O Natal e a Falsa Honra a Cristo

8 minutos tempo de leitura

E se você realmente amasse alguém, você demonstraria seu amor com lembranças de um relacionamento antigo? Muitos cristãos têm desonrado Jesus procedendo dessa maneira.

Loading the Elevenlabs Text to Speech AudioNative Player...

Imagine uma mulher dando um presente de aniversário ao marido, mas na data errada. Pois a data escolhida por ela é o dia do aniversário de um antigo amor. E o presente é o mesmo que ela dava àquela pessoa nessa ocasião. Então, seria natural o marido duvidar da sinceridade do amor dela!

Então, se alguém o amasse de verdade e quisesse agradá-lo, não o ofenderia com lembranças de um relacionamento passado.

Mas é exatamente isso que a celebração do Natal faz com Jesus Cristo — declara honrar o Seu nome, mas usa uma data de nascimento e elementos comemorativos que outrora eram empregados para prestar culto a falsos deuses.

Por que você celebra o Natal?

Como muitas pessoas, você talvez diga que celebra o Natal para expressar amor e gratidão a Cristo. Pode ser que vá à missa da meia-noite ou a um culto na manhã de Natal. Talvez seus filhos participem de uma encenação da jornada de Maria e José a Belém. E quem sabe você tenha um presépio num cantinho especial da sua casa ou um grande e iluminado boneco de Papai Noel enfeitando seu jardim.

Para muitas pessoas, o Natal é um tempo de convivência com amigos e familiares, marcado pela fartura de comida e pela animação das crianças abrindo pacotes de presentes em volta de uma árvore enfeitada.

Mas será que existe algo mais por trás dessa história? Examinemos outro aspecto do Natal, conforme o que foi publicado no site witchology.com, que se descreve como uma fonte de educação e pesquisa sobre bruxaria, wicca, paganismo, magia e ocultismo. Observe esse trecho sobre o Natal em seu artigo acerca do Yule:

"Qual é o segredo que o cristianismo tem tentado esconder de você? A verdade é que o Natal não é realmente Natal, mas um antigo festival pagão do solstício de inverno celebrado em todo o mundo desde tempos antigos pelas tribos indígenas estadunidenses, povos nórdicos, romanos e, hoje, por pagãos e bruxos modernos"

Surpreendentemente, as informações sobre as origens do Natal divulgadas nesse e em outros sites voltados à bruxaria são verdadeiras. As celebrações natalinas têm raízes pagãs, e Jesus Cristo não nasceu em 25 de dezembro — nem mesmo perto dessa data.

Ainda assim, a maioria das pessoas reage a essas informações dizendo algo do tipo: “Reconheço que certas tradições pagãs e seculares foram incorporadas ao Natal, mas elas foram cristianizadas. Assim, decidimos utilizá-las como forma de expressar nosso amor a Jesus”.

Mas chegou o momento de encarar uma pergunta difícil, que quase ninguém quer fazer: Será que, ao celebrar o Natal, podemos estar desonrando Jesus?

Advertência aos cristãos de Corinto

Vamos voltar no tempo até os primeiros cristãos que viviam na antiga cidade de Corinto. Como a maioria dos portos da Antiguidade, Corinto era conhecida por seu multiculturalismo, por suas lucrativas oportunidades de negócio, diversidade religiosa e prazeres imorais. O nome da cidade até deu origem a um verbo grego que significava “fornicar”. Corinto era um grande centro econômico com cerca de meio milhão de habitantes — uma megametrópole pelos padrões da época.

A maior parte da população de Corinto era pagã. As pessoas adoravam os deuses e deusas greco-romanos ou faziam oferendas nos templos das chamadas “religiões de mistério”. Entre os templos mais grandiosos erguia-se, no alto de uma colina sobre a cidade, o templo de Afrodite, deusa do amor, que contava com mil prostitutas do templo em seu serviço.

Ao se converterem ao cristianismo, muitos gregos pagãos levaram consigo parte de seus antigos costumes. Para esses novos convertidos, era fácil reinterpretar os antigos ritos pagãos como celebrações revestidas de um novo significado cristão, em honra a Jesus Cristo.

O apóstolo Paulo escreveu a esses primeiros cristãos de Corinto: “Antes, digo que as coisas que os gentios [nações pagãs] sacrificam, as sacrificam aos demônios e não a Deus. E não quero que sejais participantes com os demônios. Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios; não podeis ser participantes da mesa do Senhor e da mesa dos demônios” (1 Coríntios 10:20-21).

Pense nessas palavras de Paulo. Você, que anseia ser um verdadeiro discípulo de Jesus Cristo e crê que a Bíblia é a Palavra inspirada de Deus, está disposto a seguir o caminho que as Escrituras indicam, custe o que custar?

Satanás e seus demônios não são personagens mitológicos. Eles são seres reais. Os demônios são anjos que se rebelaram contra Deus e, desde então, personificam tudo o que é mal. Em outra carta, Paulo escreveu que Satanás é “o deus deste século” (2 Coríntios 4:4). A conclusão de Paulo é clara: o paganismo não é algo inofensivo, pois representa a adoração a demônios e ao falso deus deste século!

As origens do Natal não têm nada a ver com Cristo

Vamos ler mais um trecho desse artigo do site witchology sobre as origens do Natal:

“Entre os oito Sabbats [um termo de origem bíblica utilizado aqui de forma equivocada para rituais pagãos] da bruxaria, destaca-se esse período conhecido como Yule, que  corresponde ao grande festival anual de Saturno, a Saturnália, da Roma pagã, assim como o Dies Natalis Solis Invicti (Dia do Nascimento do Sol Invicto) do culto de Mitra, coincide com o Solstício de Inverno, um tempo sagrado no calendário pagão…”.

