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Estamos realmente entendo este enorme presente?

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Deus nos está dando um presente enorme, que inclui a entrada no Reino de Deus como Seus filhos, a vida eterna, a reconciliação por Jesus Cristo, ser imputado em nós a justiça de Deus, pela fé por Jesus Cristo. Isto tudo é à volta dum 'presente' tão importante. Estamos entendo este enorme presente?

Transcrição

Bom dia, boa tarde, queridos irmãos, aqui é Jorge de Campos!

A vida humana tem um grande propósito. Deus planejou um grande propósito para nós, de sermos filhos e filhas de Deus, no Reino de Deus.

Como se lê em Hebreus capítulo 2 versículo 10, «Deus está a conduzir muitos filhos à glória, aperfeiçoando por meio de sofrimentos, por meio do Autor – Jesus Cristo»:

“Porque convinha que aquele, por cuja causa e por quem todas as coisas existem, conduzindo muitos filhos à glória, aperfeiçoasse, por meio de sofrimentos, o Autor da salvação deles.”

Queridos irmãos, esse golo, esse objectivo, essa razão, esse propósito de nós vivermos, é um presente de Deus. Sim, Deus nos está a dar isso de graça. É a razão porque ele predeterminou criar o ser humano.

Mas a vida (física) também é um presente como a vida eterna. Porque o propósito de Deus é de virmos a ser filhos e filhas dele; também não é só filhos temporários por cento e trinta anos mas para uma vida eterna. Isso nós não merecemos. É um presente também.

Sim, lemos em romanos capítulo 6 versículo 23:

“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuíto de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor.”

O que nós fizemos para merecer isso e como é que isso é possível? Isto é possível através de Jesus Cristo. Lê aqui em 1 Tessalonicenses capítulo 5 versículos 8 e 9:

“Nós, porém, que somos do dia, sejamos sóbrios, revestindo-nos da couraça da fé e do amor e tomando como capacete a esperança da salvação.

Porque Deus não nos destinou para a ira, mas para alcançar a salvação mediante nosso Senhor Jesus Cristo.”

Aí está um ponto extremante importante. Precisamos de acreditar, precisamos ter fé, temos que ter fé no que Deus diz na promessa dele, temos que ter essa fé.

O que é o amor?

O amor é o carácer de Deus.

Precisamos acreditar que Deus tem o poder e a capacidade de cumprir a promessa de que está a fazer para nós de que ele nos predestinou, no que ele é capaz de fazer para pôr seu nome lá e você esteja no Reino de Deus.

Voce pode estar a pensar: «eu tenho esses problemas todos…». Sim, temos. Mas nada é impossível para Deus.  Por isso, isso não é uma razão para desistir, nem de ficar desanimado  a ponto de deixar isso tudo.

Por isso, temos que ter fé, pois, Deus é capaz de cumprir com todas suas promessas e temos que ter o amor – o amor é o carácter de Deus. Também temos que desenvolver em nós esse fundamento do carácter de Deus em nós. Porque parte do plano de Deus é de crescer e aperfeiçoar esse carácter de Deus para virmos a ser filhos e filhas de Deus na família e Reino de Deus.

 Deus não nos predestinou para morrermos eternamente. NÃO. Deus nos predestinou para vivermos eternamente. Isso é um grande presente para nós.

Veja também em II Timóteo capítulo 1 versículos 8 - 10:

“Não te envergonhes, portanto, do testemunho de nosso Senhor, nem do seu encarceirado, que sou eu; pelo contrário, participa comigo dos sofrimentos [das dificuldades, das lutas que não podem nos fazer desistir] a favor do evangelho [maravilhosa notícia de que vamos ser filhos e filhas de Deus no seu Reino para vivermos eternamente em glória sendo co-herdeiros com Cristo, nosso irmão mais velho], segundo o poder de Deus.

