Ajuda para hoje e esperança para o amanhã! 

Deus é uma Trindade?

Você está aqui

Índice

“Mas o que se gloriar glorie-se nisto: em me conhecer e saber que eu sou o Senhor...” (Jeremias 9:24).

“Deus é espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade” (João 4:24).

“E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (João 8:32).

Muitos historiadores e estudiosos de religião, alguns citados nesta publicação, atestam a influência da filosofia grega ou platônica na elaboração e aceitação da doutrina da trindade, no século IV. Mas o que implica essa filosofia, e como chegou a afetar a doutrina da trindade?

Muitos que acreditam na trindade ficam surpresos, talvez chocados, ao saber que a ideia de seres divinos existentes como trindades ou tríades vem de antes do Cristianismo. No entanto, como veremos, a evidência é abundantemente documentada.

Alguns tradutores da Bíblia dos séculos passados eram tão zelosos para encontrar um apoio para sua crença na trindade nas Escrituras que, literalmente, a acrescentaram. Um exemplo disso é 1 João 5:7-8.

“Por causa disso, me ponho de joelhos perante o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, do qual toda a família nos céus e na terra toma o nome” (Efésios 3:14-15).

O Verbo preexistente, que mais tarde tornou-se Jesus Cristo, foi enviado a terra pelo Pai celestial.

O apóstolo Paulo afirma que o Deus do Antigo Testamento, conhecido pelos israelitas—Aquele que era a sua “Rocha” forte (ver Deuteronômio 32:4, Salmo 18:2)—foi o Único que conhecemos como Jesus Cristo.

O livro de Hebreus fala do Filho de Deus como o Ser através do qual Deus criou o mundo (Hebreus 1:2) e que “põe em ordem o universo com a poderosa força da sua autoridade” (versículo 3, NVI). Somente Deus é grande o suficiente para fazer tais coisas.

As afirmações daqueles que O conheciam pessoalmente e foram ensinados por Jesus, e que depois escreveram a maior parte do Novo Testamento, são totalmente consistentes com as declarações de Jesus sobre Si mesmo.

O apóstolo Paulo, em Filipenses 2, diz que Jesus estava disposto a entregar voluntariamente Seu incrível poder divino e posição por nós, ao nos dizer:

“Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor” (Deuteronômio 6:4).

As seguintes sete escrituras mostram a falácia na afirmação de que o Pai e o Filho são um só ser como afirma a doutrina da trindade. Como conciliar a crença na trindade com estas simples perguntas?

Em toda a Escritura voltamos à realidade de que Deus escolheu expressar sua natureza pessoal em termos de uma relação familiar.

“Não por força, nem por violência, mas pelo meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos” (Zacarias 4:6).

Mateus 28:19 é uma passagem bíblica, às vezes mal entendida com respeito à doutrina da trindade. Jesus é citado dizendo aos seus discípulos: “Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em [‘para dentro do’ (do grego eis)] nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”.

Algumas pessoas, buscando reforçar a sua crença na trindade, apontam para uma série de passagens bíblicas que supostamente mostram o Pai, o Filho e o Espírito Santo agindo conjuntamente como uma trindade.

“Porque Deus não nos deu o espírito de temor, mas de fortaleza, e de amor, e de moderação” (2 Timóteo 1:7).

“Eu serei para vós Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-Poderoso” (2 Coríntios 6:18).

Em Gênesis 1:26, Deus disse: “Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança”―o plural “nós” [em façamos] e “Nossa” denota tanto Deus, o Pai quanto o Verbo, que viria a nascer na carne como Jesus Cristo (João 1:1-3, 14).

Além de reivindicar diretamente, em João 8:58, ser o “EU SOU” e atrair uma multidão de judeus que tentaram apedrejá-Lo como resultado de tal afirmação (versículo 59), como explicado neste capítulo, Jesus igualou-se a YHWH do Antigo Testamento de outras maneiras também. Vamos ver algumas delas.

O apóstolo João inicia seu relato sobre a vida de Jesus Cristo com esta declaração: “No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.

Uma série de passagens bíblicas identificam Jesus Cristo como Deus, junto com Deus Pai. No entanto, alguns afirmam que o apóstolo Paulo em 1 Coríntios 8 negava a divindade de Cristo ao empregar a distinção de Deus exclusivamente ao Pai. Vamos analisar o que Paulo estava realmente dizendo aqui―e o que não estava.

O Pai e Jesus têm, desde o início, planejado aumentar o Seu gênero de seres, [ou pela falta de melhor palavra em Português, seres da Sua “espécie”].

“Ouve, Israel, o senhor, nosso Deus, é o único senhor”.

Muitas pessoas presumem que o Espírito Santo seja uma pessoa divina, como o Pai e Jesus Cristo, baseado em referências ao Espírito como “ele”, “a ele” e “o próprio” no Novo Testamento. Essa confusão resulta do fato que o uso dos pronomes do gênero flexionado [neste caso no masculino] em grego e português não significa que se esteja falando duma pessoa.

O apóstolo Paulo admoestou os membros de uma das igrejas que ele começou: “Não extingais o Espírito” (1 Tessalonicenses 5:19).

Como este livro explica, a Bíblia revela que o único Deus é uma família, hoje composta de Deus, o Pai e de Deus, o Filho, Jesus Cristo. E Deus está no processo de acrescentar à essa família divina multidões de outros―no devido tempo, todos os seres humanos que estão dispostos e que fielmente optem por seguir o caminho de Deus.

A Escritura afirma claramente que há apenas um Deus (Isaías 46:9; Malaquias 2:10, Romanos 3:30, Tiago 2:19). No entanto, é evidente que o único Deus é composto por mais de um Ser existindo juntos como uma família divina (comparar Efésios 3:14-15), dos quais a família humana é um tipo físico ou modelo.

Em qualquer discussão sobre quem e o que é Deus, não devemos perder de vista a verdade mais importante a respeito de Deus ―que Deus, o Pai e Jesus Cristo, o Filho, são Seres de amor infinito. João resumiu perfeitamente Seu caráter divino e natureza, quando escreveu que “Deus é amor” (1 João 4:8, 16).