“Qual é o segredo do Natal? Quais são os fatos que muitos cristãos preferem ignorar? Baseamos nosso calendário nele e até celebramos um milênio por sua causa, mas a verdade surpreendente é que esse evento jamais aconteceu. O nascimento de um menino de pais humildes em um estábulo em Belém, sob circunstâncias excepcionais, não aconteceu em 25 de dezembro do ano 1 d.C.” (grifo nosso).

Mais uma vez, esse artigo do site está certo. A verdade é que o Messias prometido, Jesus Cristo, nasceu de uma virgem em Belém, conforme anunciaram os profetas do Antigo Testamento. Mas, novamente, isso não aconteceu nem perto de 25 de dezembro — data que, mesmo naquela época, já correspondia a uma importante celebração pagã em várias culturas da Antiguidade.

O problema com a atual celebração do Natal é que suas origens têm pouca ou nenhuma relação com o verdadeiro Jesus Cristo. E isso não é nenhum segredo, pois uma simples consulta na internet ou em uma enciclopédia confiável revela que a árvore de Natal, o tronco de yule, o visco e até mesmo a data do Natal vêm de tradições pagãs, não da Bíblia.

A reação de muitas pessoas a essas informações é dizer que isso não importa, pois não usam a árvore de Natal para adorar os deuses pagãos, mas para demonstrar amor a Jesus Cristo.

Então, vamos voltar ao que Paulo escreveu na carta aos coríntios: “Antes, digo que as coisas que os gentios [nações pagãs] sacrificam, as sacrificam aos demônios e não a Deus. E não quero que sejais participantes com os demônios. Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios; não podeis ser participantes da mesa do Senhor e da mesa dos demônios” (1 Coríntios 10:20-21).

A Bíblia nos leva a uma pergunta desafiadora: Até que ponto estamos dispostos a participar da mesa do Senhor e também da mesa dos demônios, achando que isso não importa para Cristo?

No começo deste artigo, mencionei o caso de uma mulher que usou a data do aniversário de um ex-namorado para fazer uma festa para o marido — mesmo não sendo o aniversário dele. A atitude de fingir que é o aniversário de alguém e oferecer-lhe uma festa que remete a um errôneo relacionamento anterior não pode ser interpretada como demonstração de amor ou de respeito.

Então, por que você acha que está demonstrando amor e respeito a Jesus quando faz a mesma coisa, celebrando uma festa que veio do paganismo e fingindo que é o aniversário dEle?

Adorar a Deus em espírito e em verdade

O Evangelho de Lucas relata uma conversa entre Jesus e uma mulher samaritana em um poço na região da Samaria. Os samaritanos eram um povo singular, eles diziam adorar o Deus de Abraão, Isaque e Jacó, mas rejeitavam boa parte dos ensinamentos do Antigo Testamento. Eles se recusavam a adorar no templo de Jerusalém e misturavam práticas pagãs com o culto ao Deus verdadeiro.

Mais tarde, após a morte e ressurreição de Jesus, os discípulos foram a essa região para anunciar o evangelho e encontraram um homem chamado Simão, conforme registrado em Atos 8. Ele era um mágico que dizia servir a Deus, mas usava práticas e rituais ligados à adoração de demônios. E mesmo depois de ser batizado e se apresentar como seguidor de Jesus, ele continuou com as mesmas práticas de antes.

Durante esse encontro com a mulher samaritana, Jesus revelou a ela a verdade sobre Sua identidade e declarou: “Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade, porque o Pai procura a tais que assim O adorem” (João 4:23).

Jesus mesmo afirmou: “Os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade”. Reflita profundamente nessas palavras.

Uma parte importante dessa verdade é que a Bíblia ensina que não devemos adorar ou honrar a Deus da mesma forma que os povos antigos adoravam seus falsos deuses. Deus não aceita esse tipo de adoração. Assim como Ele disse ao povo de Israel, antes de entrarem na Terra Prometida:

“Quando o SENHOR, Teu Deus, desarraigar de diante de ti as nações, aonde vais a possuí-las, e as possuíres e habitares na sua terra, guarda-te que te não enlaces após elas, depois que forem destruídas diante de ti; e que não perguntes acerca dos seus deuses, dizendo: Assim como serviram estas nações os seus deuses, do mesmo modo também farei eu. Assim não farás ao SENHOR, Teu Deus, porque tudo o que é abominável ao SENHOR e que Ele aborrece fizeram eles a seus deuses...Tudo o que Eu te ordeno observarás; nada lhe acrescentarás nem diminuirás” (Deuteronômio 12:29–32).

Será que não chegou o momento de você refletir sobre a legitimidade de um cristianismo misturado com práticas pagãs? Não está na hora de parar de envolver Jesus nas tradições herdadas da antiga Saturnália pagã, do culto a Mitra e dos deuses da antiga Escandinávia, e passar adorá-Lo, junto com o Pai, em espírito e em verdade?

Certamente não é uma tarefa simples reavaliar crenças e práticas que foram aceitas durante toda a vida. Mas precisamos nos perguntar se Deus deseja algo diferente no seu relacionamento com Ele.

Deus está chamando você para adorá-Lo em espírito e em verdade. Vamos deixar de lado os costumes pagãos e adorar o grande Deus e Seu Filho, Jesus Cristo, da forma como Eles mesmos nos ensinam nas Escrituras!

Course Content