Que Deus nos salvou e nos chamou com santa vocação; não segundo as nossas obras, mas conforme a sua própria determinação e graça que nos foi dada em Cristo Jesus, antes dos tempos eternos,

E manifestada, agora, pelo aparecimento de nosso Salvador Cristo Jesus, o qual não só destruiu a morte, como trouxe à luz a vida e a imortalidade, mediante o evangelho,”

Por isso, queridos irmãos, o caminho para a vida eterna foi agora revelado a nós por Jesus Cristo. Jesus teve que morrer por nós para isso ser possível. Isso foi uma dádiva, um presente da parte do Pai.

Veja em João capítulo 3 versículos 13 a 15:

“Ora, ninguém subiu ao céu, senão aquele que de lá desceu, a saber, o Filho do Homem [que está no céu].

E do modo por que Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do Homem seja levantado,

Para que todo o que nele crê tenha a vida eterna.”

Quando uma pessoa, um humano morre, queridos irmãos, não vai aos céus. O relato bíblico é claro.

O versículo 14 narra a história da praga das serpentes por conta do pecado dos israelitas no deserto. Assim que, todo aquele mordido por uma serpente, tinha que olhar a serpente levantada por Moisés e, seus pecados expiados, era curado da praga. Isso representa o sacrifício de Cristo por toda a humanidade para perdão dos pecados. Quando olhamos para Cristo, nossos pecados são perdoados porque temos confiança nele e ele nos perdoa.

Todos que crêem em Jesus Cristo não perecem mais têm a esperança da vida eterna.

Temos que crer naquilo que ele é, igualmente, crer na sua mensagem que através do seu sacrifício nós somos reconciliados, nossos pecados perdoados e nos é dado a justiça de Deus.

Estamos realmente entendendo este grande sacrifício? Estamos realmente entendendo esse grande presente que é de graça?

Queridos irmãos, nós sabemos que a decisão de Deus nos fazer participantes das promessas foi feita antes da fundação do mundo. Mas, agora, a decisão é nossa de decidirmos responder a essa chamada e buscar o Senhor, obedecer e crer no que ele diz. Quer dizer, quando eu acredito no que uma pessoa diz, eu faço o que essa pessoa diz. CRER É OBEDECER.

Ora, aí vemos qual foi o problema do judaísmo. O judaísmo – a religião dos judeus; não era a lei de Moisés, que eles adoptaram, mas eles modificaram-na. Por isso, Jesus Cristo acusava aos fariseus e saduceus porque esses não estavam a fazer as coisas corretamente.

Aqui temos a razão porque não foram aceitos. Porque buscavam a sua própria justiça, invés de buscarem a justiça de Deus através de Jesus Cristo.

Por isso que nós temos que acreditar na mensagem de Jesus Cristo – nos seus ensinamentos e nas promessas de virmos a ser filhos e filhas de Deus no Reino de Deus.

Versículo 16:

“porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.”

Jesus Cristo é um presente para nós. A vida dele é nosso pão da vida. Precisamos acreditar nele e fazer o que ele diz para fazermos que é amar a Deus e ao próximo.

Versículo 17-18:

“Porquanto Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele.

Quem nele crê não é julgado; o que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus.”

Queridos irmãos, o ponto aqui é crer. Porque se cremos, obedecemos. Mas a justificação não é porque estamos a obedecer mas porque estamos a crer. Isso é importante entendermos.

Acreditar quer dizer ter fé, ter confiança. O problema  dos judeus é que não acreditavam que Jesus Cristo tinha as palavras da verdade como lemos em João capítulo 6 versículo 58:

“Este é o pão que desceu do céu, em nada semelhante àquele que os vossos pais comeram e, contudo, morreram; quem comer este pão viverá eternamente.”

Sabemos os símbolos da Páscoa (pão e vinho) quem comer do meu pão – corpo de Cristo e beber do vinho – seu sangue; está claro que não é usar isso de forma literal mas simbólica, ter Cristo a viver em nós.

