunda entidade não estivesse envolvida então por que Deus não afirmaria que Ele, Deus Pai, simplesmente criou todas as coisas tanto o céu como a terra?
Por que falar de uma segunda entidade se tal entidade não existia? Assim, irmãos, fica abundantemente claro nas escrituras que o Verbo, Aquele que se tornou Jesus Cristo foi o agente de criação por meio de quem Deus, o Pai, fez todas as coisas.
Segundo o apóstolo Paulo, o plano de salvação existia antes de Deus criar a humanidade e em 2 TM 1:9 diz: “...que nos salvou e chamou com santa convocação; não segundo as nossas obras, mas segundo o Seu propósito e graça que nos foi dada em Cristo Jesus, antes dos tempos dos séculos, ...”
Antes do início dos tempos já estava determinado que o Verbo abriria a mão de Sua glória para que pudesse reconciliar a humanidade pecadora com o Pai e iniciar uma nova ordem de seres espirituais no Reino de Deus.
FP 2:6-8 lemos: “que sendo, [que já existia,] em forma de Deus, [isto é, Jesus Cristo já existia nessa forma de Deus,] não teve por usurpação ser igual a Deus” - não fechou a mão de ser igual a Deus. Isto é, mas abriu a mão de ser igual em qualidade a Deus. Ele era da forma de DEUS, era da qualidade de ser de Deus, mas deixou isso e abriu a mão. E assim “aniquilou-Se a Si mesmo tomando a forma [de homem,] de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-Se a Si mesmo sendo obediente até à morte e morte de cruz.”
Por isso, irmãos, o Verbo não fechou a mão de ser igual em forma, gênero, em essência com Deus porque Ele já existia e essa igualdade é na qualidade de existência. Ora, o Verbo é da mesma forma, mesma qualidade, da mesma essência que o Pai, mas o Verbo submeteu-se ao Pai.
Abriu a sua mão de ser igual a Deus em forma, em qualidade e assim humilhou-Se e submeteu-Se à forma humana e assim o Filho não é igual ao Pai em autoridade porque quando Ele renunciou a Sua glória e humilhou-Se para assumir a forma humana e morrer no madeiro, isto é, na cruz, o Verbo, digamos assim, fez o maior ato de humildade que o mundo já tinha testemunhado.
Além disso, a Sua disposição e Sua vontade e desejo de renunciar livremente a glória que compartilhava com Deus Pai e a Sua disposição em tornar-Se obediente até à morte são razões principais pelas quais o Pai exaltou o Filho e O colocou acima de todas as coisas como lemos em FP 2:9-10.
Ora, isto nos leva ao âmago do propósito de Deus para a humanidade. Deus nos ressuscitará dos mortos usando o mesmo Espírito pelo qual ressuscitou Jesus Cristo assim na ressurreição seremos da mesma essência e da mesma qualidade de ser que o Cristo ressuscitado é agora.
O Cristo ressuscitado é da mesma essência do Pai, Ele é UM com o Pai, mas distinto como lemos em JO 17:20-21 essa é a mesma distinção entre o Verbo e Deus, o Pai.
Essa distinção existia antes que o Verbo se fizesse carne e habitasse entre nós como demonstrei claramente neste sermão.
Irmãos, DEUS, o Pai e o Filho, são coeternos com o Filho preexistindo na eternidade como o Verbo antes da Sua encarnação como vimos em JO 1:1
Deus e o Filho são de mesma essência, são Espírito, o Espírito da essência de Deus, JO 4:24.
Deus Pai e o Filho, e os filhos de Deus cheios do Espírito estão unidos por meio deste único Espírito como lemos em RM 8:11; 14-17, 1 CO 12:12-13.
Queridos irmãos, assim a divindade não é uma trindade fechada, nem uma unidade absoluta de UM SÓ ÚNICO SER, mas UMA DINÂMICA UNIDADE FAMILIAR que permite que os crentes nascidos do Espirito se tornem os próprios filhos de Deus.
Embora, os novos filhos e filhas sejam adicionados a Família de Deus, isso não significa que alcançaremos a suprema estatura [autoridade] de Deus, o Pai.
Precisamos de entender que Deus está aumentando a Sua espécie e tendo colhido as Suas primícias ainda restará apenas UM Deus, uma família de seres divinos tendo chegado àquela completa unidade mencionada na oração de Cristo na sua última Páscoa terrena em JO 17:1-26
Irmãos, Deus é uma família de seres divinos possuindo uma UNICIDADE INCLUSIVA, a unicidade de Deus é uma unidade e NÃO uma quantidade numérica, caso contrário, como poderiam ser verdadeiras as palavras de JESUS CRISTO quando Ele orou em JO 17:20-23 e que diz:
“Eu não rogo somente por estes, mas também por aqueles, que pela Sua palavra hão de crer em Mim para que todos sejam um, como Tu, ó Pai, és em Mim e Eu em Ti; que também eles sejam um em Nós, para que o mundo creia que Tu Me enviaste. E Eu dei-lhes a glória que a Mim me destes, para que sejam um, como Nós somos um. Eu neles, e Tu em Mim, para que eles sejam perfeitos em unidade, ...”
Queridos irmãos, o plano de Deus é maravilhoso porque nós temos um maravilhoso plano de salvação para sermos membros da família de Deus, herdeiros de Deus no Reino de Deus e co-herdeiros de todas as coisas com Jesus Cristo.
Jorge and his wife Kathy serve the Dallas (TX) and Lawton (OK) congregations. Jorge was born in Portuguese East Africa, now Mozambique, and also lived and served the Church in South Africa. He is also responsible for God’s Work in the Portuguese language, and has been visiting Portugal, Brazil and Angola at least once a year. Kathy was born in Pennsylvania and also served for a number of years in South Africa. They are the proud parents of five children, with 12 grandchildren and live in Allen, north of Dallas (TX).