Por isso lemos mais disso adiante, quando Jesus perguntou aos doze, versículos 67-69:

“Então, perguntou Jesus aos doze: porventura, quereis também vós outros retirar-vos?

Respondeu-lhe Simão Pedro: Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras da vida eterna;

E nós temos crido e conhecido que tu és o Santo de Deus.”

Por isso, vemos aqui duas coisas: que os judeus não acreditaram que Jesus Cristo tinha as palavras da vida eterna e também não acreditaram que ele era o Messias – não acreditaram que ele era o Cristo o Filho do Deus vivente. E por isso não aceitaram em Jesus Cristo.

Favor de ler em Romanos capítulo 10 versículos 1-4:

“Irmãos, a boa vontade do meu coração e a minha súplica a Deus a favor deles [os judeus] são para que sejam salvos.

Porque lhes dou testemunho de que eles têm zelo por Deus, porém não com entendimento.

Porquanto, desconhecendo a justiça de Deus e procurando estabelecer a sua própria, não se sujeitaram à que vem de Deus.

Porque o fim da lei é Cristo, para justiça de todo aquele que crê.”

Cristo é aquele que nos dá a justiça de Deus. Por isso que, se acreditamos em Cristo e também no Seu Pai, a justiça de Deus nos é imputada através de Cristo. Porque Cristo não está abolindo a Lei aqui. Está-nos a demonstrar a única maneira de sermos justos de acordo com a Lei. Porque Jesus Cristo cumpriu a Lei e os profetas.

A Lei demonstrava que Cristo – o Messias tinha que vir pelo significado dos dias santos que apontavam para Cristo e os profetas também apontavam para o seu retorno. Veja em Mateus capítulo 5 versículo 17:

“Não penseis que vim revogar a Lei ou os profetas; não vim para revogar; vim para cumprir.”

Cumprir significa obedecer, estabelecer segundo, fazer segundo o que a Lei e os profetas apontavam a seu respeito. Exemplo, a Torá apontava para um salvador e ele (Cristo) veio cumprir essa parte; a Torá apontava para os sábados, para os sacrifícios no dia da Páscoa (ver em Êxodo 12 e 13) – tudo isso tinha como referencial Cristo. Cristo veio cumprir, veio preencher, veio completar  e demonstrar a nós como pode (a Ler) ser cumprida.

Versículo 20 de Mateus 5:

“Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder em muito a dos escribas e fariseus, jamais entrareis no reino dos céus.”

Como é isso possível?

Os escribas e fariseus tinham uma certa justiça mas era uma justiça humana e essa justiça humana é completamente insuficiente. Para observarmos a Lei de Deus no Espírito e no coração é impossível fazer sem termos Jesus Cristo em nós.

Veja em Romanos capítulo 2 versículo 29:

“Porém judeu é aquele que o é interiormente, e circuncisão, a que é do coração, no espírito, não segundo a letra, e cujo louvor não procede dos homens, mas de Deus.”

Para obedecermos realmente e para satisfazermos a Deus, para sermos verdadeiramente judeus espirituais, precisamos de ser circuncisos internamente no coração e no espírito. E isso é impossível sem ter Cristo em nós.

Cristo é um grande presente. Estamos a entender esse enorme presente?

Note irmão que as Leis de Deus revelam quem Deus é. As Leis de Deus por si só não nos dão a salvação. Pela Lei de Deus sabemos simplesmente o pecado. A Lei de Deus não paga o preço do pecado, tal como a lei de trânsito não paga a multa pela transgressão de um dos seus pontos. A LEI NÃO PAGA A MULTA. A Lei simplesmente nos indica o que é o pecado.

A Lei de Deus nos diz o que é o amor e o pecado é qualquer coisa que contraria esse amor. Se roubas o que é do outro, não estás a demonstrar amor ao outro porque a Lei de Deus diz para não roubar.

Não adulterarás; se adulteras estás a ser infiél para aquele com quem te comprometeste a vida inteira.

A Lei de Deus são 10 rios, são 10 pontos que demonstram como aplicar ou viver com o amor de Deus. Quebrar a um desses pontos, acaba por quebrar a todos.

Temos que desenvolver o carácer de Deus obedecendo as Leis de Deus mas temos que saber que a Lei de Deus não nos justifica porque nós falhamos continuamente, não somos justos e por isso, a nossa justiça não é de acordo com a Lei de Deus. Somos justificados de graça, pela graça de Deus por causa do sacrifício de Jesus Cristo com o seu derramento de sangue à nosso favor de graça.

Vejamos então em Romanos capítulo 3 versículo 9:

“Que se conclui? Temos nós qualquer vantagem? Não, de forma nenhuma; pois já temos demonstrado que todos, tantos judeus como gregos, estão debaixo do pecado;

Como está escrito: Não há justo, nem um sequer;”

No versículo 20:

“Visto que ninguém será justificado diante dele por obras da lei, em razão de que pela lei vem o pleno conhecimento do pecado.”

A lei demonstra, nos ensina o que é o pecado. Não paga o pecado.

Nos versículos 21-25:

“Mas agora, sem lei, se manifestou a justiça de Deus [ Jesus Cristo que nos é dado de graça que é o exemplo perfeito de obedecer a Lei] testemunhada pela lei e pelos profetas;

Justiça de Deus mediante a fé [de] em Jesus Cristo, para todos [e sobre todos] os que crêem; porque não há distinção,

Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus,

Sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus,

A quem Deus propôs, no seu sangue, como propiciação, mediante a fé, para manifestar a sua justiça, por ter Deus, na sua tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos;”

A justiça de Deus é dada a nós de graça, gratuitamente e não porque somos boas pessoas. Tudo porque nós acreditamos em Jesus Cristo em Deus e, porque nós acreditamos, nós fazemos aquilo que lhe agrada. E com isso Ele vê que temos uma fé viva e nos é imputado a nós como justiça.

Versículos 26-27:

“Tendo em vista a manifestação da sua justiça no tempo presente, para ele mesmo ser justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus.

Onde, pois, a jactância? Foi de todo excluída. Por que lei? Das obras? Não; pelo contrário, pela lei da fé.”

A lei da fé impõe acreditar em Jesus Cristo e obedecer aquilo que é da sua mensagem. Isto não nos justifica, apenas demonstra que estamos a responder a essa chamada.

Versículos 28-31:

“Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé, independentemente das obras da lei.

É, porventura, Deus somente dos judeus? Não é também dos gentios? Sim, também dos gentios,

Visto que Deus é um só, o qual justificará, por fé, o circunciso e, mediante a fé, o incircunciso.

Anulamos, pois, a lei pela fé? Não, de maneira nenhuma! Antes, confirmamos a lei.”

Porque, agora que acreditamos a Deus, podemos matar pessoas, podemos mentir…NÃO.

Temos que tratar bem as pessoas, cuidar de cmprir as Leis de Deus que favorecem o próximo, deste modo, estamos a confirmar a Lei.

Capítulo 4 versículos 1 a 3, de Romanos:

“Que, pois, diremos ter alcançado Abraão, nosso pai segundo a carne?

Porque, se Abraão foi justificado por obras, tem de que se gloriar, porém não diante de Deus.

Pois que diz a Escritura? Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado para justiça.”

Deus fez o primeiro movimento,digamos assim, no caso de Abraão, Deus deu o primeiro passo e Abraão acreditou em Deus. Deus fez uma promessa «faz isso…», obedeça a mim e eu farei isto a ti e ele obedeceu, acreditou em Deus, teve fé no poder e capacidade de que Deus haveria de cumprir a promessa feita.

Pela tua descendência vai haver grandes bênçãos. E ele acreditou. Não foi por obras mas por ele ter acreditado em Deus e obedecer ao chamado de Deus.

Versículos 4-8:

“Ora, ao que trabalha, o salário não é considerado como favor, e sim como dívida.

Mas, ao que não trabalha, porém crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é atribuída como justiça.

E é assim também que Davi declara ser bem-aventurado o homem a quem Deus atribui justiça, independentemente de obras:

Bem-aventurados aqueles cujas iniquidades são perdoadas, e cujos pecados são cobertos;”

Se Deus está a atribuir justiça a si e você era um pecador, isso é uma bem-aventurança, independentemente das obras.

“Bem-aventurado o homem a quem o Senhor jamais imputará pecado.”

Queridos irmãos, todos nós somos pecadores. Por isso diz nos versículos 9 a 12:

“Vem, pois, esta bem-aventurança exclusivamente sobre os circuncisos? Visto que dizemos: a fé foi imputada a Abraão para justiça.

Como, pois, lhe foi atribuída? Estando ele já circuncidado ou ainda incircunciso? Não no regime da circuncisão, e sim quando incircunciso.

E recebeu o sinal da circuncisão [catorze anos depois] como selo da justiça da fé que teve quando ainda incircunciso; para vir a ser o pai de todos os que crêem, embora não circuncidado, a fim de que lhes fosse imputada a justiça.

E pai da circuncisão, isto é, daqueles que não são apenas circuncisos, mas também andam nas pisadas da fé que teve Abraão, nosso pai, antes de ser circuncidado.”

Abraão recebeu a promessa, e, só depois de catorze anos, é que foi circuncidado.

Deus disse a Abraão que lhe haveria de dar a ele e seus descendentes uma bênção mas ele não tinha filhos. Mas ele obedeceu em fé e cumpriu todos mandatos de Deus em ter que viajar para terra estranha…

Versículo 13-16:

“Não foi por intermédio da lei que a Abraão ou a sua descendência coube a promessa de ser herdeiro do mundo, e sim mediante a justiça da fé.

Pois, se os da lei é que são herdeiros, anula-se a fé e cancela-se a promessa,

Porque a lei suscita a ira; mas onde não há lei, também não há transgressão.

Essa é a razão por que provém da fé, para que seja segundo a graça, a fim de que seja firme a promessa para toda a descendência, não somente ao que está no regime da lei, mas também ao que é da fé que teve Abraão (porque Abraão é pai de todos nós,”

Abraão foi justificado porque acreditou. Vemos aqui que a fé é um ponto importante. Abraão teve fé, acreditou em Deus, antes de obedecer. Depois, por acreditar em Deus, obedeceu, respondeu a isso.

Primeiro vem a promessa, depois, a fé, depois, a resposta de que Deus vai cumprir essa promessa porque Deus é fiel.

Veja aqui nos versículos 18-21:

“Abraão, esperando contra a esperança [já idoso com sua esposa, cerca de 90 anos, já passara a idade de ter filhos], creu, para vir a ser pai de muitas nações, segundo lhe fora dito: Assim será a tua descendência.

E, sem enfraquecer na fé, embora levasse em conta o seu próprio corpo amortecido, sendo já de cem anos, e a idade avançada de Sara,

Não duvidou, por incredulidade, da promessa de Deus; mas, pela fé, se fortaleceu, dando glória a Deus,

Estando plenamente convicto de que ele era poderoso para cumprir o que prometera.”

Abraão estava convicto de que Deus iria de cumprir a promessa. Você está convicto? Deus está a prometer a você que te serão amplamente abertas as portas para entrar no reino de Deus e na família de Deus embora você, hoje, seja um grande pecador. Você acredita? Acredita que Deus pode perdoar os seus pecados, limpá-los todos e dá-lo justiça pela fé?

Abraão estava plenamente convicto de que Deus era poderoso para cumprir o que prometera. Esse é o ponto vital para nós. Estamos de facto a ver isso? O quê que Abraão fez? Abraão teve fé, teve confiança em Deus, não teve dúvidas. Esteve convicto.

Versículo 22:

“Pelo que isso lhe foi também imputado para justiça.” Essa fé, essa convicção foi-lhe imputada como justiça.

Primeiro, Deus chamou, deu-lhe uma promessa; então, ele acreditou e fez o que tinha que fazer para manifestar que acreditava. E, depois, como parte disso, devemos acreditar no que temos que fazer, desenvolver os mesmos atributos de Deus em nós: carinhoso, perdoador, amoroso… e por isso precisamos estar convictos de que Deus é capaz de realizar todas as suas promessas.

Não vai ficar zangado com os meus pecados do passado, embora tenham consequências na vida física, mas mesmo com isso, Deus chamou você, mesmo com isso, Deus perdoou você, mesmo com isso, Deus quer que você seja seu filho no seu reino, mesmo com isso, Deus quer dar essa grande promessa a você. Você vai acreditar? Quando você acredita, então, Deus diz o que você deve fazer. De tais coisas, uma é, pôr o carácter de Deus na sua vida, claro, não perfeitamente, mas indo exercitando, dia-a-dia e com isso Deus vai imputar isso como justiça.

Então, perante os olhos de Deus, você é justo. Está reconciliado com o Pai. Isto é possível, pelo sacrifício de Jesus Cristo por nós.

Versículo 23-25:

“E não somente por causa dele está escrito que lhe foi levado em conta,

Mas também por nossa causa, posto que a nós igualmente nos será imputado, a saber, a nós que cremos naquele que ressuscitou dentre os mortos a Jesus, nosso Senhor,

O qual foi entregue por causa das nossas transgressões e ressuscitou por causa da nossa justificação.”

A nós vai ser imputada a mesma justiça de Deus que é superior a justiça dos fariseus e dos escribas.

Quando Jesus Cristo estava a falar da nossa justiça ser superior a dos escribas e fariseus, estava a se referir dessa justiça de Deus que nos vai ser imputada pela fé no seu Filho.

Estamos entendendo este grande presente que nos foi entregue através do sacrifício de Jesus Cristo? Por ele dar a sua vida, o seu sangue por nós… entendemos esse grande presente?

Romanos capítulo 5 versículo 1:

“Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo;”

Queridos irmãos, nós não somos autojustificados. Nós somos justifcados por Jesus Cristo, pela justiça de Cristo que é dada a nós, de graça. E por isso temos paz. Porque se eu confiasse em mim, contando que sou suficientemente bom, nunca teria paz. Porque eu não sou bom nem vou ser. E desse modo viveria chateado pela paz que nunca posso alcançar por mim mesmo.

Irmãos, não são as nossas obras. É imputada em nós a justiça de Deus. 

Jesus Cristo nos limpa a nossa consciência e temos paz.

Versículo 2:

“Por intermédio de quem obtivemos igualmente acesso, pela fé, a esta graça na qual estamos firmes; e gloriamo-nos na esperança da glória de Deus.”

Queridos irmãos, temos uma esperança de recebermos a glória de Deus. E por isto não temos dúvidas, estamos firmes, confiamos nisto. Estamos sempre assim em pé?

Versículos 3-5:

“E não somente isto, mas também nos gloriamos nas próprias tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança [carácter forte de não desistência];

E a perseverança, experiência; e a experiência [carácter aprovado], esperança.

Ora, a esperança não confunde, porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado.”

Recebemos o amor de Deus, a ajuda de observar os mandamentos, as leis de Deus pelo Espírito de Deus em nós.

Uma vez mais, Deus dá o primeiro passo. Mas nós temos que responder.

Versículos 6-8:

“Porque Cristo, quando nós ainda éramos fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios.

Dificilmente, alguém morreria por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém se anime a morrer.

Mas Deus prova [demonstra] o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores.”

Queridos irmaos nenhum de nós está sem pecados.

Versículos 9-10:

“Logo, muito mais agora, sendo justificados [tornados justos perante Deus, sendo nossos pecados perdoados pelo sacrifício de Jesus Cristo] pelo seu sangue, seremos por ele salvos [no dia da ressurreição] da ira.

Porque, se nós, quando inimigos, fomos reconciliados com Deus mediante a morte de seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida”

Porque de vez em quando pecamos e quando pecamos, vamos ao trono da graça e então, mesmo com a acusação de satanás, Cristo o nosso advogado, apela ao nosso perdão porque ele já pagou com o seu sacrifício.

Queridos irmãos, não merecemos isto. Mas é pela graça de Deus. É pela misericórdia de Deus.

Versículo 11:

“E não apenas isto, mas também nos gloriamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, por intermédio de quem recebemos, agora, a reconciliação.”

Obrigado Deus por nos dar a reconciliação por meio de Jesus Cristo porque não merecemos nada, mas estamos reconciliados agora, graças a Deus.

Então, vemos aqui que Deus nos chama, Deus nos dá uma promessa, nós temos que acreditar nessa promessa de virmos a ser filhos e filhas de Deus no Seu Reino com Cristo. Nós acreditamos e respondemos a essa chamada em fé.

Mas isto é o que os israelitas não acreditaram. Vejam, se faz favor, em Romanos capítulo 9 versículos 30 e 31:

“Que diremos, pois? Que os gentios, que não buscavam a justificação, vieram a alcançá-la, todavia, a que  decorre da fé;

E Israel, que buscava a lei de justiça, não chegou a atingir essa lei.”

Nós que não sabíamos muitas coisas, Deus pela sua graça e misericórdia nos chamou e, se nós acreditarmos, espero que respondam a essa chamada pela fé; mas Israel que tinha essa lei de justiça, que buscava…não atingiu.

Versículos 32 e 33:

“Por quê? Porque não  decorreu da fé, e sim como que das obras. Tropeçaram na pedra de tropeço,

Como está escrito:

Eis que ponho em Sião uma pedra de tropeço e rocha de escândalo, e aquele que nela crê não será confundido [não ficarão desonrados, não ficarão envergonhados].”

Os israelitas não acreditaram em Deus, na sua promessa de enviar o Cristo, o Messias… Abraão acreditou. Os israelitas não acreditaram. Porque? Porque eles julgavam que iriam alcançar mediante as obras. Pelas obras, não, porque somos todos imperfeitos.

Vocês sabem daquela parábola que diz assim:

Dois homens subiram ao templo com o propósito de orar: um fariseu, e o outro, publicano.

O fariseu, posto em pé, orava de si para si mesmo, desta forma: Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros, nem ainda como este publicano;

Jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho.

O publicano, estando em pé, longe, não ousava nem ainda levantar os olhos ao céu, mas batia no seu peito, dizendo: Ó Deus, sê propício a mim, pecador!

Queridos irmãos, temos que ser humildes, crentes em Deus e em Cristo, acreditar nas sua palavra e promessa pela fé e não por obras.

Umas vez que acreditamos em Deus, acreditamos na promessa, respondemos a chamada e obedecemos aquilo que nos é dito por Deus.

Se acreditarmos em Cristo não ficaremos enganados, desonrados, confundidos.

Queridos irmãos, os judeus buscaram justificação por meio de obras da lei. Como que fosse por motivos de mérito para serem considerados justos. Nós, entendemos que através do presente, do dom, da dádiva, do sacrifício de Jesus Cristo por nós, nos é imputado a justiça de Deus de graça. Se nós acreditamos. Se nós respondermos a essa chamada.

Sabemos, irmãos, que não somos perfeitos, aliás, nunca seremos perfeitos como seres humanos, mas vamos continuar… se estamos realmente entendendo esse grande presente de Deus através de Jesus Cristo; de nos perdoar e nos imputar a sua justiça, não por nossas obras mas porque acreditamos nele e acreditamos no seu poder e por isso obedecemos a ele.

E a graça de Deus não anula a lei mas confirma a lei de Deus.

E a minha pergunta final, irmãos, é: ESTAMOS REALMENTE ENTENDENDO ESSE ENORME PRESENTE?